Pesquisa · Mapa mental

Tendências do Partido Socialismo e Liberdade

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) do Brasil, de forma estatutária, admite a formação de tendências partidárias, que são organizações políticas com estrutura, funcionamento e posições próprias.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
01

Atuais

A Revolução Solidária (RS) é uma corrente do PSOL que tem Guilherme Boulos como sua principal figura. Surge da unidade, dentro do partido, entre Unidade Aberta e o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), agregando setores que eram do Fortalecer o PSOL e a parcela da militância partidária das Brigadas Populares. Além de Boulos, possui como figuras públicas o deputado federal Pastor Henrique Vieira (RJ), a deputada federal Erika Hilton (SP), e as deputadas estaduais Renata Souza (RJ), Bella Gonçalves (BH), e Ediane Maria (SP). O Subverta surgiu em 2017 a partir de dissidências da tendência Insurgência. Uma das seções brasileiras do Secretariado Unificado da Quarta Internacional (SU-QI). Possui como figuras públicas a deputada federal Talíria Petrone (RJ) e o deputado estadual Flávio Serafini (RJ). Impulsiona o coletivo de juventude Travessia.

Ação Popular Socialista

A ação Popular Socialista foi fundada em junho de 2004 e passou a orientar a filiação da sua militância ao PSOL em setembro de 2005.

Fortalecer o PSOL

Uma parte do grupo que compõe a corrente se organizou no início dos anos 2000 como Movimento de Unidade Socialista (MUS), ainda no Partido dos Trabalhadores (PT), a partir de uma cisão do Movimento Esquerda Socialista (MES). Com a criação do PSOL, o MUS junta-se com cisões de outras organizações oriundas do PT e passa a compor o PSOL. Dentro do MUS, porém, nunca houve uma fusão completa, contribuindo para que mais tarde os grupos se separassem. Um dos principais motivos que originou o agrupamento (chamado na época de MUS) foi a divergência com o resto do MES sobre a saída do PT em 2003, por acreditar que deveriam permanecer ainda no partido. Porém o processo de fundação do PSOL (metade de 2004) acaba por pressionar mais rupturas do PT. No final de 2004, o MUS junta-se com cisões da Democracia Socialista (DS) e da Articulação de Esquerda (AE), ambas correntes pertencentes à esquerda petista, e então forma-se o Enlace, que passa a atuar no PSOL. Na composição nacional do Enlace, os militantes do antigo MUS tiveram hegemonia somente no estado do Rio Grande do Sul.

Liberdade e Revolução Popular

Liberdade e Revolução Popular (LRP) é uma dissidência de 2015 da Ação Popular Socialista - Nova Era (APS-NE).

Liberdade, Socialismo e Revolução - LSR

Liberdade, Socialismo e Revolução (LSR) é a seção brasileira da Alternativa Socialista Internacional (ASI) e foi fundada no ano de 2009 a partir da unificação das tendências internas Socialismo Revolucionário (SR) e Coletivo Liberdade Socialista (CLS).

Movimento Esquerda Socialista

O Movimento Esquerda Socialista (MES) surgiu no ano de 1999 a partir de uma cisão da Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), então corrente do Partido dos Trabalhadores. Inicialmente, sua atuação se concentrava no estado do Rio Grande do Sul. Deixou o PT em 2003, ano em que a principal liderança do MES e então deputada federal, Luciana Genro (RS), fora expulsa do partido. No mesmo ano, foi uma das organizações fundadoras do PSOL. Desde 2003 mantém relações com a Quarta Internacional (pós-reunificação), tornando-se oficialmente parte de sua seção brasileira em 2025. Impulsiona uma publicação teórico-política própria, a Revista Movimento. Também impulsiona o Juntos, um coletivo de juventude e o Juntas, um coletivo de mulheres.

Primavera Socialista

A Primavera Socialista foi fundada em junho de 2019 a partir da fusão das correntes Ação Popular Socialista - Corrente Comunista (APS-CC), Coletivo Rosa Zumbi, Somos PSOL e outros sete coletivos regionais. Dentre seus membros, conta com nomes como Paula Coradi (presidenta nacional do partido), Juliano Medeiros (ex-presidente nacional do partido), Edmilson Rodrigues (ex-prefeito de Belém) e Ivan Valente (deputado federal).

02

Antigas

Fundamenta-se no legado teórico do ucraniano Leon Trótski e do argentino Nahuel Moreno. Atualmente, a CST organiza-se como corrente interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), sendo uma das organizações fundadoras desse partido, atuando, com outras correntes, na ala mais à esquerda da sigla. Tendo como estratégia a revolução socialista, a CST diz propor-se a cooperar na construção de uma organização revolucionária, tentando fortalecer a unidade entre as organizações de esquerda combativa. A CST é a seção no Brasil da Unidade Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (UIT-QI) e sua figura pública mais conhecido é o paraense João Batista Oliveira de Araújo "Babá" (ex-deputado federal pelo Pará e ex-vereador do Rio de Janeiro). A Corrente Socialista dos Trabalhadores surge por volta do ano de 1992 de uma cisão da Convergência Socialista (CS), antiga corrente do Partido dos Trabalhadores (PT), quando essa fora expulsa da sigla. Enquanto a maioria da Convergência Socialista, organização que era filiada internacionalmente à LIT-QI, decidia construir um novo partido, a cisão que deu origem a CST tinha uma outra análise da conjuntura. A CST, então, rompe nacionalmente com a CS e internacionalmente com a LIT-QI, retornando para o PT, onde atuou por mais 11 anos, enquanto que a CS acaba por fundar o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Mais tarde, a CST filia-se à UIT-QI, organização internacional que contém partidos que também romperam com a LIT-QI.

Ação Popular Socialista - Corrente Comunista

Dissidência da Ação Popular Socialista, corrente que deixou o Partido dos Trabalhadores no fim de setembro de 2005. Fundiu-se com outras correntes para formar a Primavera Socialista.

Coletivo Poder Popular

O Coletivo Poder Popular foi fundado em 2017 a partir de militantes do estado do Rio de Janeiro e se expandiu para Goiás e Distrito Federal. Participou ativamente do Congresso de 2017 e em 30 de junho de 2019 fundiu-se com outras correntes, formando a Primavera Socialista.

Coletivo Primeiro de Maio

O Coletivo Primeiro de Maio foi fundado em 2012, reunindo principalmente militantes do interior de São Paulo. Em 2013 apoiou o nome de Luciana Genro como pré-candidata à presidência da república, em contraposição ao nome do senador Randolfe Rodrigues. No dia 13 de fevereiro de 2021, o Coletivo Primeiro de Maio anunciou seu ingresso no Movimento Esquerda Socialista.

Coletivo Resistência Socialista

O grupo surgiu a partir de uma dissidência de 2012 do extinto Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL), outra tendência do PSOL.[carece de fontes?] Dentro do PSOL, o CRS escreveu contribuições para o 4º e 5º Congressos (2013 e 2015) e é uma das correntes radicais pequenas que compõe o chamado Bloco de Esquerda, ala do partido que se opõe a atual direção nacional formada pelo bloco Unidade Socialista (US) e às suas práticas. Entre os membros mais notáveis do CRS está a professora Sônia Meire, candidata em 2014 a governadora de Sergipe pelo PSOL e pela Frente de Esquerda, que conseguiu 4,16% dos votos.[carece de fontes?] Em março de 2016, fundiu-se com outras correntes denominadas como: Movimento ao Socialismo (MAS) e Reage Socialista para dar origem à Nova Organização Socialista.[carece de fontes?]

Coletivo Socialismo e Liberdade

O Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL) surgiu em 2003 a partir de uma cisão no Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e que aderiu à fundação do PSOL em 2004. Em 2012 um setor dos militantes do CSOL rompeu com a organização e passou a construir o Coletivo Resistência Socialista (CRS) dentro do PSOL. Em 2013 os membros remanescentes do CSOL se fundem com as tendências psolistas Enlace e CLV, formando a Insurgência.

Comuna

A Comuna foi fundada em 2017 a partir de dissidências da tendência interna Insurgência. Era uma das seções brasileiras do Secretariado Unificado da Quarta Internacional (SU-QI). A Juventude Ecoar era sua organização de juventude e movimento estudantil. Deixou de existir em 30 de abril de 2023, se dividindo em diferentes organizações.

03

Campos

As correntes com maior afinidade programática entre si conformam campos que escrevem teses congressuais e resoluções em conjunto nas instâncias diretivas, embora muitas organizações acabem atuando de forma independente.

Atuais

Campo formado pelos campos PSOL Popular, PSOL Semente, coletivos regionais e militantes e intelectuais independentes do Rio de Janeiro (anteriormente conhecidos como Grupo do Rio). Atualmente é o campo majoritário do partido, com 58% da Executiva e Diretório Nacional, conquistada após o 7º Congresso Nacional. Campo formado no 7° Congresso pela Primavera Socialista, Revolução Solidária, Muitas (movimento de mulheres de MG, liderado pela deputada Áurea Carolina) e Unidade Aberta (agrupamento formado pelas Brigadas Populares, Movimento 9 de Maio e Círculos Populares, que posteriormente ingressou na Revolução Solidária). Tem como dirigentes Guilherme Boulos, Ivan Valente, Edmilson Rodrigues e Juliano Medeiros, conquistando cerca de 40% do Diretório e Executiva Nacionais. Esse agrupamento defendia a participação do PSOL no governo Lula. No 8° Congresso, assinaram a tese do PSOL Popular as correntes Primavera Socialista, Revolução Solidária, Educação em Primeiro Lugar (SP), Frente de Lutas Populares (MS), Independentes do RJ, Poder Popular (GO), Raiz Popular (SP) e independentes.

Antigos

Agrupamento majoritário surgido durante o IV Congresso (2013), formado pelas correntes Ação Popular Socialista - Corrente Comunista, Fortalecer o PSOL, Somos PSOL e agrupamentos regionais menores. Tinha como principais figuras públicas Luiz Araujo, Ivan Valente, Juliano Medeiros e Edilson Silva. Agrupamento de oposição durante o 4º, 5º e 6º Congressos que reunia as correntes à esquerda no partido, formado pelas correntes Movimento Esquerda Socialista (MES), Insurgência, Ação Popular Socialista - Nova Era (APS-NE), Trabalhadores na Luta Socialista (TLS), Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), Coletivo Resistência Socialista (CRS), Liberdade, Socialismo e Revolução (LSR), Coletivo 1° de Maio e agrupamentos regionais menores. No 6º Congresso, a Insurgência decide romper com o campo, enquanto suas dissidências Subverta e Comuna permanecem.

04

Correlação de Forças no II Congresso Nacional do PSOL

A eleição da Executiva Nacional durante o II Congresso Nacional do PSOL, realizado em 2009, revelou a seguinte correlação de forças:

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando