Oniscidea
Oniscidea é uma subordem da ordem Isopoda que agrupa as espécies de isópodes terrestres conhecidos pelos nomes comuns de bichos-de-conta,tatus-bolinhas, porquinhos-de-santo-antão, tatuzinhos, tatus-bolas, tatuzinhos-de-jardim, camarões-terrestres ou porcas-saras, os membros da subordem Oniscidea da ordem Isopoda. Atualmente conhecem-se, aproximadamente, 120 espécies no Brasil e 3600 no mundo, encontradas em habitats variados, desde a zona litorânea até desertos, o que faz destes o grupo com maior riqueza de espécies dentre os crustáceos. Em geral não conseguem espalhar-se muito, mas podem alcançar alta densidade populacional e o ser humano os tem dispersado. São crustáceos importantes na alimentação de animais, constituindo grande parte da fauna de solo e influenciando sua biodinâmica. Independem do meio aquático e vivem, em geral, em ambientes úmidos e abrigados da luz.
Passaram a viver de forma independente de ambientes aquáticos graças principalmente à presença de bolsa incubadora como um marsúpio, mas também à forma achatada do corpo, e a adaptações comportamentais e fisiológicas, entre elas o desenvolvimento de cutícula espessa e de estruturas para trocas gasosas. As estruturas para trocas gasosas dos isópodes terrestres são os pulmões pleopodais, pequenas cavidades ramificadas localizadas nos exópodos laminares. As espécies que não possuem estas estruturas realizam as trocas gasosas através dos endópodos dos pleópodos. O oxigênio é transportado pela corrente sanguínea. Produzem feromônios de agregação nas células intestinais, expulsando-os juntamente com as fezes, de forma que podem ser percebidos por estruturais sensoriais das antenas. Estes feromônios, produzidos com maior intensidade em condições mais secas, levam os isópodes a aglomerarem-se em grupo, permanecendo nele, o que reduz a perda de água para o ambiente. Em ambientes úmidos e quentes, os isópodes terrestres aproveitam a evaporação para manter a temperatura corporal, refrigerando-se. A excreção ocorre em forma de amônia em estado gasoso, e é realizada pela superfície do corpo.
Em geral, alimentam-se no período noturno, preferencialmente de plantas novas. Somente quatro espécies podem danificar a agricultura: Armadillidium vulgare, Porcellio laevis, Porcellionides pruinosus e Benthana picta. Podem causar perdas de até 40% em pimentões, de até 70% em tomates e até 80% em feijoeiros. Também podem atacar ervilhas e outras hortaliças.
A maior parte das espécies é unissexuada e ovípara, incubando os ovos na cavidade formada pelos oostegitos. Quando os filhotes rompem estes ovos, estão no estado de pós-larva, com ausência do sétimo pereiópode, o último par de pernas incompletamente desenvolvido, coloração esbranquiçada, tegumento frágil e inexistência de características sexuais secundárias. A reprodução é sexuada, onde o macho pressiona seu ladro ventral contra um lado da fêmea e injeta os espermatozoides em um dos gonóporos da fêmea utilizando um pleópode vibratório, e repetindo o processo do outro lado. As fêmeas e seu estado sexual são reconhecidos pelo macho por meio da antena, provavelmente por ação de feromônios. Durante a estação reprodutiva as fêmeas passam pela muda ovígera, onde ocorre a formação de um marsúpio totalmente isolado do ambiente. Esta bolsa incubadora tem como função o desenvolvimento inicial dos filhotes, de desenvolvimento direto, sem dependência de fontes externas de água, com fluido aparentemente sendo secretado da parede do corpo materno, formando um micro-aquário, e trocas gasosas ocorrendo provavelmente entre a hemolinfa e o fluido marsupial. Ao nascer, os filhotes apresentam um par de pernas a menos do que os adultos, que surge posteriormente.
Os Oniscidea compreendem os seguintes taxa:


