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Estado Islâmico de Coraçone

Estado Islâmico de Coraçone (EI–C), também Estado Islâmico – Khorasan ou Estado Islâmico – Província de Khorasan (EI–K), é uma organização militar salafita jihadista, um ramo do grupo Estado Islâmico, ativo no Afeganistão e no Paquistão. A área de operações do Estado Islâmico – Khorasan também inclui outras partes do sul da Ásia, como a Índia. No entanto, sua principal atividade é na região fronteiriça do leste do Afeganistão e norte do Paquistão.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Antecedentes

Por volta de setembro de 2014, o Estado Islâmico enviou representantes ao Paquistão para se encontrar com militantes locais, incluindo algumas facções do Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), após vários meses de discussões. Ao mesmo tempo, panfletos, bandeiras e materiais de propaganda em apoio ao Estado Islâmico começaram a ser distribuídos em partes do Paquistão, incluindo panfletos escritos em pashto e dari que convocavam todos os muçulmanos a jurarem fidelidade a Abu Bakr al-Baghdadi. Acreditava-se que os folhetos fossem produzidos e distribuídos do outro lado da fronteira no Afeganistão. Em outubro de 2014, o ex-comandante do Talibã, Abdul Rauf Khadim, visitou o Iraque. Mais tarde, ele retornou ao Afeganistão, onde recrutou seguidores nas províncias de Helmand e Farah. No mesmo mês, seis comandantes da TTP no Paquistão; Hafiz Khan Saeed, o porta-voz oficial Shahidullah Shahid e os comandantes da TTP das regiões tribais de Kurram e Khyber e dos distritos de Peshawar e Hangu, desertaram publicamente do TTP e juraram fidelidade a Abu Bakr al-Baghdadi.

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História

Em 26 de janeiro de 2015, o porta-voz oficial do Estado Islâmico, Abu Muhammad al-Adnani, divulgou uma declaração em áudio na qual aceitou o juramento de lealdade anterior e anunciou a expansão do califado com a criação do Wilayat Khorasan (Província de Coraçone), uma região histórica que incorpora partes do atual Afeganistão e Paquistão. Hafiz Khan Saeed foi apontado como líder local, ou uale (governador). Abdul Rauf Aliza foi nomeado como vice, entretanto, este seria morto por um ataque de drones estadunidenses no Afeganistão várias semanas depois. O Estado Islâmico começou a recrutar ativamente desertores do Talibã, em particular entre aqueles que estavam insatisfeitos com seus líderes ou com a falta de sucesso no campo de batalha. Isso levou o líder do Talibã, Akhtar Mansour, a escrever uma carta endereçada a Abu Bakr al-Baghdadi, pedindo que o recrutamento no Afeganistão parasse e argumentando que a guerra no Afeganistão deveria estar sob a liderança talibã. No entanto, combates entre os dois grupos irromperam na província de Nangarhar e, em junho de 2015, o Estado Islâmico foi capaz de capturar território no Afeganistão pela primeira vez. Depois de expulsar com sucesso os talibãs de vários distritos de Nangarhar após meses de confrontos, o grupo começou a realizar seus primeiros ataques contra as forças afegãs na província. O EI–K também estabeleceu uma presença em outras províncias, incluindo Helmand e Farah. No final de 2015, o Estado Islâmico começou a transmitir rádio em idioma pashto na província de Nangarhar, posteriormente adicionando conteúdo em dari.

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Análise

Segundo um relatório da ONU, até 70 combatentes do Estado Islâmico chegaram do Iraque e da Síria para formar o núcleo do grupo no Afeganistão. Juntamente com os combatentes estrangeiros do Paquistão e do Uzbequistão, a maior parte do crescimento do número de membros do grupo provém do recrutamento de desertores afegãos do Talibã. O general estadunidense Sean Swindell disse à BBC que os membros da "Província de Khorasan" estão em contato com a liderança central do Estado Islâmico na Síria, embora a relação exata entre os dois não seja clara. Embora o grupo tenha conseguido estabelecer uma base de operações no Afeganistão, teve menos sucesso no Paquistão, realizando em grande parte ataques isolados em pequena escala.

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