Ação Nacionalista Basca
A Ação Nacionalista Basca é um partido nacionalista Basco com sede na Espanha. Fundado em 1930, foi o primeiro partido político nacionalista Basco a funcionar com um programa socialista. Em 16 de Setembro de 2008, o partido ilegalizado pelo Supremo Tribunal Espanhol com base em vínculos com a ETA. A decisão Espanhola foi apelada no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que, depois de analisar a questão, confirmou a decisão dos tribunais Espanhóis sobre o assunto.
Foi formado em 1930, após a reunificação do grupo ultraconservador Aberri e da maioria moderada do Comuni Nacionalista Vasca no Partido Nacionalista Basco, por aqueles que se recusaram a apoiar a tradicional ideologia clerical do partido. O seu apoio estava restrito à classe média urbana e, como tal, era um partido minoritário. A ANV desempenhou um papel menor durante a República, quando geralmente se alinhava com partidos de esquerda e republicanos (sendo inclusive parte da Frente Popular em 1936) e na Guerra Civil. Foi uma parte do Governo Basco no Exílio de 1936 a 1979, e do governo Republicano Espanhol no Exílio desde 1938 até 1946, representada por um ministro sem pasta, Tomás Bilbao. Quando a democracia foi retomada na Espanha, a ANV candidatou-se para a primeiras eleições gerais espanholas contemporâneas, apresentando candidatos em Biscaia e Guipúscoa, obtendo escassos 0,64% do total de votos no País Basco. Durante esses anos, a ANV recebeu indenização pelos bens apreendidos após a guerra pelo governo Franquista.
Ascensão à proeminência
O banimento do Batasuna chamou a atenção para a praticamente desconhecida e inativa EAE-ANV, uma vez que foi informalmente designada pelas fileiras do Batasuna como a herdeira política do Batasuna ilegalizado. Consequentemente, foi durante as eleições municipais e provinciais Espanholas de 2007 que a nova EAE-ANV recebeu uma intensa atenção da mídia e política. Quase metade das suas listas foram declaradas ilegais antes das eleições, porque uma parte significativa dos seus candidatos já haviam concorrido pelo Batasuna, EH ou HB (diferentes reencarnações da mesma base). Isso apesar do fato de esses partidos serem legais quando esses candidatos concorreram por eles. O Supremo Tribunal declarou que essas listas da EAE-ANV estavam a fornecer cobertura a um partido ilegal (Batasuna), e, assim sendo, listas que incluíssem ex-membros do Batasuna eram inelegíveis.
Status atual
Em Fevereiro de 2008, o governo Espanhol declarou ilegal a EAE-ANV como medida de precaução para evitar que participassem na eleição geral Espanhola de 2008. Esta suspensão foi posteriormente confirmada pela Supremo Tribunal Espanhol que declarou ilegal a EAE-ANV. O caso foi levado pelos réus ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que confirmou as decisões judiciais espanholas afirmando que as candidaturas EAE-ANV eram, na verdade, uma "fraude" construída para contornar a proibição anterior do Batasuna. Apesar do fato de o partido ter sido declarado ilegal, a decisão do tribunal não foi retroativa, o que significou que os membros eleitos da EAE-ANV permaneceram em seus cargos como vereadores até as próximas eleições locais Espanholas que foram realizadas em 2011.


