Maimuna binte Alharite
Maimuna binte Alharite Alilalia foi a décima primeira e última esposa de Maomé.
Maimuna nasceu por volta do ano 590 e era filha de Alharite ibne Hasne e Hinde ibne Aufe. Entre seus irmãos consanguíneos estavam Lubaba binte Alharite (também chamada Lubaba Alcubra, "Lubaba, a Maior"), esposa de Ibne Abas, e Alasma binte Alharite ibne Hasne (conhecida como Lubaba Açogra, ou "Lubaba, a Menor"), mãe de Calide ibne Alualide; e, entre os irmãos uterinos, Salma binte Umais, esposa de Hâmeza, Asma binte Umais, esposa de Jafar ibne Abi Talibe, e Zainabe binte Cuzaima, que permaneceu casada com Maomé por cerca de três meses antes de falecer. Depois de se separar de Maçude ibne Anre Atacafi, com quem se casara pouco antes do surgimento do Islã, Maimuna casou-se com Abu Rume ibne Abede Aluza. Após a morte deste, confidenciou a Alasma binte Alharite seu desejo de casar-se com Maomé. Alabás ou Jafar ibne Abi Talibe também teriam proposto a Maomé que a desposasse. Enquanto se preparava para a ʿUmrat al-Qaḍaʾ, Maomé enviou mensagem a seu tio Alabás, em Meca, pedindo-lhe que intermediasse o casamento. Maimuna havia aceitado o Islã antes da Hégira (622) e, ao tomar conhecimento da intenção matrimonial, ofereceu-se ao profeta. Relata-se que, em razão desse episódio, foi revelado o versículo (al-Aḥzâb 33/50) que autoriza exclusivamente ao profeta contrair casamento com a mulher crente que se oferece a ele, caso ele assim o deseje. Diz-se ainda que Maomé lhe concedeu um dote de 500 dirrãs e que, a partir desse casamento, Maimuna não voltou a se casar. Antes de se casar com Maomé, Maimuna chamava-se Barra. Por considerar que portar esse nome — que significa "generosa, íntegra e obediente" — implicava uma forma de autojustificação, o profeta mudou-lhe o nome para Maimuna.


