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Rosvita de Gandersheim

Rosvita de Gandersheim ou Roswita von Gandersheim foi uma abadessa, escritora, conhecida como a primeira poetisa de origem germânica na Idade Média.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Biografia

Roswita nasceu provavelmente por volta do ano 935, uma vez que, alguns anos depois, por volta de 959, quando Gerberga da Saxônia, filha do duque Henrique da Baviera e sobrinha do Imperador Otto I, foi eleita abadessa do mosteiro beneditino de Gandersheim - Leste da Saxônia. Ela também já era cônega (uma espécie de monja) desse mosteiro. Lá, sob a orientação de Rikkardis, que ela cita como grande mestra, e da abadessa Gerberga, Roswita recebeu uma boa educação, tendo lido os clássicos da Antiguidade, visto que, na época, a abadia de Gandersheim tinha uma grande biblioteca, o que lhe permitiu educar-se, atuar como educadora e tornar-se conhecida por sua produção literária, tanto no campo religioso como secular. E pertencer a um grupo de mulheres e monjas medievais detentoras do conhecimento, situação pouco comum na época.

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Percurso

A primeira poetisa alemã Hrotsvit (Roswitha ou Rosvita, cujo nome vem do Althochdeutsch: Ruhmstarke - Hruod=Ruhm=”fama”, “glória” Swinths=stark=”forte”) cresceu durante o auge do século otoniano. Ela nasceu aproximadamente em 935 e descende de uma família nobre – provavelmente da nobreza saxã. Muito cedo – ainda no tempo do Imperador Henrique I – ingressou no mosteiro beneditino de Gandersheim, onde passou toda sua vida e viveu sob o título de canonisa (ou cônega). Filhas de famílias nobres frequentemente escolhiam este tipo alternativo de vida, para escapar de um casamento indesejável ou imposto. Depois que ela entregou sua vocação ao convento, pôde, sob a soberania da abadessa, receber o título de canonisa, o que significava, entre outras coisas, poder ter seus próprios patrimônios e suas próprias criadas. Para as jovens mulheres – entre as quais provavelmente Rosvita – havia um grande ideal, o de se tornar canonisa, que era a oportunidade de participar da luta a favor do cristianismo ou de manter uma boa condição social sem precisar se casar. Ao lado de Quedlimburgo, Gandersheim era, no tempo de Rosvita, o mais importante convento real da Saxônia. Através do Imperador Otto I, Gandersheim ocupou uma alta posição, quando alcançou, por um decreto real, o título de principado independente, o que significava que todos os habitantes da cidade, exceto os criados, passaram a pertencer, por nascimento, à nobreza. A cidade passou a ter autonomia para cunhar moedas, realizar julgamentos, responder diretamente ao papa, sem intermédios e até ter seu próprio exército. Além disso, teria sido usado, inclusive, como palácio do imperador durante um ano. Em Gandersheim, a Imperatriz Theophanu trouxe ao mundo sua terceira filha, Matilde, e deixou guardado seu arquivo pessoal. O Imperador Oto obteve até um privilégio de proteção papal para o convento de Gandersheim, o qual restringia a autoridade do soberano da diocese, o Bispo de Hildesheim e assegurava às abadessas uma maior autonomia. A canonisa teve duas doutas mestras: Rikkardis e Gerbig, filha de Heinrich von Bayern e sobrinha do Imperador Oto I, que se tornou, em 959, abadessa do convento. Como professora, acompanhou Rosvita, leu com ela os clássicos da Antiguidade e incentivou a jovem poetisa. O poeta romano Terêncio tornou-se para Rosvita modelo e mestre. Com sua obra, Rosvita formou seu espírito, seu estilo e seu latim. Além disso, em Gandersheim, Rosvita tinha uma importante biblioteca à sua disposição. A poetisa criou trabalhos, os quais são marcados por uma profunda cultura clássica e uma formação formal. Quando Rosvita morreu é desconhecido. Estima-se que tenha sido aproximadamente em 975. Ela é representada com suas roupas de canonisa, uma cruz, um livro e uma pena. Seu dia é comemorado em 5 de setembro.

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Obra

Os relatos de Rosvita apontam sempre para o esplendor no novo reino cristão e seu líder, tendo a poetisa uma profunda compreensão dos problemas do mundo e da alma humana. Sua obra inclui três tipos de trabalhos. Em latim, ela escreveu oito lendas, seis peças de teatro e dois épicos. Rosvita criou as lendas a partir das Escrituras Sagradas, dos Evangelhos apócrifos ou de histórias de vidas de santos. As peças de teatro foram escritas a partir do modelo do escritor romano Terêncio, que também escreveu seis peças. Eles tratam da vitória da fé e da pureza sobre o poder e a sedução. Trata-se de comédias morais: Gallicanus (Galicano), Dulcitius (Dulcício), Callimachus (Calímaco), Abraham, (Abraão), Paphnutius (Pafnúcio) e Sapientia (Sabedoria). Não se sabe se tais esboços dramáticos foram alguma vez representados, se ela os escreveu apenas como exercício literário, utilizado apenas para a distração de suas companheiras do convento ou se tiveram um público maior, com uma encenação propriamente dita. É possível que tenham sido realmente encenadas, mesmo as peças com papéis infantis, pois em sua época crianças eram mandadas para os conventos para serem educadas. Por exemplo, na peça Sapientia, na qual Rosvita tem a preocupação de escrever as falas de acordo com a idade das personagens, pois as crianças mais novas (as personagens infantis têm 8, 10 e 12 anos) recebiam menos falas, mais curtas e mais fáceis. Entretanto, essa ainda é uma questão sem resposta! Rosvita admirava Terêncio no aspecto formal, mas os temas “indecentes” do poeta pagão, demasiado vãs e imorais para ela, levou a poetisa “reformular” a temática, como a própria Rosvita se pronuncia:

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Fontes consultadas

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