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Carlos Giannazi

Carlos Alberto Giannazi, mais conhecido como Carlos Giannazi, é um professor e político brasileiro, filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Biografia

Imagem: Bruno Covas from Brasil · BY · Openverse

Nascido em São Paulo, formou-se em história pela Universidade de Santo Amaro, onde passou a lecionar pelos próximos 18 anos, concomitantemente a uma carreira de docente do ensino público. Posteriormente tornou-se diretor escolar e mestre em história e filosofia da educação e Doutor em história econômica pela Universidade de São Paulo (USP). Seu irmão, Celso Giannazi, é vereador da cidade de São Paulo desde 2019, também pelo PSOL.

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Carreira política

Imagem: ciclocidade · BY-NC-SA · Openverse

Vereador de São Paulo

Filiou-se no Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980, tendo concorrido a sua primeira eleição em 1992, onde concorreu para o cargo de vereador de São Paulo e recebeu cerca de 6 mil votos mas não foi eleito. Posteriormente exerceu mandato de vereador da cidade de São Paulo em duas legislaturas (2000 a 2007). Como parlamentar atuou na defesa do magistério, da educação pública e da cidadania, junto aos movimentos sociais e a sociedade civil.

Deputado Estadual

Eleito em 2006 com 50.269 votos para exercer seu primeiro mandato de deputado estadual, Carlos Giannazi se candidatou novamente nas eleições de 2010 conseguindo se reeleger com 100.808 votos. Como vereador em São Paulo, foi presidente da CPI da Educação e vice-presidente da CPI dos Bancos, atuando ainda na comissão de Educação (como vice-presidente). Na Câmara, criou o Observatório Municipal da Demanda Escolar e lançou a campanha "Criança Fora da Escola é Crime". É o atual líder da bancada do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo. O PSOL confirmou na tarde de 31 de março de 2012, Carlos Giannazi como candidato à eleição municipal paulistana em 2012. Ele também cumpriu dois mandatos como vereador. Recentemente, Giannazi atuou em defesa da garantia de direitos dos desabrigados no Desocupação de Pinheirinho. Em 2005, Giannazi (na época vereador) foi expulso do PT por votar contra o projeto da prefeita Marta Suplicy que reduziu o investimento na educação.

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Controvérsias

Imagem: ciclocidade · BY-NC-SA · Openverse

Giannazi foi expulso do PT por duas vezes, sendo a primeira em 2002 ao votar contra o orçamento para a educação proposto pela prefeitura (governada à época por Marta Suplicy, então no PT). Sua sessão de expulsão, realizada pelo diretório municipal foi tumultuada, tendo sido registradas agressões ao então secretário de transportes de São Paulo, Carlos Zarattini, Após recorrer da decisão ao diretório estadual teve sua expulsão comutada para suspensão de um ano. Em 2005, mais uma vez contraria a orientação partidária e é expulso ao se lançar candidato ao cargo de presidente da câmara. Após a segunda expulsão, filia-se ao PSOL. Em 2010, o deputado elabora o polêmico Projeto de lei nº 100, onde propôs renomear a Estação Anhangabaú do Metrô de São Paulo para Zumbi dos Palmares. Vista como caricata, a proposta acabou rejeitada, após cinco anos de tramitação. Segundo um artigo divulgado na 22ª Semana de Tecnologia Metroferroviária da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), o custo de modificação do nome de uma estação ferroviária intermediária como Anhangabaú é de quase R$ 620 mil, razão pela qual a CPTM e o Metrô-SP evitam renomear suas estações, salvo quando obrigados por força de lei. A apresentação de projetos considerados irrelevantes (como o visto acima) é um dos males da Assembléia Legislativa de São Paulo. De acordo com uma reportagem do jornal El País, em 2016, apenas 18% dos projetos da Assembléia foram considerados úteis para sociedade. Isso não demoveu Giannazi de apresentar a mesma proposta (Projeto de Lei 122 de 2019) nove anos depois alegando existir uma suposta memória histórica que justificaria esse custo ao erário.

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Fontes consultadas

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