Bajilaítas
Os bajilaítas ou Banu Bájila foram uma tribo árabe originária da região montanhosa do Sarate, no sudoeste da Península Arábica. Na tradição genealógica árabe, descendiam de Bajila, filho ou filha de Anemar, cuja ascendência é objeto de divergências entre os genealogistas. Enquanto algumas tradições classificam a tribo entre os adenanitas, outras a vinculam aos catanitas, em razão da migração de Anemar para o Iêmen e de sua integração entre as tribos meridionais. Os bajilaítas eram estreitamente aparentados aos catamitas e ocuparam, juntamente com estes, uma extensa região situada entre Tabala e as montanhas do Iêmen.
Na tradição genealógica árabe, as origens dos bajilaítas não são consensuais, circunstância frequentemente explorada por tribos rivais como motivo de zombaria. O ancestral epônimo Bajila era considerado filho ou filha de Anemar, descendente de Nizar ibne Maade. Segundo a tradição, Anemar deixou o Hejaz e estabeleceu-se entre os catanitas do Iêmen após um conflito com seu irmão Mudar, razão pela qual alguns genealogistas classificaram os bajilaítas como uma tribo catanita, enquanto outros os consideraram adenanitas. Os bajilaítas e a tribo irmã dos catamitas descendiam de Anemar e estabeleceram-se nas montanhas de Sarate, expandindo-se posteriormente pela vasta região compreendida entre Tabala e as montanhas do Iêmen. De vida predominantemente beduína, envolveram-se frequentemente em conflitos tanto com tribos vizinhas quanto entre seus próprios clãs, o que levou à fragmentação da tribo e à incorporação de diversos grupos a outras confederações árabes. Entre seus principais ramos figuravam os amacitas, caceritas, zaiditas e urainaítas, muitos dos quais passaram a integrar tribos maiores, como os amiritas e os caicitas, enquanto outros permaneceram em Sarate. O nisba de um membro da tribo era "Albajali". Antes do islã, os bajilaítas praticavam o politeísmo e, além de seus próprios ídolos, compartilhavam com os catamitas o culto ao santuário de Dul Calaça.


