Chapim-rabilongo
Aegithalos caudatus, comummente conhecido como chapim-rabilongo ou chapim-rabilongo-comum, é uma ave passeriforme, classificada na superordem Passeri, subordem Passerida e família Aegithalidae, encontra-se nos bosques e florestas de grande parte da Península Ibérica. Ainda que pertença a uma família distinta dos "verdadeiros" chapins, a família Parus, estas duas famílias estão intimamente relacionadas.
Além de «chapim-rabilongo», esta espécie também é conhecida como: colher, foguete, quissarro, rabilongo (não confundir com a espécie Cyanopica cyanus, que consigo partilha este nome) e rabo-de-foguete.
Distingue-se pela sua cauda, com cerca de oito a nove centímetros, mais longa que o resto do corpo. Mede cerca de 13 cm a 16 cm (do bico à cauda) e tem um peso de cerca de dez gramas. Sobressai pelo seu inconfundível corpo, que se assemelha a uma pequena bola rechonchuda, de peito e abdómen de coloração clara e bico e patas escuras. No norte da Europa existe a subespécie A. c. caudatus que apresenta cabeça branca e as asas quase todas brancas, enquanto a subespécie A. c. rosaceus, na Europa ocidental, é caracterizado por uma larga faixa escura em arco por cima do olho, as escapulares de cor amarela rosada intensa, uropígio e painéis das asas esbranquiçados. Na Europa central existem populações de formas mistas das duas formas. Os juvenis apresentam as bochechas e o pescoço escuros, não apresentando os flancos rosáceos como os adultos. Os rabilongos na Península Ibérica são mais escuros, com os lados da cabeça riscados, os flancos de cor de vinho e o dorso quase preto, com a cauda comparativamente mais curta.
Distribui-se desde a Europa do norte até à região mediterrânica e à Ásia.
Portugal
Em Portugal continental chega a ser abundante a nível local, sobretudo no interior norte do território.
Ecologia
Encontra-se em matas mistas, orlas ripícolas, jardins, parques e bosques caducifólios abertos e mistos, preferindo as aveleiras e arbustos.
No verão alimentam-se principalmente de pequenos insectos e aracnídeos mas não rejeitam rebentos e pequenos frutos. No inverno alimentam-se de sementes gordas.
Imagem: Agustín Povedano · BY-NC-SA · Openverse
Gregarismo
Durante o inverno é frequentemente avistado em companhia de outros chapins, mas sempre em pequenos bandos. Não é demasiadamente territorial, fazendo por vezes ninhos próximos uns dos outros.
Vocalização
Os chamamentos são um "tserr" áspero, semelhante ao da carriça, um "tett" chiado e um "srii-srii-srii". O canto é um trinado fraco, monótono, "sii uiuiuiuiui", semelhante ao do chapim-azul.
Ninho
Constrói ninhos muito elaborados em forma de bolsa e com entrada lateral, usando musgo, pelos de animais e penas, fixando o conjunto com teias de aranha. O ninho é ampliado conforme as crias vão crescendo.
Postura e ovos
A postura consiste em oito a doze ovos brancos com pintas vermelhas.
Incubação
Os ovos são incubados durante 12 a 14 dias.
1º voo
As crias estão prontas a voar ao fim de 12 a 14 dias.


