Abdulaziz al-Sheikh
Abdulaziz bin Abdullah Al Sheikh foi um acadêmico islâmico de origem saudita que serviu como Grão-mufti da Arábia Saudita de 1999 até a sua morte. Também atuou como chefe do Conselho de Acadêmicos Seniores, da Presidência Geral de Pesquisa Acadêmica e Ifta, e do Conselho Supremo da Liga Mundial Muçulmana.
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Em junho de 1999, o Rei Fahd nomeou Al Sheikh como Grão-Mufti da Arábia Saudita, após a morte do Grão-Mufti Abdulaziz Bin Baz.
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Após a citação de um imperador bizantino em uma palestra pelo Papa Bento XVI, o grão-mufti chamou a declaração do Papa de "mentiras", acrescentando que elas "mostram que a reconciliação entre religiões é impossível". Em 2005, ele emitiu uma fátua proibindo casamentos forçados; em 2018, ele apoiou a decisão permitindo que mulheres dirigissem. Em 2007, o Grão-Mufti anunciou planos de demolir a Cúpula Verde e achatar a cúpula. Em 15 de março de 2012, o Grão-Mufti declarou que "Todas as igrejas na Península Arábica devem ser destruídas". Esta declaração causou críticas de alguns oficiais cristãos. Bispos católicos romanos na Alemanha e Áustria responderam duramente à sua fátua, preocupados com os direitos humanos dos não-muçulmanos que trabalham na região do Golfo Pérsico. O ortodoxo russo Metropolita Marcos, arcebispo de Yegoryevsk, disse que a decisão era "alarmante". A maior parte do mundo ignorou a declaração. Mehmet Görmez, o imã mais sênior da Turquia, criticou duramente o apelo de Al Sheikh para "destruir todas as igrejas" na região do Golfo Pérsico, dizendo que o anúncio contradizia totalmente os ensinamentos pacíficos do Islã. Görmez, presidente da Diyanet İşleri Başkanlığı (Presidência de Assuntos Religiosos), disse que não podia aceitar a fátua de Al Sheikh, acrescentando que ela contrariava os ensinamentos islâmicos de tolerância e a santidade das instituições pertencentes a outras religiões, cultivados ao longo de séculos.


