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Abedalá Albatal

Abedalá Albatal ou Abedalá, o Herói foi um combatente muçulmano nas guerras bizantino-árabes do início do século VIII, que participou em várias campanhas militares do Califado Omíada contra o Império Bizantino. Conhecem-se poucos factos históricos sobre a sua vida, mas após a sua morte desenvolveu-se uma extensa tradição pseudo-histórica e lendária em volta da sua figura, a qual se tornou célebre na literatura épica árabe e posteriormente também na turca, com o nome de Saíde Batal Gazi.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/07/2026
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Biografia

Nada se sabe da origem de Abedalá Albatal ou da sua juventude. Relatos muito posteriores a ele alegam que ele era de Antioquia ou de Damasco e que era um maula (serviçal, protegido, adotado ou escravo liberto) da família omíada. Também surge com várias cúnia (parte do nome), como Abu Maomé, Abu Iáia ou Abul Huceine. Até o seu nome propriamente dito é incerto: Khalid Yahya Blankinship sugeriu que ele pode ter sido um certo Anre mencionado pelo cronista bizantino Teófanes, o Confessor na campanha de Niceia de 727. Anre pode ter sido o seu verdadeiro nome pessoal ou patronímico (ou sejam o seu nome poderia ser Anre ibne Abedalá ou Abedalá ibne Anre), enquanto que Abedalá pode ter sido simplesmente honorífico. Nas fontes históricas (dos cronistas Iacubi e Atabari), Albatal surge pela primeira vez em 727, num dos raides anuais contra a Ásia Menor bizantina, numa campanha comandada por Moáuia ibne Hixame, o filho do califa reinante Hixame (r. 723–743). Albatal liderou a vanguarda, com a qual penetrou até Gangra, na Paflagónia, que capturou e arrasou, antes do exército se dirigir a Niceia, que cercou sem sucesso. Blankinship considera que a captura de Gangra por Albatal é um dos maiores êxitos militares dos Omíadas contra os Bizantinos nesse período, juntamente com a captura de Cesareia por Maslama ibne Abedal Maleque em 726. Relatos posteriores, do século X, colocam Albatal ao lado de Maslama durante o cerco fracassado de Constantinopla em 717–718, mas os relatos árabes desse cerco são semi-lendários, pelo que é impossível saber se há alguma verdade na presença de Albatal nesse cerco.

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Lenda

Apesar da carreira militar não ser assim tão distinta, Abedalá Albatal tornou-se rapidamente o tema de contos populares e a sua fama cresceu, ao ponto de no século X ele já ser uma das mais célebres figuras heroicas das guerras bizantino-árabes. Almaçudi (As Ribeiras de Ouro, VIII, 74-75) classifica-o como um dos mais "ilustres muçulmanos" cujos retratos eram expostos nas igrejas bizantinas como sinal de respeito. Nos séculos X a XII, o seu alegado papel no cerco de Constantinopla foi embelezado pelo historiador persa Balami e pelo místico andalusino ibne Arabi. Muitas estórias fictícias passaram a fazer parte do corpus da história aceite relacionada com Albatal a partir do tempo de ibne Açaquir (1106–1175), como a do uso do seu nome pelos Bizantinos para meter medo às crianças, ou a sua entrada em Amório disfarçado de mensageiro para descobrir os planos dos Bizantinos, a sua estadia num convento, cuja abadessa o protegeu dos soldados Bizantinos e que ele levou consigo para com ela casar, e finalmente a sua morte em combate e enterro, a que assistiu o próprio imperador bizantino Leão.

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Fontes consultadas

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