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Batasuna

Batasuna é um partido político de ideologia nacionalista basca, independentista e socialista cujo âmbito de atuação se inscreve nas comunidades autónomas do País Basco e Navarra, e também no País Basco francês sob a forma jurídica de uma associação.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/10/2026
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História

Imagem: Mr. Theklan · BY-SA · Openverse

Origens

Batasuna foi criada em 23 de maio de 2001 como partido político através da refundação da coligação Euskal Herritarrok (EH), dirigida por Herri Batasuna (HB), como o fim de reunir num único partido todos os militantes da esquerda patriótica de Euskal Herria. Os seus componentes foram, principalmente, Herri Batasuna e militantes de Unidade Patriótica (AB), a coligação independentista do País Basco francês, que se integraram no novo partido embora a maioria da assembleia de AB tivesse decidido não fusionar-se. Na mudança de nome e na reflexão política e estratégia influiu, além do alargamento do âmbito de atuação, a ameaça de que HB e EH fossem declaradas organizações ilegais pela justiça espanhola. Nesse processo de conformação do novo partido, produziu-se a cisão de uma corrente interna que apoiava o fim da ETA e as vias exclusivamente políticas para atingir os seus objetivos programáticos. Essa cisão, encabeçada por Patxi Zabaleta constituiu um novo partido à margem de Batasuna denominado Aralar, que sim condenou especificamente os atos de luta armada da ETA.

Ilegalização

Durante o inverno e primavera de 2003, Batasuna foi proscrita num processo que se iniciou após um atentado perpetrado pela ETA em que morreram duas pessoas. O facto de não condenar este atentado permitiu a justiça espanhola ilegalizar a formação baseando-se na Lei de Partidos elaborada pelo Estado espanhol. O Tribunal Supremo declarou finalmente que o partido era ilegal um mês antes das eleições municipais, forais e ao Parlamento de Navarra de 2003. Ao mesmo tempo, em 26 de agosto de 2003, o juiz Baltasar Garzón ordenou o encerramento das sés políticas de Batasuna. Perante este novo cenário, criaram-se rapidamente diversas plataformas eleitorais locais para poder apresentar-se às eleições autárquicas, e também uma plataforma pela autodeterminação, Ponto de Encontro para a Autodeterminação (AuB) para apresentar-se às eleições forais. Contudo, a maior parte das plataformas foram consideradas pelos tribunais espanhóis como uma continuação de Batasuna, pelo que foram impedidas de inscrever-se nas listas eleitorais todas aquelas pessoas que no passado tivessem feito parte de HB, EH, Batasuna ou Socialistas Patriotas - o nome do grupo parlamentar dos deputados eleitos por EH no Parlamento Basco constituído semanas antes de que Batasuna fosse ilegalizada. Em resposta, as próprias plataformas e os dirigentes de Batasuna pediram o voto nulo, interpretando posteriormente o número de votos nulos (arredor de 150.000) como mostra do seu peso eleitoral. Contudo, nalguns municípios conseguiram apresentar-se de maneira legal, com o que atingiram um total de 20 presidências em câmaras municipais.

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Atualidade

Imagem: EAJ-PNV · BY-ND · Openverse

A declaração de um cessar-fogo permanente por parte da ETA em 22 de março de 2006 abriu um novo cenário para o denominado "conflito basco". Alguns setores têm declarado a necessidade de legalizar novamente Batasuna para que funcione como interlocutor maioritário da esquerda abertzale. Contudo, o fim da trégua em junho de 2007 com o atentado do aeroporto de Barajas fez com que o governo espanhol rechaçasse qualquer negociação com a esquerda abertzale, ainda quando, nos últimos meses de 2010, Arnaldo Otegi tenha declarado a vontade de Batasuna de condenar a via armada e de participar apenas através da via política.

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Fontes consultadas

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