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Abderramão Sanchuelo

Abderramão ibne Sanchul, também chamado Nácer Adaulá Almamune e conhecido nas crónicas dos reinos cristãos como Sanchuelo (Córdova, c. 984 – Córdova, 3 de agosto de 909 foi hájibe do Califado de Córdova, que exerceu o poder de facto durante a última parte do primeiro reinado do califa Hixame II. Era irmão mais novo de Abedal Maleque Almuzafar, a quem sucedeu no governo do califado, e filho de Almançor, também ele governante máximo de facto do califado. A sua mãe foi Urraca Sanches, filha do rei Sancho Garcês II de Pamplona. Foi o terceiro e último governante da dinastia política amírida no Califado de Córdova.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Biografia

Nasceu muito provavelmente em 984, pois os pais casaram em 983 para selar um acordo de paz. Supostamente foi chamado Sanchuelo (diminutivo de Sancho) devido à parecença física com o avô. Em 992 o monarca navarro fez uma visita oficial ao genro, Almançor, para tratar de pôr fim aos ataques cordoveses, retomados após a rutura do pacto anterior entre Pamplona e Córdova. Foi recebido a 4 de setembro na Medina Alzahira, a cidade palaciana de Almançor com grande pompa militar e encontrou-se com o neto, uma criança que ostentava o título de vizir e que se diz que beijou os pés do avô como homenagem, de acordo com o relato de ibne Alcátibe. Em outubro de 1008, na sequência da morte do irmão Abedal Maleque Almuzafar, sobre a qual houve rumores que teria sido Sanchuelo o causador, sucedeu ao irmão como hájibe e soberano de facto do califado. Fui muito mais magnânimo com o califa Hixame II do que o seu pai e o seu irmão e recebeu o título de Nāṣir al-Dawla ("Defensor da Dinastia") e al-Maʾmūn ("o Fidedigno"), o que foi mal visto pela população. Estes títulos marcaram uma rutura da tradição familiar, pois o pai e o irmão tinham-se limitado a tomar títulos militares e tinha evitado tomar títulos que pudessem dar indícios de usurpação califal, e foi considerado um erro que foi muito criticado pelos seus contemporâneos. Para corrigir este erro, pouco tempo depois de tomar posse do cargo partiu em campanha contra os estado cristãos, como faziam fequentemente o pai e o irmão, para justificar o seu poder com sucessos mlitares na jiade.

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Morte

Sanchuelo morreu quando comandava uma campanha militar, possivelmente realizada com o objetivo de ganhar algum prestígio semelhante ao que o seu pai e o seu irmão tinham tido. Outra das motivações pode também ter sido o facto do descontentamento contra o regime amírida estar a crescer cada vez mais e por isso procurava que sucessos militares lhe granjeassem apoio popular. Devido ao descontentamento, houve poucos voluntários a juntar-se ao exército reunido para a campanha, apesar de nele terem sido integrados todos os mercenários berberes. Desde as reformas militares e fiscais levadas a cabo pelo pai e pelo irmão que estes contingentes militares africanos tinham substituído os recrutas andalusinos (kuwar muŷannada) que antes eram proporcionados pelas prvíncias, inde se tinham instalado em massa os sírios chegados à Península Ibérica no século VIII. O pagamento dos mercenários berberes — constituído por uma parte em moeda (naḍḍ) e outra parte em cereais (ṭaʿām) e gado (mawāšī) — era sustentado por um imposto pago pelos habitantes das localidades — cada localidade pagava um montante claculado em função do número de habitantes e de casas. Os oficiais eram homens livres ou escravos adscritos ao omíadas ou aos amíridas; eram dividios nas seguintes categorias: clientes (mawlà-mawālī), beneficiário (ahl al-iṣṭināʿ e ṣāniʿ-ṣunnāʿ), jovens (fatà-fityān), pajens (ġulām-ġilmān) e escravos (ʿabīd).

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Destino da família dos amíridas

Ao contrário do que se pode supor, a perda do poder em Córdova não implicou que toda a poderosa família amírida tivesse sofrido o destino de Abderramão Sanchuelo. Ao que parece, além do filho deste já referido, também escaparam à vingança dos omíadas os restantes filhos de Almançor que já tinham idade para tomar posse das terras e senhorias que o pai lhes tinha deixado em testamento. Segundo o Diccionario Geografico Universal, publicado em Madrid em 1806, uma linhagem amírida instalou-se em Portugal, com a proteção do rei Afonso Henriques, onde teve alguma importância ou a posse do castelo de "Alcázar Do Sol" (provavelmente Alcácer do Sal) e um dos seus membros, Jacobo Almanzor teria sido o "fundador" de Alcázar de Ceguer (Alcácer-Ceguer) em Marrocos.

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