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Cássia Eller

Cássia Rejane Eller foi uma cantora e musicista brasileira. Foi uma das maiores representantes do rock brasileiro da década de 1990 e eleita a 18.ª maior voz e a 40.º maior artista da música brasileira pela revista Rolling Stone Brasil. Lançou cinco álbuns de estúdio em vida: Cássia Eller (1990), O Marginal (1992), Cássia Eller (1994), Veneno AntiMonotonia (1997) e Com Você... Meu Mundo Ficaria Completo (1999). Seu sexto álbum de estúdio, Dez de Dezembro (2002) foi lançado postumamente. O álbum mais bem-sucedido de Cássia foi o Acústico MTV (2001), com mais de um milhão de cópias vendidas e um prêmio Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Biografia

Imagem: Elldé · BY-SA · Openverse

Cássia Rejane Eller nasceu em 10 de dezembro de 1962, no Hospital do Exército de Campo Grande, no Rio de Janeiro. Filha de Nanci Ribeiro, uma dona de casa, e Altair Eller, um sargento paraquedista do Exército descendente de alemães do land de Hesse. Seu nome foi sugerido pela avó, devota de Santa Rita de Cássia. Aos 4 anos Cássia teve febre reumática e precisou tomar Benzetacil durante 22 anos. Aos 6 anos mudou-se com a família para Belo Horizonte. Aos 10 anos, foi para Santarém, no Pará. Aos 12 anos, voltou para o Rio. O interesse pela música começou aos 14 anos, quando ganhou um violão de presente. Aprendeu a tocar violão e falar inglês com as músicas dos Beatles. Aos 18 anos chegou a Brasília, para onde sua família se mudou. Ali, cantou em coral, fez testes para musicais, trabalhou em duas óperas como corista, cantou frevo, blues, rock e também tocou surdo em um grupo de samba. Trabalhou em vários bares (como o Bom Demais), cantando e tocando.

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Carreira

Imagem: Daderot · CC0 · Openverse

Caracterizada pela voz grave e pelo ecletismo musical, interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza, Renato Russo e Rita Lee, além de artistas da MPB como Marisa Monte, Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis, rap de Xis e o incomum de Arrigo Barnabé e Wally Salomão, até sambas de Riachão e rocks internacionais de Janis Joplin, Jimi Hendrix, Beatles, John Lennon e Nirvana. As maiores influências musicais de Cássia eram John Lennon, Paul McCartney e Nina Simone. Teve uma trajetória musical bastante importante, embora curta, com algo em torno de dez álbuns próprios gravados no decorrer de doze anos de carreira. De fato, somente em 1989 sua carreira decolou. Ajudada pelo tio Anderson, que foi seu primeiro empresário, Cássia gravou uma fita demo com a canção "Por Enquanto", de Renato Russo. Este mesmo tio levou a fita à PolyGram, o que resultou na contratação de Cássia pela gravadora. Sua primeira participação em disco foi em 1990, no LP de Wagner Tiso intitulado "Baobab".[carece de fontes?]

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Vida pessoal

Imagem: Daderot · CC0 · Openverse

Cássia era bissexual. Cássia e Maria Eugênia Vieira Martins ficaram juntas até o fim da vida da cantora. As duas se conheceram em Brasília em 1987, ficaram amigas e depois se apaixonaram e viveram um relacionamento aberto. Ela teve um único filho, Francisco Ribeiro Eller (nascido em 28 de agosto de 1993), carinhosamente chamado de Chicão, fruto de um relacionamento casual com um amigo, o baixista Tavinho Fialho, que fazia parte de sua banda. Em entrevista a revista Marie Claire em outubro de 2001, Cássia disse que se apaixonou por Tavinho. O relacionamento dos dois e a gravidez de Cássia são detalhados no documentário Cássia Eller de 2014. Tavinho era casado e já tinha dois filhos, mas desde o princípio Cássia despreocupou-o das responsabilidades. Cássia tinha se separado de Maria Eugênia e engravidando sem querer, então elas retomaram o relacionamento e sua companheira ficou feliz ao saber que ela estava grávida. Tavinho faleceu em um acidente de carro uma semana antes do nascimento do filho. O nome Francisco foi inspirado na canção de mesmo nome de Milton Nascimento, gravada por Cássia no álbum Ioiô de Nelson Faria quando ela estava grávida de oito meses. Renato Russo compôs a canção "1º de Julho" para Cássia quando ela estava grávida. A canção foi lançada originalmente no álbum Cássia Eller de 1994, e também foi incluída no álbum A Tempestade da Legião Urbana, lançado em 1996.

Últimos meses

2001 foi um ano bastante produtivo para Cássia Eller. Em 13 de janeiro de 2001, apresentou-se no Rock in Rio III, num show em que baião, samba e clássicos da MPB foram cantados em ritmo de rock. Neste dia, o organograma de apresentação foi o seguinte: R.E.M., Foo Fighters, Beck, Barão Vermelho, Fernanda Abreu e Cássia Eller. 190 mil pessoas compareceram a esta apresentação. Entre maio e dezembro, Cássia Eller fez 95 shows. O que levou a cantora a gravar um DVD, nos moldes de sua preferência - ao vivo: o Acústico MTV, gravado entre 7 e 8 de março, em São Paulo, no qual Cássia contou com o um grupo de alto nível técnico e artístico: Nando Reis (direção musical/autoria, voz e violão em "Relicário" / voz em "De Esquina" de Xis), os músicos da banda: Luiz Brasil (Direção musical / Cifras / Violões e Bandolim), Walter Villaça (Violões e Bandolim), Fernando Nunes (baixolão), Paulo Calasans (Piano Acústico e Órgão Hammond), João Vianna (Bateria, Surdo, Ganzá, Ralador e Lâmina), Lan Lan (Percussão e Vocal) e Thamyma Brasil (Percussão), os músicos convidados Bernardo Bessler (violino), Iura (Cello), Alberto Continentino (contrabaixo acústico), Cristiano Alves (clarinete e clarone), Dirceu Leite (sax, flauta e clarineta), entre muitos outros. Este álbum foi composto por 17 faixas, acrescidas do Making Of, galeria de fotos, discografia e i.clip. O álbum vendeu até hoje mais de um milhão de cópias e se tornou o maior sucesso da carreira de Cássia, sendo que até então, apesar das boas vendagens e da experiência, ela não era considerada uma cantora extremamente popular.

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Morte

Cássia Eller faleceu em 29 de dezembro de 2001, no auge de sua carreira, com apenas 39 anos, na clínica Santa Maria no bairro de Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro após sofrer quatro paradas cardíacas, em razão de um infarto do miocárdio repentino. A cantora tinha sido internada às 13h e chegou a ficar no CTI (Centro de Terapia Intensiva). Segundo seu empresário, a cantora estava sentindo-se mal e reclamando de enjoos, devido ao excesso de trabalho. Os sintomas, segundo ele, seriam resultado de estresse provocado por excesso de trabalho. "Ela está trabalhando muito. Em sete meses, fez mais de cem shows", dizia. Foi levantada a hipótese de overdose de drogas, já que Cássia tinha admitido publicamente fazer uso de cocaína. Entretanto, Cássia revelou em entrevista à revista Marie Claire de outubro de 2001 que estava sóbria há dois anos. A suspeita foi considerada inicialmente como causa da morte, porém foi descartada pelos laudos periciais do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro após necropsia. Os laudos comprovaram que Cássia morreu de infarto, causado por uma malformação de seu coração. Os exames toxicológicos não encontraram resíduos de álcool nem drogas no corpo da cantora. Os exames histopatológicos revelaram que Cássia estava com problemas cardíacos, como uma coronarioesclerose leve (início de formação de trombos de gordura) e uma fibrose miocárdica (cicatrizes resultantes de outras lesões preexistentes).

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Legado

Homenagens

Em 2002 foi lançada a biografia "Cássia Eller - Canção na Voz do Fogo", escrita por Beatriz Helena Ramos Amaral. A biografia "Apenas uma Garotinha - A História de Cássia Eller", escrita pelos jornalistas Eduardo Belo e Ana Cláudia Landi foi publicada em 2005. Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr. compôs a canção "O Dom, A Inteligência e a Voz" para Cássia Eller a pedido da cantora. Cássia faleceu antes de gravar a música, que foi lançada como homenagem a ela no álbum de 2009 do Charlie Brown Jr., Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva. Cássia é mencionada na canção "Back In Vânia" de Nando Reis, lançada no álbum Sei de 2012. "Cássia Eller - O Musical" estreou em 2014 com direção de João Fonseca e Viníciús Arneiro e texto de Patrícia Andrade, e com Tacy de Campos interpretando Cássia. O musical roda o Brasil e continua em cartaz em 2019.

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Fontes consultadas

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