Programa Internacional de Avaliação de Alunos
O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) é uma rede global de avaliação do desempenho escolar, coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Realizado a cada três anos desde 2000, seu objetivo principal é aprimorar as políticas e os resultados educacionais em todo o mundo.
Pontos-chave
- O PISA é uma avaliação global de desempenho escolar coordenada pela OCDE.
- A avaliação ocorre a cada três anos desde 2000, visando melhorar políticas educacionais.
- Singapura obteve o melhor desempenho em todas as áreas avaliadas no PISA 2022.
- O Brasil tem historicamente se posicionado entre os últimos colocados, com desafios significativos em leitura, matemática e ciências.
- A participação no PISA é por sorteio entre estudantes de 15 ou 16 anos em instituições de ensino.
Esta seção detalha os resultados de diversas edições do PISA, incluindo o desempenho global e o posicionamento do Brasil ao longo dos anos, destacando os desafios e a evolução.
PISA 2022: Destaques e Participação
Os resultados do PISA 2022 foram divulgados em 5 de dezembro de 2023, abrangendo dados de aproximadamente 700.000 estudantes de 81 países e economias. Singapura se destacou como o país com o melhor desempenho em todas as áreas avaliadas. É importante notar que alguns países e regiões não tiveram seus resultados publicados por diferentes motivos.
Desempenho Brasileiro (2000 a 2015)
Na primeira edição do PISA, em 2000, com 32 países participantes, o Brasil ficou em último lugar. Naquela ocasião, 56% dos estudantes de 15 anos avaliados em Matemática, Leitura e Ciências apresentaram um desempenho considerado 'quase analfabetos funcionais', ou seja, com dificuldade em interpretar textos ou produzir redações claras, muito abaixo do penúltimo colocado, o México (44%). No PISA 2012, com 65 países avaliados, o Brasil permaneceu entre os últimos: 57º em Matemática, 54º em Ciências e 58º em Leitura, atrás de países como Chile, Uruguai e México. Embora o Brasil tenha avançado 9,2% na média das três áreas em comparação com 2000, houve estagnação em Leitura e Ciências em relação a 2009, com um pequeno incremento de 1,3% em Matemática. Com isso, a meta do governo brasileiro de alcançar a média da OCDE até 2022 foi adiada para 2030. O PISA 2015, que avaliou 72 países, posicionou o Brasil em 63º em Ciências, 59º em Leitura e 66º em Matemática. Em Ciências e Leitura, países como Portugal, Espanha, Chile, Uruguai e Costa Rica superaram o Brasil, enquanto o Peru ficou poucos pontos abaixo. Em Matemática, todos esses países superaram o Brasil, com uma diferença de 46 pontos entre a média brasileira e a chilena. Comparado à edição anterior, o Brasil estagnou em Ciências (média: 401) e Leitura (407), e caiu em Matemática (377). Em Ciências, mais da metade dos estudantes brasileiros (51%) estava abaixo do nível 2 em Leitura, considerado pela OCDE como o mínimo adequado para o exercício da cidadania. Os resultados do exame de 2015 foram divulgados no último trimestre de 2016. O Brasil continua significativamente aquém dos países desenvolvidos e de muitas nações em desenvolvimento, incluindo vários da América Latina, e apresentou um recuo nas médias de todas as três áreas analisadas.
Critérios de Sorteio e Datas de Nascimento (2000-2030)
A cada três anos, desde 2000, estudantes de instituições escolares públicas, particulares, rurais e urbanas que completam 15 ou 16 anos no ano da prova podem ser sorteados em seus países para realizar o PISA. No Brasil, devido ao grande número de alunos nessa faixa etária, a chance de ser sorteado, mesmo dentro do período de aniversários do ano da prova, varia entre 0,2% e 0,5%. É possível verificar, por meio de tabelas específicas, se um filho, sobrinho ou parente pode ser eventualmente sorteado pela data de nascimento, caso esteja cursando do 7º ano do Ensino Fundamental até qualquer ano do Ensino Médio.


