Adelmo Genro Filho
Adelmo Genro Filho foi uma figura multifacetada no cenário brasileiro, atuando como jornalista, pesquisador, professor e político. Sua obra mais influente, 'O Segredo da Pirâmide: para uma teoria marxista do jornalismo' (1987), é um marco fundamental na construção social da formação em jornalismo, sendo utilizada até hoje nas universidades e influenciando as diretrizes curriculares do Ministério da Educação (MEC) para o curso de graduação.
Pontos-chave
- Adelmo Genro Filho foi jornalista, pesquisador, professor e político brasileiro.
- Sua obra 'O Segredo da Pirâmide' é essencial para a teoria marxista do jornalismo e formação acadêmica.
- Atuou politicamente desde a adolescência, resistindo à ditadura militar e sendo vereador pelo MDB.
- Foi professor de Jornalismo na UFSC e obteve seu mestrado na mesma instituição.
- O Prêmio Adelmo Genro Filho, da SBPJor, homenageia sua contribuição à pesquisa em jornalismo.
Imagem: Eugenio Hansen, OFS · BY-SA · Openverse
Adelmo Genro Filho nasceu em São Borja, Rio Grande do Sul, e mudou-se para Santa Maria em 1953, onde residiu até 1982. Desde a adolescência, demonstrou forte engajamento político, participando ativamente de movimentos sociais de resistência à ditadura militar. Em 1975, graduou-se em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). No ano seguinte, foi eleito vereador em Santa Maria pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), cumprindo seu mandato até 1982. Nesse ano, transferiu-se para Florianópolis, ingressando como professor no Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por meio de concurso. Na UFSC, também cursou o mestrado em Ciências Sociais, concluído em 1986. Sua dissertação de mestrado, que abordava a teoria do jornalismo, foi posteriormente publicada como 'O Segredo da Pirâmide: para uma teoria marxista do jornalismo', tornando-se sua obra mais reconhecida.
Adelmo Genro Filho foi casado com Letícia Pasqualini, com quem teve duas filhas, Júlia e Bruna. Posteriormente, casou-se com Márcia Ustra Soares, com quem viveu até seu falecimento. Sua família possui uma forte tradição política: seu pai, Adelmo Simas Genro; seu irmão, Tarso Genro; sua sobrinha, Luciana Genro; e seu sobrinho-neto, Fernando Marcel Genro Robaina, também se envolveram na política, com atuação no Partido dos Trabalhadores (PT) e no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), este último criado por uma dissidência de uma corrente do PT.
A militância partidária de Adelmo Genro Filho incluiu o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e, posteriormente, o Partido dos Trabalhadores (PT). Durante o período da clandestinidade, ele atuou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), na dissidência do PCdoB e, mais tarde, no Partido Revolucionário Comunista (PRC).
Como jornalista, Adelmo Genro Filho teve passagens por importantes veículos de comunicação. Ele atuou no jornal A Razão, sediado em Santa Maria; no Semanário de Informação Política, de Ijuí; e no Jornal Informação, um semanário da imprensa independente de Porto Alegre.
Adelmo Genro Filho faleceu na manhã de 11 de fevereiro de 1988, no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, em Florianópolis. Sua morte foi decorrente de sepse, que se desenvolveu rapidamente em poucos dias, sem uma causa definida.
Em homenagem ao seu legado e contribuição para a área, a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) criou, em 2004, o Prêmio Adelmo Genro Filho. Este prêmio é concedido anualmente e tem como objetivo reconhecer e valorizar pesquisas de destaque no campo do jornalismo.


