André da Grécia e Dinamarca
André foi o sétimo filho, o quarto menino, do rei Jorge I da Grécia e sua esposa a grã-duquesa Olga Constantinovna da Rússia, sendo o pai do príncipe Filipe, Duque de Edimburgo e avô paterno de Carlos III do Reino Unido.
Nascido em Atenas, o príncipe André aprendeu inglês com seus tutores à medida que crescia, mas só falava grego com seus pais, língua que tinha mais facilidade de falar do que seus irmãos. Falava também alemão, dinamarquês, russo e francês. Andou na escola de cadetes e na faculdade militar em Atenas e, apesar das suas dificuldades visuais, juntou-se ao exército.
Em 1909, a situação política na Grécia levou a um golpe de estado, uma vez que o governo de Atenas se recusava a apoiar o parlamento de Creta que tinha pedido a união com a Grécia (na altura a ilha ainda pertencia ao Império Otomano). Um grupo de oficiais insatisfeitos formaram uma Liga Militar nacionalista que eventualmente levou o Príncipe André a despedir-se do exército e a subida ao poder de Eleftherios Venizelos. Alguns anos mais tarde, com o rebentar das Guerras dos Balcãs, André foi readmitido novamente como tenente coronel no terceiro regimento de cavalaria e colocado no comando dos hospitais de campo. Durante a guerra, o seu pai foi assassinado e André herdou uma vila na ilha de Corfu chamada de Mon Repos. Em 1914, André (como muitos outros príncipes europeus) detinha posições militares honorárias no exercito russo e no alemão, bem como no prussiano, dinamarquês e italiano. Durante a Primeira Guerra Mundial ele continuou a visitar Berlim, apesar das acusações abafadas no parlamento europeu de que ele era um agente alemão. O seu irmão, o rei Constantino, enveredou uma política de neutralidade, mas o governo eleito de Venizelos apoiava os Aliados. Em junho de 1917, as políticas neutrais do rei forçaram a família ao exílio. Durante os anos que se seguiram, grande parte da família real grega viveu na Suíça.
Durante três anos, o segundo filho de Constantino, Alexandre, foi rei da Grécia até à sua morte prematura derivada de uma dentada de macaco. Constantino foi restaurado ao trono e André novamente aceito no exército, desta vez como General-Major. A família passou a viver em Mon Repos. André recebeu comando do Segundo Exército durante a Batalha de Sakarya, que efectivamente marcou a derrota da Grécia na Guerra Greco-Turca de 1919-1922. A 19 de setembro de 1921, André recebeu ordens para atacar as posições turcas, o que ele considerou um movimento desesperado e pouco distante do “pânico mal escondido”. Recusando-se a colocar os seus homens em perigo, André seguiu o seu próprio plano de batalha, desagradando o comandante geral Anastasios Papoulas. Retirado das suas funções como chefe e recebendo um traje de Papoulas, André ofereceu-se para se demitir do seu comando, mas Papoulas recusou. Os turcos invadiram e atacaram as tropas gregas do príncipe e elas foram obrigadas a bater em retirada. André foi então transferido para o Conselho Militar Supremo e depois nomeado comandante do Quinto Exército. Papoulas foi substituído pelo general Georgios Hatzianestis.
Em 1902, o príncipe André conheceu a princesa Alice de Battenberg na coroação do seu tio Eduardo VII em Londres. A princesa Alice era a filha do príncipe Louis de Battenberg e da princesa Vitória de Hesse e do Reno. Eles apaixonaram-se e no ano seguinte, a 6 de outubro de 1903, casaram-se pelo civil em Darmstadt. No dia seguinte voltaram a casar em duas cerimónias, uma luterana e uma ortodoxa.


