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Dubrovnik

Dubrovnik é uma cidade costeira da Croácia localizada no extremo sul da Dalmácia, na ponta do istmo homônimo. É um dos destinos turísticos mais concorridos do Mar Adriático, um porto marítimo e a cidade mais importante do condado de Dubrovnik-Neretva. Em 2001 a população do município era de 43 770 habitantes, dos quais 30 436 na cidade, a maior parte deles de origem croata (88,39%), havendo ainda 3,26% de origem sérvia e 3,17% de bósnios.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Nome

Em croata e outras línguas eslavas, a cidade é conhecida como Dubrovnik, em italiano como Ragusa, que é também o seu nome histórico, em grego como Ravgia (Ραυγια) ou Ragusa (Ραγουσα). O atual nome croata foi dotado oficialmente em 1918, após a queda do Império Austro-húngaro. O termo Dubrovnik provém do termo ilírio dubrava, que significa bosque de carvalhos.[nt 3]

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História

Primórdios

Segundo a tradição histórica, Ragusa foi fundada no século VII d.C. numa ilha rochosa de nome Laus (ou Lausa), a qual servia de abrigo a refugiados latino-dálmatas da cidade próxima de Epidauro, ou Ragusa Velha, a moderna Cavtat, que fugiram da cidade por causa das invasões eslavas (ávaros). Segundo alguns a fundação ocorreu em 614 e resultou da fusão de duas pequenas localidades: Laus, um povoado de uma pequena ilha na costa meridional da Dalmácia, para onde se dirigiram os já referidos refugiados, e Dubrava, um povoado de pescadores imigrantes eslavos no pé do monte Srd. Uma outra teoria recentemente proposta, baseada em escavações arqueológicas, contradizem a história tradicional. Nessas escavações foram descobertos vários vestígios, nomeadamente uma basílica bizantina do século VIII e troços de muralhas, que indicam que nesse tempo a dimensão da cidade era já considerável. Entre a comunidade científica é cada vez mais aceite que a cidade já existiria antes de Cristo. Esta teoria grega ganhou força com a descoberta em escavações recentes de numerosos artefatos de origem grega. Além disso, a descoberta de areia natural debaixo da estrada principal da cidade parece contradizer a teoria da ilha de Laus.

República de Ragusa

Depois da queda do Reino Ostrogodo, a cidade ficou sob o domínio do Império Bizantino, embora na prática fosse quase uma cidade-estado, que interagia ativamente com o o litoral montenegrino que lhe estava próximo. Em 980 a cidade torna-se sede de diocese. O governo era chefiado por um reitor que era eleito mensalmente, que ficava alojado no palácio do reitor, onde não podia receber amigos nem família, consagrando todo o seu tempo ao governo.[nt 2] Apesar de em 1081 já ter uma frota considerável, isso não impediu que nesse ano fosse saqueada pelos normandos. No século XII a cidade foi muralhada para se defender das ameaças de invasões, tanto de oriente como de ocidente. A República de Ragusa compreendia então apenas os portos de Ragusa (Dubrovnik) e de Ragusavecchia (Cavtat) até 1120, data em que alargou os seus territórios. Já nessa altura os seus governantes eram eleitos.

Domínio austríaco (1815–1918)

Em 1815, o Império Austríaco (a partir de 1867, a Áustria-Hungria) obteve a posse das províncias da Ilíria no Congresso de Viena. Os Habsburgo constituíram o Reino da Dalmácia, com capital em Zadar, na qual Dubrovnik foi integrada com o nome oficial de Ragusa. Foi estabelecida uma administração que pretendia centralizar lentamente as burocracias de impostos, comerciais, religiosas e de educação com vista a estimular a economia. No entanto esses propósitos falharam em larga medida, e quando os traumas pessoais, políticos e económicos das Guerras Napoleónicas foram ultrapassados, começaram a formar-se movimentos que clamavam por uma reorganização política da região do Adriático segundo fronteiras nacionais.[carece de fontes?]

Jugoslávia (1921-1991)

Se querem ver o paraíso na terra, venham a Dubrovnik Na sequência do fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, que precipitou o desmoronamento do Império Austro-Húngaro, a cidade foi integrada no novo Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (a partir de 1929 chamado Reino da Jugoslávia) e o nome oficial da cidade passou a ser Dubrovnik. O período entre as duas guerras mundiais foi de estagnação para a cidade, que só recuperaria o seu vigor na era da Jugoslávia comunista. No início da Segunda Guerra Mundial, Dubrovnik fazia parte do Estado Independente da Croácia controlado por nazis. Entre abril de 1941 e 8 de setembro de 1943, a cidade esteve ocupada pelo exército italiano e em seguida pelos alemães.

Desmembramento da Jugoslávia (1991)

Em 1991 a Croácia e a Eslovénia, até então repúblicas da República Socialista Federativa da Jugoslávia, declaram a sua independência. Apesar da cidade antiga ter sido desmilitarizada no princípio da década de 1970 a fim de prevenir estragos em caso de guerra, tropas sérvias e montenegrinas do que fora o Exército Popular Jugoslavo (JNA) atacaram a cidade em 1991. O governo de Montenegro, liderado por Momir Bulatovic, leal ao governo sérvio de Slobodan Milošević, declarou que não permitiria que Dubrovnik permanecesse na Croácia porque, segundo ele, historicamente a cidade fazia parte de Montenegro. Isto apesar da população da cidade ser maioritariamente croata, 6% sérvia e ter muito poucos montenegrinos. Muitos consideram que as pretensões do governo de Bulatovic se enquadravam no plano de Milošević para conseguir apoiantes para a causa da Grande Sérvia.

Período mais recente

Com o fim da guerra, teve início um grande projeto de reconstrução dirigido pelo governo croata e pela UNESCO, usando técnicas e materiais tradicionais. Um dos maiores problemas enfrentados durante a reconstrução foi substituir as famosas telhas de terracota rosadas dos edifícios da cidade antiga danificados no bombardeio, que acabaram por vir de uma fábrica próxima de Toulouse,[nt 2] França. Durante a reconstrução procurou-se reforçar as estruturas antigas contra sismos. Em 2005 a maior partes dos danos da guerra já estavam reparados. As consequências dos bombardeamentos podem ser observadas numa tabuleta existente junto à porta da cidade, que mostra os pontos atingidos durante o cerco. Estes podem também ser claramente visíveis de qualquer ponto elevado da cidade, já que os telhados restaurados são bastante mais claros que os antigos.

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Geografia e clima

A cidade antiga, rodeada de muralhas, é bastante pequena, mas o conjunto da cidade estende-se até bastante longe, ocupando as encostas das montanhas até à beira-mar, espraiando-se pelas penínsulas a norte até Lapad e aos subúrbios de Gruž, o bairro do porto novo, a cerca de 3 km do centro histórico. A sul, as encostas caem de tal modo a pique sobre o mar que é impossível a expansão urbanística nessa direção. Os grandes hotéis encontram-se na península de Lapad, Babin Kuk e nas imediações do bairro de Guz.

Clima

Dubrovnik tem um clima de transição entre o úmido subtropical (Cfa, segundo a classificação climática de Köppen-Geiger) e o mediterrânico (Csa, segundo classificação Köppen-Geiger), visto que há um decréscimo nas precipitações durante o verão, mas não tão forte quanto em outros locais de clima mediterrânico típico. No entanto, distingue-se do clima de outras regiões mediterrânicas pelos ventos raros e trovoadas. O vento bura fustiga a costa sul do Adriático com rajadas desagradavelmente frias entre outubro e abril, e as trovoadas são frequentes ao longo de todo o ano, até no verão, quando interrompem os dias quentes e ensolarados. As temperaturas do ar podem variar um pouco conforme a área.[carece de fontes?] Tipicamente, em julho e agosto as temperaturas máximas são de 29 °C, caindo à noite para 21 °C. Na primavera e no outono as temperaturas máximas andam tipicamente entre os 20 e os 28 °C.

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Língua

A língua oficial da antiga república até 1472 (ou 1492,[nt 3] segundo outras fontes) foi o latim. Nessa data, o senado da república decretou que a língua oficial passasse a ser o ragusano[nt 4] (ou o italiano segundo outras fontes) e proibiu o uso de línguas eslavas nos debates do senado. Embora na generalidade todos os habitantes falassem o ragusano e o que atualmente se chama italiano, a língua nativa da maior parte dos habitantes era, segundo alguns,[nt 1] o croata ou alguma das suas aparentadas, segundo outros, o dálmata[nt 5][nt 3], uma língua extinta derivada do veneziano e do toscano (a base principal do italiano atual). Supostamente, até ao século XI praticamente toda a população era nativa do dálmata, mas a partir desse século o croata foi lentamente ganhando predominância, principalmente entre as classes mais baixas. No entanto, as línguas cultas principais da cidade até ao século XX foi o italiano, tanto o literário, como a variante veneziana.

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Monumentos

Poucos edifícios renascentistas e medievais sobreviveram ao sismo de 1667, mas os que restam são suficientes para dar uma ideia do rico património arquitetónico.

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Transportes

Dubrovnik tem um aeroporto internacional próprio (IATA: DBV, ICAO: LDDU), que dista aproximadamente 20 km do centro da cidade, na zona de Cilipi. Há serviços de autocarros locais que ligam o aeroporto com o antigo terminal rodoviário de Gruž. Toda a cidade e os seus arredores são servidos por autocarros urbanos que circulam desde a madrugada até à meia-noite. Contrariamente a outros centros importantes da Croácia, Dubrovnik não é servida por comboio. Em 2010 estava previsto o prolongamento até à cidade da autoestrada A1, que atualmente liga Zagreb e Ravča. A autoestrada usará a ponte de Pelješac, atualmente (2010) em construção, apesar da polémica gerada por razões ecológicas e das objeções por parte da Bósnia e Herzegovina. Uma alternativa ao uso da ponte, aparentemente posta de lado, seria a passagem da autoestrada junto à cidade bósnia de Neum.

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Educação

Dubrovnik tem várias de instituições de ensino, entre as quais se destacam as seguintes:

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Fontes consultadas

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