Alexandra Iosifovna (Alexandra de Saxe-Altemburgo)
Alexandra Iosifovna foi uma grã-duquesa russa por ocasião de seu casamento com o grão-duque Constantino Nikolaevich da Rússia, segundo filho do czar Nicolau I da Rússia. Nascida princesa Alexandra de Saxe-Altemburgo, era a filha mais nova do duque José de Saxe-Altemburgo e da princesa Amélia de Württemberg.
A princesa Alexandra era a filha mais nova do duque José de Saxe-Altemburgo e da princesa Amélia de Württemberg. Os seus avós paternos eram Frederico, Duque de Saxe-Altemburgo e a princesa Carlota Jorgina de Mecklemburgo-Strelitz. Os seus avós maternos eram o duque Luís de Württemberg e a princesa Henriqueta de Nassau-Weilburg. Alexandra tinha quatro irmãs mais velhas: a princesa Maria de Saxe-Altemburgo, casada com o rei Jorge V de Hanôver, a princesa Paulina de Saxe-Altemburgo, que morreu aos 5 anos de idade, a princesa Teresa de Saxe-Altemburgo, que morreu solteira aos 91 anos e a princesa Isabel de Saxe-Altemburgo, que se casou com o grão-duque Pedro II de Oldemburgo. Tinha ainda uma irmã mais nova, chamada Luísa que morreu com poucos meses.
No verão de 1846, Alexandra conheceu o grão-duque Constantino Nikolaevich da Rússia quando este visitou Altemburgo. Era o segundo filho do czar Nicolau I da Rússia e da czarina Alexandra Feodorovna, nascida Carlota da Prússia. A avó materna de Constantino e a avó paterna de Alexandra eram irmãs. Constantino passou alguns dias no castelo do pai de Alexandra. Esta visita tinha sido arranjada pela tia de Alexandra, a grã-duquesa Helena Pavlovna, que tinha nascido como princesa Carlota de Württemberg e era prima afastada da mãe de Alexandra. Helena tinha tido uma grande influência na educação de Constantino que admirava a sua inteligência e ideais modernos. Helena gostava de literatura e música, tendo fundado o Conservatório de São Petersburgo e Constantino passava muito tempo na casa da tia. Constantino era intelectual e liberal, enquanto que Alexandra era mais conservadora e alegre. Apesar das suas personalidades serem diferentes, ambos gostavam de música e de tocar duetos no piano. Constantino sentiu-se atraído pela beleza jovial de Alexandra, alta, magra e bonita. O grão-duque não demorou a apaixonar-se e a ter vontade de casar. "Não sei o que me está a acontecer. É como se fosse uma pessoa completamente nova. Há apenas um pensamento que me rege e apenas uma imagem me enche os olhos: para sempre e só ela, o meu anjo, o meu universo. Acho que estou mesmo apaixonado. Contudo, o que pode isso significar? Só a conheço há algumas horas e já estou completamente apaixonado". Alexandra tinha apenas 16 anos e Constantino 19. Ficaram noivos, mas tiveram de esperar mais dois anos até se puderem casar.
Em 1867, a filha mais velha de Alexandra, Olga, casou-se com o rei Jorge I da Grécia. Olga tinha apenas 16 anos e, no inicio, estava reticente em deixar a filha casar tão nova. O seu primeiro filho foi baptizado de Constantino em honra do avô. O inicio da nova vida da filha coincidiu com o inicio do fim do casamento de Alexandra e Constantino. Apesar de Constantino ter apenas 40 anos, o intenso trabalho que tinha feito na marinha e nas reformas liberais do irmão Alexandre II, tinham-no feito envelhecer mais depressa. Quando o seu irmão se começou a afastar das reformas, a influência de Constantino começou a diminuir e por isso ele começou a dar mais atenção à sua vida pessoal. Após vinte anos de casamento, o casal tinha-se afastado. O trabalho intenso de Constantino e as diferentes perspectivas políticas e interesses tinham, com os anos, esmorecido a relação. Alexandra era conservadora e o marido liberal e ela tinha-se habituado a viver no seu próprio mundo de misticismo. Não demorou para que Constantino fosse procurar intimidade sexual a outro lado.
Em junho de 1889, a neta de 18 anos de Alexandra, a princesa Alexandra da Grécia e Dinamarca, voltou para a Rússia para se casar com o grão-duque Paulo Alexandrovich, um sobrinho do seu marido. Perto do final das celebrações do casamento, Constantino teve um enfarte, seguido de outro mais grave em agosto de 1889 que lhe tirou a capacidade de falar e andar. Nos três anos de vida que lhe restaram, Constantino viveu com a sua esposa no seu palácio preferido, o de Pavlovsk, onde tinha uma ala só para si. Estava preso a uma cadeira de rodas e Alexandra certificou-se que a sua amante e filhos ilegítimos se mantinham longe de qualquer contacto com o seu marido. O neto de Alexandra, o príncipe Cristóvão da Grécia, escreveu nas suas memórias que Constantino ficou tão frustrado com o controlo de Alexandra que um dia a agarrou pelo cabelo e lhe bateu com a bengala. Tendo em conta que Cristóvão tinha apenas 4 anos quando Constantino morreu, é difícil determinar se a história é verdadeira ou falsa.


