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Armadillidium vulgare

Armadillidium vulgare conhecida por bicho-de-conta ou tatuzinho-de-jardim é uma espécie de distribuição global originária do Mediterrâneo, provavelmente da parte oriental, como os demais do grupo vulgare. Exótica no Brasil, onde é encontrada em zonas de influência antrópica. O macho tem 13,6 mm de comprimento por 6,4 mm de largura, e a fêmea, 15,1 mm por 7,3 mm. Ao nascer, os filhotes apresentam um par de pernas a menos do que os adultos, que surge posteriormente.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Determinação do sexo

Imagem: Peter O'Connor aka anemoneprojectors · BY-SA · Openverse

No isópodo terrestre Armadillidium vulgare a determinação básica do sexo é genética: os machos são homogaméticos (ZZ) e as fêmeas são heterogaméticas. Estas fêmeas genéticas produzem proles com números iguais de machos e fêmeas (proporção de sexo = 1:1). A remoção da glândula androgênica em indivíduos da espécie Armadillidium vulgare causa a completa feminização de jovens machos, e a inserção da glândula de machos adultos em fêmeas jovens causa a completa e total reversão funcional do sexo.

Distorção da proporção de sexos

Armadillidium vulgare é uma das espécies com mais exemplos documentados de distorcedores da proporção dos sexos. Em várias populações as proporções de sexo são frequentemente tendentes a fêmeas. Tem sido mostrado nestas populações que a determinação de sexo da maioria dos indivíduos está sob o controle de fatores sexuais extra-cromossômicos que sobrepõem-se ao efeito dos cromossomos sexuais. Legrand e Juchault propuseram que o mecanismo de determinação de sexo do Armadillidium vulgare está em permanente evolução. O início desta evolução pode corresponder à substituição do sistema homo-heterogamético pelo sistema determinador de F, provavelmente após um processo co-evolucionário envolvendo uma forma patogênica primitiva da bactéria F e seu hospedeiro. A bactéria F pode ter invadido as populações devido à sua alta transmissão à prole (aproximadamente 80%). A transferência de parte do DNA de F ao genoma hospedeiro (=f) e a propagação deste novo fator sexual nas populações seria o passo final desta evolução. Consequentemente, a determinação de sexo sob o controle de um parasita final (um gene) tenderia a substituir a determinação de sexo heterocromosomático.

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