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Adriano de Sousa Lopes

Adriano de Sousa Lopes CvSE foi um gravador e pintor modernista português.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Biografia

Nasce no lugar de Vidigal, freguesia de Pouzos, concelho de Leiria. Em 1898 inscreve-se na Academia de Belas Artes, onde será aluno de Veloso Salgado (pintura) e Luciano Freire (desenho). Parte para Paris em 1903 como pensionista do Legado Valmor na especialidade de Pintura de história; frequenta a École Nationale des Beaux-Arts e, depois, a Academia Julian. É aluno de Fernand Cormon. Expõe em diversas edições do Salon d’Automne (1904, 1905, 1906, 1908, 1909, 1912). Faz uma viagem a Itália em 1907, regressando de novo a Paris. Em 1917 realiza uma primeira exposição individual, na SNBA, Lisboa. Nesse mesmo ano parte para a Frente na Primeira Guerra Mundial como oficial artista, realizando uma série de trabalhos em que regista a ação do Corpo Expedicionário Português. Em 1918 instala-se perto de Versailles e faz esboços preparatórios de composições sobre a Grande Guerra. A 31 de julho de 1919, foi agraciado com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Em 1923 expõe em Paris. Até 1927 viaja pela Europa e pelo Norte de África, passando temporadas em França e em Portugal; nesse ano expõe de novo na SNBA, Lisboa e assume a direção do Museu Nacional de Arte Contemporânea, indicado pelo anterior diretor Columbano Bordalo Pinheiro (segundo M. Margarida Matias no texto incluído no catálogo da exposição na FCG, 1980, Sousa Lopes ocupou «de facto» o cargo de diretor em 1927; na biografia incluída no final dessa publicação é indicado 1929 como o ano em que tomou posse do lugar). Ao longo da década de 1930 recebe diversas encomendas oficiais, nomeadamente para o Museu Militar de Lisboa e para o Salão Nobre da Assembleia Nacional, projeto que ficará interrompido pela sua morte.

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Obra

Pintor formalmente algo eclético, oscilou entre as aproximações ao impressionismo e formas de representação mais académicas. Percorreu uma grande diversidade de temas, dos retratos, paisagens e naturezas mortas a episódios da história. A sua obra inicial do período parisiense revela uma "admiração empenhada pela pintura académica, que praticou como discípulo de Cormon", aproximando-se por vezes de um "simbolismo temático e pictural vindo de Ingres a Gustave Moreau"; a esta situação estilística pertencem pinturas como Ondinas (1908) e Caçador de águias (1905), pertencentes à coleção do Museu do Chiado, duas pinturas com um teor simbolista – literário e plástico –, raro em Portugal. Irá depois renovar a sua pintura através de uma aproximação ao impressionismo, que então se encontrava em fase acelerada de internacionalização, trabalhando em estudos de pequeno formato a partir do motivo, "impressões urbanas, elegantes e sensíveis tomadas nos jardins de Paris ou em Itália".

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Fontes consultadas

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