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Economia do Japão

A economia do Japão é a quarta maior do mundo por PIB nominal, a quarta maior em paridade do poder de compra e é o segundo maior país desenvolvido do mundo. De acordo com o Fundo Monetário Internacional, o PIB per capita do país era de US$ 36 899, o 22º maior em 2013. O Japão é um membro do G-7. A economia japonesa é analisada pela Pesquisa trimestral Tankan de sentimento empresarial conduzida pelo Banco do Japão.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Visão geral da economia

Nas três décadas de desenvolvimento econômico após 1960, o Japão ignorou os gastos militares em favor do crescimento econômico, assim permitindo um rápido desenvolvimento conhecido como milagre econômico japonês. Com a liderança do Ministério da Economia, Comércio e Indústria e taxas médias de crescimento de 10% na década de 1960, 5% na de 1970 e 4% na de 1980, o Japão foi capaz de se estabelecer e se manter como a segunda maior economia do mundo de 1978 a 2010, quando ele foi ultrapassado pela República Popular da China. Em 1990, a renda per capita no Japão igualava ou ultrapassava a da maioria dos países do Ocidente. No entanto, na segunda metade da década de 1980, os preços crescentes de ações e de propriedades imobiliárias causaram um super-aquecimento da economia japonesa que mais tarde passou a ser conhecido como a bolha financeira e imobiliária do Japão, causada por uma política de baixas taxas de juros do Banco do Japão. A bolha econômica estourou quando a Bolsa de Valores de Tóquio quebrou em 1990-92 e os preços das propriedades imobiliárias tiveram seu pico em 1991. O crescimento de 1,5% no Japão na década de 1990 foi melhor que o crescimento de outros grandes países desenvolvidos, dando origem ao termo década perdida. No entanto, o crescimento da renda per capita de 2001 a 2010 ainda conseguiu ultrapassar o crescimento da Europa e dos Estados Unidos. Mas o déficit público do Japão permanece uma tarefa difícil para o governo japonês devido ao endividamento excessivo, gastos de bem-estar social com uma sociedade envelhecida e falta de crescimento econômico/industrial nos anos recentes. O Japão recentemente incorporou a nova estratégia de crescimento econômico com tais metas a serem atingidas até 2020. A moderna indústria de TI gerou o maior produto para a economia japonesa.

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História econômica

A história econômica do Japão é uma das economias mais estudadas por seu espetacular crescimento em três diferentes períodos. O primeiro foi a fundação de Edo (em 1603) com desenvolvimentos econômicos por toda a ilha, o segundo foi a Restauração Meiji (em 1868) por ser a primeira potência não europeia, e o terceiro foi após a derrota na Segunda Guerra Mundial (em 1945) quando o país surgiu como a segunda maior economia do mundo.

Primeiros contatos com a Europa (século XVI)

O Japão era considerado um país rico em metais preciosos, principalmente graças aos relatos de Marco Polo de templos e palácios dourados, mas também devido à abundância relativa de minérios na superfície característicos de um grande país vulcânico, antes de a mineração profunda em larga escala se tornar possível na era industrial. O Japão era um grande exportador de prata, cobre e ouro durante o período até que as exportações desses minerais fossem proibidas. No Renascimento, o Japão também era percebido como uma sociedade feudal sofisticada com uma rica cultura e com forte tecnologia pré-industrial. Ele era densamente povoado e urbanizado. Observadores importantes europeus da época pareciam concordar que os japoneses "destacavam-se não apenas em relação a outros povos orientais, eles ultrapassavam os europeus também".

Período Edo (1603–1868)

O início do período Edo coincide com as últimas décadas do período Nanban, quando uma intensa interação com as potências europeias, nos planos econômico e religiosos, ocorreu. Foi no início do período Edo que o Japão construiu seu primeiro navio de guerra ao estilo ocidental, tal como o San Juan Bautista, um navio do tipo galeão de 500 toneladas que transportou uma embaixada japonesa liderada por Hasekura Tsunenaga para as Américas, que depois continuou para a Europa. Durante o período, o bakufu também comissionou por volta de 350 shuinsen, navios comerciais armados de três mastros, para o comércio intra-asiático. Os aventureiros japoneses, como Yamada Nagamasa eram ativos por toda a Ásia.

Período pré-guerra (1868–1945)

Desde meados do século XIX, após a restauração Meiji, o país se abriu para o comércio e influência ocidentais e o Japão passou por dois períodos de desenvolvimento econômico. O primeiro começou em 1868 e se estendeu pela Segunda Guerra Mundial. O segundo iniciou em 1945 e continuou até meados da década de 1980. Os desenvolvimentos econômicos do período pré-guerra iniciaram com a Política de Estado Forte e Exército Forte pelo Governo Meiji. Durante o período Meiji (1868-1912), os líderes inauguraram um novo sistema educacional baseado no do Ocidente para todos os jovens, enviou milhares de estudantes para os Estados Unidos e Europa, e contratou mais de 3 mil ocidentais para ensinar ciência moderna, matemática, tecnologia e línguas estrangeiras no Japão (Oyatoi gaikokujin). O governo também construiu ferrovias, melhorou estradas e inaugurou um programa de reforma agrária para preparar o país para um maior desenvolvimento.

Período pós-guerra (1945–presente)

Da década de 1960 à década de 1980, o crescimento econômico real foi chamado de um "milagre": uma média de 10% na década de 1960, 5% na década de 1970 e 4% na década de 1980. No final dos anos 1980, o Japão transformou-se de uma economia de baixos salários para uma de altos salários. O crescimento desacelerou no final da década de 1990, também chamada de década perdida, após o colapso da bolha financeira e imobiliária do Japão. Como uma consequência, o Japão incorreu em massivos déficits orçamentários (adicionado trilhões de ienes ao sistema financeiro japonês) para financiar programas de grandes obras públicas. Em 1998, os projetos de obras públicas do Japão ainda conseguiam estimular suficientemente a demanda para terminar com a estagnação econômica. Em desespero, o governo japonês comprometeu-se a formular políticas de "reforma estrutural" com vistas a combater os excessos especulativos dos mercados de ações e imobiliário. Essas políticas levaram o Japão à deflação em inúmeras ocasiões entre 1999 e 2004. Em seu artigo de 1998, Armadilha do Japão, o professor de economia de Princeton Paul Krugman defendeu que, baseado em um grande número de modelos, o Japão tinha uma nova opção. O plano de Krugman pedia por um aumento das expectativas da inflação para, de fato, cortar as taxas de juros de longo prazo e promover o consumo.

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Tendência macroeconômica

Esta é uma tabela da tendência do Produto Interno Bruto do Japão a preços de mercado estimado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) com números em milhões de ienes. Para comparações da paridade do poder de compra, o Dolár americano é trocado a ¥110,784 em 2010.

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Agricultura

Apenas 12% do território japonês é apropriado para o cultivo. Devido a essa falta de terra arável, um sistema de terraço é utilizado para se plantar em pequenas áreas. Consequentemente, o país tem um dos maiores índices de produção por área quadrada do mundo, conseguindo uma auto-suficência de produtos agrícolas por volta de 50% em apenas 56 mil km² (14 milhões de acres) cultivados. O pequeno setor agrícola japonês, todavia, é altamente subsidiado e protegido, com uma regulação que favorece o cultivo em pequena escala ao invés da agricultura de larga escala, muito utilizada em outros países como o Brasil. O arroz importado, o produto mais protegido, é sujeito a tarifas de 490% e foi restringido a uma quota de apenas 7,2% do consumo médio de arroz de 1960 a 1988. As importações abaixo da quota não sofrem restrições, em termos legais, mas estão sujeitas a uma tarifa de 341 yenes por kilograma. Essa tarifa hoje é estimada em 490%, mas tende a aumentar para 778% com os novos métodos de cálculo que serão introduzidos como parte da Rodada de Doha.

Pesca

O Japão possui o segundo maior volume de toneladas de peixes pescados do mundo, atrás somente da China - 11,9 milhões de toneladas em 1989, ligeiramente acima dos 11,1 milhões de toneladas em 1980. Após a crise de energia de 1973, a pesca no mar profundo diminuiu, com o volume anual pescado na década de 1980 alcançando cerca de 2 milhões de toneladas. A pesca em mar aberto contribuiu com cerca de 50% do total de peixes capturados no final dos anos 1980, apesar de terem experimentados várias altas e baixas durante esse período. A pesca costeira com pequenos barcos, redes de pesca ou técnicas de reprodução contribuiu com cerca de um terço do total da produção do setor, enquanto a pesca em alto mar com barcos de média proporção contribuiu com mais da metade da produção total. O restante foi pescado por grandes barcos. Entre as várias espécies de frutos do mar pescados estão a sardinha, o atum, o caranguejo, o camarão, o salmão, o escamudo, a lula, os mariscos, a cavala e o pargo. A pesca de água doce responde por cerca de 30% da indústria pesqueira japonesa. Existem muitas espécies de peixes pescados nos rios do Japão e alguns crustáceos de água doce.

Indústria

O Banco Mundial lista os principais países produtores a cada ano, com base no valor total da produção. Pela lista de 2019, o Japão tinha a 3ª indústria mais valiosa do mundo (US $ 1,02 trilhões). Em 2019, o Japão era o 3ª maior produtor de veículos do mundo (9,6 milhões) e o 3ª maior produtor de aço (99,3 milhões de toneladas). A indústria manufatureira japonesa é muito diversificada, com uma variedade de indústrias avançadas que atingem um grande sucesso. A indústria contribui com 24% do PIB nacional. A indústria concentra-se em algumas regiões, com a região de Kanto, ao redor de Tóquio (a região industrial de Keihin), bem como a região de Kansai, ao redor de Osaka (a região industrial de Hanshin) e a região de Tokai ao redor de Nagóia (a região industrial Chukyo-Tokai) como principais centros industriais. Outros centros industriais incluem a parte sudoeste de Honshu e o norte de Shikoku ao redor do Mar Interior de Seto (a região industrial de Setouchi); e a parte norte de Kyushu (Kitakyushu). Além deles, um cinturão longo e estreito de centros industriais chamado de Cinturão Taiheikyo é encontrado entre Tóquio e Fukuoka, formado por indústrias que se desenvolveram como cidades fabris.

Mineração e energia

Nas energias não-renováveis, em 2020, o país era o 80º maior produtor de petróleo do mundo, com uma produção quase nula. Em 2019, o país consumia 3,8 milhões de barris/dia (4º maior consumidor do mundo). O país foi o 4º maior importador de petróleo do mundo em 2016 (3,1 milhões de barris/dia). Em 2015, o Japão era o 52º maior produtor mundial de gás natural, com uma produção quase nula. O país era o maior importador do mundo de gás natural em 2018: 99,7 bilhões de m3 ao ano. Na produção de carvão, o país foi o 40º maior do mundo em 2018: 1,3 milhões de toneladas. Foi o 3º maior importador de carvão do mundo em 2018: 189 milhões de toneladas. O Japão também é o 5º país que mais possui usinas atômicas em seu território: em 2019 haviam 33 usinas, com uma potência instalada de 31,6 GW.

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Infraestrutura

Em 2015, metade da energia no Japão foi produzida do petróleo, um quinto do carvão e 14% do gás natural. As usinas nucleares do Japão foram responsáveis por um quarto da eletricidade produzida e o país deve dobrá-la nas próximas décadas. O gasto do Japão com estradas tem sido grande. Os 1,2 milhões de quilômetros de ruas pavimentadas são o principal meio de transporte. O Japão possui tráfico de mão esquerda. Uma única rede alta velocidade, dividida e com acesso limitado por pedágios conectam as maiores cidades e são operadas por concessionárias. Carros novos e usados não são caros. Os impostos sobre propriedade de veículos automotores e o preço do combustível são usados para promover a eficiência energética. Dezenas de companhias ferroviárias japonesas competem pelos mercados de transporte local e regional de passageiros; por exemplo, sete empresas da JR, Kintetsu Corporation, Seibu Railway e Keio Corporation. Frequentemente, as estratégias dessas empresas levam em consideração o setor imobiliário e as lojas de departamentos. Alguns trens Shinkansen com velocidades de até 300 km/h ligam as grandes cidades. Todo o sistema ferroviário é conhecido por sua pontualidade.

Serviços

O setor de serviços do Japão contribui com cerca de três quartos do produto total econômico. Os serviços bancários, seguros, serviços imobiliários, varejo, transporte e telecomunicações são todas grandes indústrias que contam com empresas entre as maiores do mundo, como Mitsubishi UFJ, Mizuho, NTT, TEPCO, Nomura, Mitsubishi Estate, ÆON, Mitsui Sumitomo, Softbank, JR East, Seven & I, KDDI e Japan Airlines. Quatro dos cinco jornais com maior circulação no mundo são jornais japoneses. O governo Koizumi propôs a privatização em 2015 da Japan Post, um dos maiores fornecedores de serviços de poupança e seguros. Os seus maiores keiretsus são os grupos Mitsubishi, Sumitomo, Fuyo, Mitsui, Dai-Ichi Kangyo e Sanwa. O Japão abriga 251 empresas da Forbes Global 2000, ou 12,55% (em 2013). A saúde japonesa é privatizada, o que dificulta o acesso dela por crianças e idosos.

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Finanças

A Bolsa de Valores de Tóquio é a segunda maior bolsa de valores do mundo por capitalização de mercado, bem como a maior bolsa de valores da Ásia, com 2 292 companhias listadas. O Nikkei 225 e o TOPIX são dois índices de mercado de ações importantes da Bolsa de Valores de Tóquio. A Bolsa de Valores de Tóquio e a Bolsa de Valores de Osaka, outra grande bolsa de valores no Japão, fundiram-se em 1º de janeiro de 2013, criando uma das maiores bolsas de valores do mundo. Outras bolsas de valores no Japão incluem a Bolsa de Valores de Nagoia, a Bolsa de Valores de Fukuoka e a Bolsa de Valores de Sapporo.

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Força de Trabalho

A taxa de desemprego declarado em junho de 2009 foi de 5,2% (5,4% para homens, alta de 0,1% em relação a maio de 2009, e 4,9% para mulheres, alta de 0,3% em relação ao mês anterior). Considera-se que esses dados estejam subestimados, tendo em vista que mesmo trabalhadores com sub-empregos são classificados como empregados. Em julho de 2006, a taxa de desemprego no Japão era de 4,1%, de acordo com a OECD. No final de fevereiro de 2009, ela estava em 4,4%. A razão entre os cargos oferecidos e o número de candidatos às vagas caiu para apenas 0,59, de quase 1 no começo de 2008, enquanto as horas de trabalho média também caiu. Os salários médios também caíram em 2,9% nos últimos 12 meses antes de fevereiro. Em 2007, a força de trabalho japonesa consistia de cerca de 66 milhõs de trabalhadores - 40% dos quais eram mulheres - e estava em rápido declínio. Há projeções de que em 2050 esse número caia para 48,6 milhões.

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Comércio exterior

Em 2020, o país foi o 5º maior exportador do mundo (US $ 705,8 milhões em mercadorias, 3,8% do total mundial). Na soma de bens e serviços exportados, chega a US $ 904,8 bilhões e fica em 4º lugar mundial. Já nas importações, em 2019, foi o 4º maior importador do mundo: US $ 720,9 bilhões.

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Lei e governo

O Japão é o 27º de 185 países no Índice de Facilidade de Fazer Negócios em 2013. O Japão possui uma das menores taxas no mundo desenvolvido. Após as deduções, a maioria dos trabalhadores estão livres de impostos de renda. A taxa de imposto sobre consumo é de apenas 8%, enquanto as taxas de impostos sobre empresas são as segundas mais altas do mundo, com 36,8%. No entanto, a Câmara dos Representantes aprovou uma lei que aumentaria o imposto sobre o consumo para 10% em outubro de 2015. O governo também decidiu reduzir o imposto sobre empresas e eliminar progressivamente o imposto sobre automóveis. O ativismo dos acionistas é raro apesar do fato de que a legislação societária dá aos acionistas grandes poderes sobre os administradores. Com o passar do tempo, mais acionistas levantaram-se contra os gestores. Os passivos do governo incluem a maior dívida pública de um país no mundo, com uma dívida de mais de um quadrilhão de ienes. O ex-Primeiro-Ministro Naoto Kan afirmou que a situação era 'urgente'.

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Cultura

Nemawashi (根回し), na cultura japonesa, é um processo informal de estabelecer as bases de alguma proposta de mudança ou projeto, falando com as pessoas envolvidas, conseguindo apoio e feedback e assim por diante. É considerado um elemento importante em qualquer grande mudança, antes de quaisquer medidas formais, sendo que o nemawashi bem sucedido é aquele que possibilita mudanças com o consenso de todos os lados envolvidos. As empresas japonesas são conhecidas por métodos de gerenciamento como o Sistema Toyota de Produção. O Kaizen (改善, "melhoramento") é uma filosofia japonesa que foca no melhoramento contínuo em todos os aspectos da vida. Quando aplicada ao local de trabalho, as atividades do Kaizen continuamente buscam melhorar todas as funções de um negócio, do setor de produção ao gerenciamento e do CEO aos trabalhadores da linha de produção. Ao aperfeiçoar atividades e processos padronizados, o Kaizen visa eliminar desperdícios (ver Lean manufacturing). O Kaizen foi implementado pela primeira vez em alguns negócios japoneses durante a recuperação do país depois da Segunda Guerra Mundial, incluindo a Toyota, e desde então se espalhou para empresas em todo o mundo. Ironicamente, os trabalhadores japoneses estão entre os que mais trabalham horas por dia, embora o kaizen deveria melhorar todos os aspectos da vida.

Keiretsu

Um keiretsu (系列, literalmente sistema ou série) é um conjunto de empresas com relações comerciais e negócios interligados. É um tipo de grupo corporativo. Os primeiros keiretsu foram os que apareceram no Japão durante o Milagre econômico japonês, depois da Segunda Guerra Mundial. Antes da rendição do Japão, as indústrias japonesas eram controladas por monopólios verticais dirigidos por famílias, chamados de zaibatsu. Os Aliados acabaram com os zaibatsu no final da década de 1940, mas as empresas formadas da cisão deles acabaram sendo reintegradas. As corporações, que estavam dispersas, foram religadas através de compras de ações a fim de formar alianças integradas horizontalmente por muitas indústrias. Onde era possível, as empresas do keiretsu supriam as necessidades umas das outras, tornando a aliança também vertical. Nesse período, a política oficial do governo promoveu a criação de fortes corporações comerciais que podiam suportar grandes pressões do mercado global altamente competitivo.

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