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Aécio de Amida

Aécio de Amida foi um escritor e médico bizantino que floresceu no começo do século VI e que se distinguiu por sua erudição. Tornar-se-ia arquiatro em Constantinopla e conde do obséquio.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Vida

Aécio era natural de Amida, na Mesopotâmia. A data de seu nascimento é incerta, mas é sugerido que viveu no fim do século V ou começo do VI, pois citou a morte do patriarca Cirilo de Alexandria em 444 e o arquiatro Pedro, que trabalhava ao rei ostrogótico Teodorico, o Grande (r. 474–526). Foi citado, por sua vez, pelo médico Alexandre de Trales em meados do século VI. Em data incerta, viajou para Alexandria, no Egito, onde estudou medicina. Quiçá era cristão, permitindo a confusão dele com Aécio de Antioquia, que viveu no tempo do imperador Juliano (r. 361–363). Em alguns manuscritos é citado com o título de conde do obséquio (em grego: κόμης οψικίου; romaniz.: komēs opsikiou; em latim: comes obsequii), o que significa que era um oficial chefe aos serviços do imperador. Segundo Fócio, recebeu o título em Constantinopla, onde praticava medicina. Aécio se distinguiu por sua grande erudição.

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Obra

Aécio parece ser o primeiro escritor médico grego cristão que não ofereceu quaisquer magias e encantos em voga entre os egípcios, como aquele de São Brás na remoção de um osso espetado na garganta, e outra em relação a um fístula. A divisão de sua obra Dezesseis Livros de Medicina (em grego: Βιβλία Ιατρικά Εκκαίδεκα) em quatro tetrabilos não foi feita por ele, mas (como observa Fabrício) foi uma invenção de alguns tradutores modernos, já que sua maneira de citar seu próprio trabalho é de acordo com a série numérica dos livros. Embora seu trabalho não contenha muita matéria original, e esteja fortemente baseado nas obras de Galeno e Oribásio, não deixa de ser um dos vestígios médicos mais importantes da Antiguidade, por ser uma compilação muito criteriosa dos escritos de muitos autores, muitos da Biblioteca de Alexandria, cujas obras foram há muito perdidas. No manuscrito para o livro 8.13, a palavra άκμή (acme) é escrita como άκνή, dando origem à palavra moderna acne.

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