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Damas

Jogo de damas ou simplesmente damas é um grupo de jogos de tabuleiro de estratégia para dois jogadores que envolvem movimentos diagonais de peças de jogo uniformes e capturas obrigatórias saltando sobre as peças do oponente. Damas é desenvolvido a partir de alquerque. No Brasil e em Portugal é mais conhecida a versão de 64 casas, mas a versão mais conhecida mundialmente é a que usa um tabuleiro de 100 casas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Regras

O jogo de damas pratica-se entre dois jogadores, num tabuleiro quadrado, de 64 casas (damas brasileiras) ou 100 casas (damas internacionais) alternadamente claras e escuras, dispondo-se de 12 peças brancas e 12 peças pretas ou 20 peças brancas e 20 peças pretas. O objetivo é capturar ou imobilizar as peças do adversário. O jogador que conseguir capturar todas as peças do inimigo ou deixá-lo sem movimentos ganha a partida. O tabuleiro deve ser colocado de modo que a casa angular à esquerda de cada parceiro seja escura. No início da partida, as peças devem ser colocadas no tabuleiro sobre as casas escuras, da seguinte forma: nas três primeiras filas horizontais, as peças brancas; e, nas três últimas, as peças pretas. A peça movimenta-se em diagonal, sobre as casas escuras, para a frente, e uma casa de cada vez. A peça pode capturar a peça do adversário movendo-se para frente ou para trás. A peça que atingir a oitava casa adversária, parando ali, será promovida a dama, peça de movimentos mais amplos que a simples peça. Assinala-se a dama sobrepondo, à pedra promovida, outra da mesma cor.

Damas italianas

As regras são as mesmas das damas tradicionais, com as seguintes mudanças: o tabuleiro é colocado de modo a ficar uma casa branca a esquerda; as peças não podem tomar a Dama; se um jogador não tomar uma peça quando for possível fazê-lo, perde o jogo; e quando houver mais de uma opção para tomada de peças, deverá optar o jogador por tomar a peça mais valiosa, isto é, a camisa.

Damas inglesas

Mesmas regras das damas tradicionais, exceptuando-se o fato do jogador poder optar por capturar qualquer peça e não fazer obrigatoriamente a jogada que o permita tomar o maior número de peças. Além disso, as damas não se movem em longa distância. A única vantagem de uma dama sobre uma peça normal é a capacidade de se mover e capturar para trás, bem como para frente.

Damas russas

As únicas alterações com relação às regras oficiais, são o fato de a tomada ser obrigatória, mas não haver lei da maioria, podendo-se, com isso, escolher qualquer opção de captura e realizando todas as capturas da sequência. E também o fato de, no caso de uma tomada em cadeia, se a peça passar pela última fileira, ser promovida a dama e continuar a captura como dama, se possível.

Damas turcas

Possivelmente a mais exótica das variantes tradicionais de damas. Usa o tabuleiro de oito por oito casas. Cada jogador tem dezesseis peças e as coloca inicialmente na segunda e terceira fileiras mais próximas de si.

Perde-ganha

Variante em que as regras são as mesmas do jogo oficial, mas, nesta variante, aquele que ficar sem peças é quem ganha. O jogador, portanto, deve oferecer suas peças ao adversário, o mais rápido possível.

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História

Percursores clássicos

Um jogo similar foi jogado por milhares de anos. Um tabuleiro semelhante a um tabuleiro de damas foi encontrado em Ur que data de 3000 a.C. No Museu Britânico, os exemplares de antigos tabuleiros de damas são egípcios, foram encontrados com suas peças em câmaras mortuárias e o jogo foi jogado pela rainha Hatchepsut. Platão mencionou um jogo, πεττεία ou petteia , também denominado pente grammaí («o jogo das cinco linhas») como sendo de origem egípcia, também mencionado por Homero. Os romanos jogavam uma derivação do petteia chamada Latrúnculo. Presuntivamente, o jogo precursor das variedades do alquerque dos tres e dos nove (e por seu turno, mais remotamente, do jogo das damas) terá nascido no Antigo Egipto, pelo que se se encontraram tabuleiros gravados na pedra no telhado do templo de Kurna na cidade de Luxor, datados de 1500 a.C. que se destinariam a esse fim.

Percursores modernos

Tal como consta da obra «Board and Table Games from Many Civilizations» de R. C. Bell, aquele escreve que «quando os mouros invadiram a Península Ibérica, no séc. VIII, trouxeram El-qirkat consigo».. Portanto, sabe-se que o jogo já existiria, pelo menos, desde o século VIII, na sua forma perfectivada, fosse como alquerque dos seis, dos nove ou dos doze. O Jogo não aparece na literatura até o final do século X, quando o autor Abu al-Faraj al-Isfahani faz menção ao al-qirkat no «Kitab al-Aghani» (lit. Livro das Canções), obra de vinte e quatro volumes, onde, todavia, não consta qualquer menção das regras do jogo. As regras mais antigas conhecidas do jogo do alquerque dos doze são as que aparecem, no século XIII, na obra «Livro de xadrez, dados e tabuleiros» de Afonso X de Castella. Em 1283, no reinado de Afonso X de Castela já há registos a respeito do alquerque do 3, do 9 e do 12.

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Damas no computador

Em julho de 2007, um grupo da Universidade de Alberta liderado por Jonathan Schaeffer anunciou, num artigo publicado na Revista Science, que havia resolvido o jogo de damas. O programa Chinook desenvolvido pelo grupo desde 1989, chegou a um ponto de sua evolução em que comprovadamente tornou-se imbatível. Desta forma, o grupo pôde demonstrar que as damas são um jogo de empate, ou seja, sempre terminará em empate se ambos os adversários realizarem as jogadas corretas. O Chinook já se havia destacado anteriormente por ter sido o vencedor do Campeonato Mundial Homem x Máquina, em 1994.

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Fontes consultadas

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