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Bíblia

Bíblia é uma antologia de textos religiosos ou escrituras sagradas para o cristianismo, o judaísmo, o samaritanismo e muitas outras religiões. Esses textos, originalmente escritos em hebraico, aramaico e grego koiné, incluem instruções, histórias, poesias e profecias, entre outros gêneros literários. A coleção de materiais que são aceitos como parte da Bíblia por uma determinada tradição ou comunidade religiosa é chamada de cânone bíblico. Os crentes na Bíblia geralmente a consideram um produto da inspiração divina e interpretam o texto de maneiras diferentes e variadas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/06/2026
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Etimologia

O termo "Bíblia" pode se referir à Bíblia hebraica ou à Bíblia cristã, que contém o Antigo e o Novo Testamento. A palavra Bíblia é derivada do termo em grego koiné τὰ βιβλία, que significa "os livros" (singular βιβλίον). A palavra βιβλίον em si tinha o significado literal de "rolo" e passou a ser usada como a palavra comum para "livro". É o diminutivo de βύβλος byblos, "papiro egípcio", possivelmente assim chamado a partir do nome do porto marítimo fenício Biblos (também conhecido como Gebal) de onde o papiro egípcio era exportado para a Grécia. O termo grego ta biblia ("os livros") era "uma expressão que os judeus helenísticos usavam para descrever seus livros sagrados". O estudioso bíblico F. F. Bruce observa que João Crisóstomo parece ser o primeiro escritor (em suas Homilias sobre Mateus, proferidas entre 386 e 388) a usar a frase grega ta biblia ("os livros") para descrever o Antigo e o Novo Testamento juntos.

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Desenvolvimento e história

A Bíblia não é um único livro; é uma coleção de livros cujo seu complexo desenvolvimento não é completamente compreendido. Os livros mais antigos começaram como canções e histórias transmitidas oralmente de geração em geração. Os estudiosos estão apenas começando a explorar "a interface entre escrita, performance, memorização e a dimensão auditiva" dos textos. As indicações atuais são de que o antigo processo de escrita-leitura foi complementado pela memorização e performance oral na comunidade. A Bíblia foi escrita e compilada por muitas pessoas, a maioria desconhecida, de uma variedade de culturas díspares. O estudioso bíblico britânico John K. Riches escreveu: Os textos bíblicos foram produzidos em um período em que as condições de vida dos escritores — políticas, culturais, econômicas e ecológicas — variavam enormemente. Há textos que refletem uma existência nômade, textos de pessoas de uma monarquia estabelecida e culto ao Templo, textos do exílio, textos nascidos da feroz opressão por governantes estrangeiros, textos da corte, textos de pregadores carismáticos errantes, textos daqueles que se entregam ao ares de escritores helenísticos sofisticados. É um intervalo de tempo que engloba as composições de Homero, Platão, Aristóteles, Tucídides, Sófocles, César, Cícero e Catulo. É um período que vê a ascensão e queda do Império Assírio (do décimo segundo ao sétimo século) e do Império Persa (sexto ao quarto século) por Alexandre (336–326), a ascensão de Roma e sua dominação do Mediterrâneo (século IV até a fundação do Principado, em 27 a.C.), a destruição do Templo de Jerusalém (70 d.C.), e a extensão do domínio romano para partes da Escócia (84 d.C.).

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Interpretação

Segundo o jornalista David Plotz, da revista eletrônica Slate, até um século atrás, a maioria dos estadunidenses bem instruídos conheciam a Bíblia a fundo. Ele também afirma que atualmente, o desconhecimento bíblico é praticamente total entre pessoas não religiosas. Ainda segundo Plotz, mesmo entre os fiéis, a leitura da Bíblia é irregular: a Igreja Católica inclui somente uma pequena parcela do Antigo Testamento nas leituras oficiais; os judeus estudam bastante os cinco primeiros livros da Bíblia, mas não se importam muito com o restante; os judeus ortodoxos normalmente passam mais tempo lendo o Talmude ou outra coisa que a Bíblia em si; muitos protestantes e/ou evangélicos leem a Bíblia frequentemente, mas geralmente dão mais ênfase ao Novo Testamento. A inacessibilidade da Bíblia entre a Antiguidade e a Idade Média resultou na criação de diversas narrativas sobre os personagens bíblicos, criando acréscimos e distorções. A Igreja Católica não podia entregar muitos exemplares da Bíblia, por causa das dificuldades da época que não existia impressão, tendo a Igreja alegado que nem todos teriam a capacidade necessária para interpretá-la, devido à sua complexidade, tanto que a Igreja justificava essa dificuldade de entendê-la, mostrando aos seus fiéis as grandes heresias que até desbalancear a sociedade, desbalanceava, como o catarismo.

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Estrutura interna

A Bíblia é dividida em duas partes: o Antigo e o Novo Testamentos. O primeiro, na versão aceita de forma geral por protestantes e judeus, apresenta a história do mundo desde sua criação até os acontecimentos após a volta dos judeus do exílio babilônico, no século IV a.C. Os católicos e ortodoxos, por outro lado, têm um cânon mais extenso, cobrindo até os asmoneus do século II a.C. O Novo Testamento apresenta a história de Jesus Cristo e a pregação de seus ensinamentos, durante sua vida e após sua morte e ressurreição, no século I. (ver: Vida de Cristo) A Bíblia não era dividida em capítulos até 1 227, quando o cardeal Sthepen Langton os criou, e não apresentava versículos até ser assim dividida em 1 551 por Robert Stephanus.

Livros do Antigo Testamento

A quantidade de livros do Antigo Testamento varia de acordo com a religião ou denominação cristã que o adota: a Bíblia dos cristãos protestantes e o Tanakh judaico incluem apenas 39 livros, enquanto a Igreja Católica possui 46 e a Igreja Ortodoxa em geral aceita 51. Os sete livros existentes na Bíblia católica, ausentes da judaica e da protestante são conhecidos como deuterocanônicos para os católicos e apócrifos para os protestantes. O mesmo se aplica aos livros da Bíblia ortodoxa, que por sua vez pode vir a ter mais livros. Os livros do Antigo Testamento aceitos por todos os cristãos como sagrados (chamados protocanônicos pela Igreja Católica) são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis, I Crônicas, II Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos dos Cânticos, Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Livros do Novo Testamento

O Novo Testamento é composto de 27 livros: Evangelho segundo Mateus, Evangelho segundo Marcos, Evangelho segundo Lucas, Evangelho segundo João, Atos dos Apóstolos, Romanos, I Coríntios, II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I Tessalonicenses, II Tessalonicenses, I Timóteo, II Timóteo, Tito, Filémon, Hebreus, Epístola de Tiago, Primeira Epístola de Pedro, Segunda Epístola de Pedro, Primeira Epístola de João, Segunda Epístola de João, Terceira Epístola de João, Epístola de Judas e Apocalipse. As traduções do Novo Testamento foram feitas a partir de mais de 5 000 manuscritos, que podem ser divididos em duas categorias: Texto-Tipo Bizantino e Texto-Tipo Alexandrino. Os pergaminhos do Texto-Tipo Bizantino (também chamado Textus Receptus) são representados pela maioria (cerca de 95%) dos manuscritos existentes.

Origem do termo "testamento"

Este vocábulo não se encontra na Bíblia como designação de uma de suas partes. A palavra portuguesa "testamento" corresponde à palavra hebraica berith (que significa aliança, pacto, convênio, contrato), e designa a aliança que Deus fez com o povo de Israel no monte Sinai, tal como descrito no livro de Êxodo (Êxodo 24:1–8 e Êxodo 34:10–28). Segundo a própria Bíblia, tendo sido esta aliança quebrada pela infidelidade do povo, Deus prometeu uma nova aliança (Jeremias 31:31–34) que deveria ser ratificada com o sangue de Cristo (Mateus 26:28). Os escritores do Novo Testamento denominam a primeira aliança de antiga (Hebreus 8:13), em contraposição à nova (2 Coríntios 3:6–14).

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Versões e traduções

As diversas igrejas cristãs possuem algumas divergências quanto aos seus cânones sagrados,[nota 1] inclusive entre protestantes.[nota 1] A Igreja Católica possui 46 livros no Antigo Testamento como parte de seu cânone bíblico. Os livros de Livro de Tobias, Judite, Sabedoria, Sirácida, Baruque, I Macabeus e II Macabeus e as chamadas Adições em Ester e Adições em Daniel) são considerados "deuterocanônicos" (ou "do segundo cânon") pela Igreja Católica. Além disso, existem 27 livros no Novo Testamento. As igrejas cristãs ortodoxas e as outras igrejas orientais, aceitam, além de todos estes já citados, outros dois livros de Esdras, outros dois dos Macabeus, a Oração de Manassés, e alguns capítulos a mais no final do livro dos Salmos (um nas Bíblias das igrejas de tradição grega, cóptica, eslava e bizantina, e cinco nas Bíblias das igrejas de tradição siríaca). A grande fonte hebraica para o Antigo Testamento é o chamado Texto Massorético. Trata-se do texto hebraico fixado ao longo dos séculos por escolas de copistas, chamados massoretas, que tinham como particularidade um escrúpulo rigoroso na fidelidade da cópia ao original. O trabalho dos massoretas, de cópia e também de vocalização do texto hebraico (que não tem vogais, e que, por esse motivo, ao tornar-se língua morta, necessitou de as indicar por meio de sinais), prolongou-se até ao Século VIII d.C. Pela grande seriedade deste trabalho, e por ter sido feito ao longo de séculos, o texto massorético (sigla TM) é considerado a fonte mais autorizada para o texto hebraico bíblico original.

Mundo lusófono

A primeira versão portuguesa da Bíblia surgiu em 1681, a partir das línguas originais, traduzida para o português por João Ferreira de Almeida. Almeida morreu antes de concluir o trabalho, que foi finalizado por colaboradores da Igreja Reformada holandesa, e a versão completa com o Antigo Testamento foi publicada no início de 1750.

Religiões

Os judeus têm o Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio) como seu mais importante livro sagrado, o qual chamam de Torá. O restante do Antigo Testamento de acordo com a tradição protestante são chamados de Nevi'im e Ketuvim, coletivamente com a Torá chamados de Tanakh. Os samaritanos, cuja fé se originou em uma antiga divisão no seio de Israel, usam apenas a Torá. A fé bahá'i tem tanto a Bíblia quanto o Alcorão como livros sagrados, além de seu livro particular, o Kitáb-i-Aqdas. O Alcorão, livro sagrado do Islã, possui várias passagens em coincidência com a Bíblia, o que leva alguns estudiosos islâmicos a estudarem-na em busca de informações adicionais. As visões dentro do Islã sobre esta Escritura, no entanto, são variadas, com o próprio Alcorão denunciando-a como corrupta e estudiosos como Abzeme denunciando os supostos textos subjacentes à Bíblia condizentes à ortodoxia islâmica como irrecuperáveis.

Erros e adulterações

No século XIII, diversos estudiosos, especialmente de ordens dominicanas e franciscanas, como Roger Bacon, denunciavam erros e buscavam corrigir (através de pesquisas em textos hebraicos e gregos) as traduções usadas nas cópias em latim mais populares da época, chamadas "Bíblias de Paris". Com o advento das técnicas de crítica textual, essas dúvidas dissiparam-se pelo menos em relação ao Novo Testamento, que está disponível com pelo menos 99% de fidelidade aos originais; sendo que a maioria das discrepâncias presentes nos outros 1% dos trechos são de natureza trivial, i. e., sem relevância. Segundo alguns estudiosos, em maioria de origem nas Testemunhas de Jeová, um erro de tradução da Bíblia seria o de tomar σταυρός (transliterado stavrós) como cruz, e baseando-se nisto, dizer que Jesus foi pregado em uma cruz ao invés de uma estaca de tortura que significa simplesmente um madeiro, pois na época da morte de Jesus, o significado da palavra abrangia apenas uma só estaca ou madeiro. Este posicionamento, no entanto, é rechaçado por outras denominações, que apontam a polissemia da palavra σταυρός e o antigo testemunho de patrísticos como Justino Mártir, Irineu de Lyon e Hipólito de Roma.

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Influência

Com uma tradição literária de dois milênios, a Bíblia tem sido um dos livros mais influentes do mundo. Das práticas de higiene pessoal à filosofia e ética, a Bíblia influenciou direta e indiretamente a política e o direito, a guerra e a paz, a moral sexual, o casamento e a vida familiar, as letras e o aprendizado, as artes, a economia, a justiça social, os cuidados médicos e mais. De acordo com a edição de março de 2007 da Time, a Bíblia "fez mais para moldar a literatura, a história, o entretenimento e a cultura do que qualquer livro já escrito. Sua influência na história mundial é incomparável e não mostra sinais de diminuir." A Bíblia é um dos livros mais publicados do mundo, com vendas totais estimadas em mais de cinco bilhões de cópias. Como tal, a Bíblia teve uma profunda influência, especialmente no mundo ocidental, onde a Bíblia de Gutenberg foi o primeiro livro impresso na Europa usando tipos móveis.

Críticas

Os críticos veem certos textos bíblicos como moralmente problemáticos. A Bíblia tem conteúdos que são considerados injustos, imorais ou ofensivos por diferentes grupos sociais, produzindo grandes controvérsias. Por exemplo, são criticadas a condenação da homossexualidade como um pecado e uma abominação; sua orientação patriarcal e muitas passagens em que a mulher é colocada em posição subalterna, oprimida e submissa; e o uso de trechos selecionados do texto para justificar violência, intolerância religiosa, discursos de ódio, racismo, teorias supremacistas, privilégios de classe, manipulação política, campanhas colonialistas, genocídios, escravidão e proselitismo religioso.

Política e direito

A Bíblia tem sido usada para apoiar e se opor ao poder político. Inspirou a revolução e "uma inversão de poder" porque Deus é muitas vezes retratado como escolhendo o que é "fraco e humilde a confrontar o poderoso (o Moisés gaguejante, o menino Samuel, Saul de uma família insignificante, Davi confrontando Golias, etc.)". Os textos bíblicos têm sido o catalisador de conceitos políticos como democracia, tolerância e liberdade religiosa.:3 Estes, por sua vez, inspiraram movimentos que vão desde o abolicionismo nos séculos XVIII e XIX, até o movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, o movimento contra o apartheid na África do Sul e teologia da libertação na América Latina. A Bíblia, por sua vez, tem sido a fonte de muitos movimentos de paz ao redor do mundo e esforços de reconciliação.

Responsabilidade social

O fundamento filosófico dos direitos humanos está nos ensinamentos bíblicos da lei natural. Os profetas da Bíblia hebraica repetidamente advertem o povo a praticar justiça, caridade e responsabilidade social. H. A. Lockton escreve em "A Bíblia da Pobreza e Justiça (The Bible Society, 2008) afirma que há mais de 2 mil versículos na Bíblia que tratam das questões de justiça das relações entre ricos e pobres, exploração e opressão". O judaísmo praticava a caridade e curava os doentes, mas tendia a limitar essas práticas ao seu próprio povo. Para os cristãos, as declarações do Antigo Testamento são reforçadas por vários versículos, como Mateus 10:8, Lucas 10:9 e 9:2 e Atos 5:16 que dizem "curar os enfermos". Os autores Vern e Bonnie Bullough escrevem em The care of the sick: the emergence of modern nursing, que isso é visto como um aspecto de seguir o exemplo de Jesus, já que grande parte de seu ministério público se concentrou na cura. No processo de seguir este comando, o monaquismo no terceiro século transformou os cuidados de saúde. Isso produziu o primeiro hospital para os pobres em Cesareia no século IV. O sistema de saúde monástico foi inovador em seus métodos, permitindo que os doentes permanecessem dentro do mosteiro como uma classe especial que recebia benefícios especiais; desestigmatizou a doença, legitimou o desvio da norma que a doença inclui e formou a base para futuros conceitos modernos de assistência à saúde pública. As práticas bíblicas de alimentar e vestir os pobres, visitar prisioneiros, sustentar viúvas e crianças órfãs tiveram um grande impacto.

Literatura e artes

A Bíblia influenciou direta e indiretamente a literatura: a obra Confissões de Santo Agostinho é amplamente considerada a primeira autobiografia da literatura ocidental. A Summa Theologica, escrita entre 1265 e 1274, é "um dos clássicos da história da filosofia e uma das obras mais influentes da literatura ocidental". Ambas influenciaram os escritos da poesia épica de Dante e sua Divina Comédia e, por sua vez, a criação e a teologia sacramental de Dante contribuíram para influenciar escritores como J. R. R. Tolkien e William Shakespeare. Muitas obras-primas da arte ocidental foram inspiradas por temas bíblicos: desde as esculturas de David e Pietà de Michelangelo, até A Última Ceia de Leonardo da Vinci e as várias pinturas Madonna de Rafael. Existem centenas de exemplos. Eva, a tentadora que desobedece ao mandamento de Deus, é provavelmente a figura mais amplamente retratada na arte. A Renascença preferiu o sensual nu feminino, enquanto a "femme fatale" Dalila do século XIX em diante demonstra como a Bíblia e a arte moldam e refletem as visões das mulheres.

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Arqueologia e pesquisa histórica

A arqueologia bíblica é uma subseção da arqueologia que se relaciona e foca nas escrituras hebraicas e no Novo Testamento. É usada para ajudar a determinar o estilo de vida e as práticas das pessoas que vivem nos tempos bíblicos. Há uma ampla gama de interpretações no campo da arqueologia bíblica. Uma ampla divisão inclui o maximalismo bíblico, que geralmente considera que a maior parte do Antigo Testamento ou da Bíblia hebraica é baseada na história, embora seja apresentada através do ponto de vista religioso de seu tempo. De acordo com o historiador Lester L. Grabbe, há poucos, se houver, maximalistas no mainstream acadêmico. É considerado o extremo oposto do minimalismo bíblico, que considera a Bíblia uma composição puramente pós-exílica (século V a.C. e posteriores). De acordo com Mary-Joan Leith, professora de estudos religiosos, muitos minimalistas ignoraram as evidências da antiguidade da língua hebraica na Bíblia e poucos levam em consideração as evidências arqueológicas. A maioria dos estudiosos e arqueólogos bíblicos e arqueólogos ficam em algum lugar em um espectro entre essas duas correntes de pensamento.

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Exegese bíblica

A exegese (ou crítica) bíblica refere-se à investigação analítica da Bíblia como texto e aborda questões como história, autoria, datas de composição e intenção autoral. Não é o mesmo que crítica à Bíblia, que é uma afirmação contra a Bíblia ser uma fonte de informação ou orientação ética, nem é uma crítica a possíveis erros de tradução. A crítica bíblica tornou o estudo da Bíblia secularizado, erudito e mais democrático, ao mesmo tempo que alterou permanentemente a maneira como as pessoas entendiam a Bíblia. A Bíblia não é mais pensada apenas como um artefato religioso e sua interpretação não está mais restrita à comunidade de crentes. Michael Fishbane escreve: "Há aqueles que consideram a dessacralização da Bíblia como a condição afortunada para o desenvolvimento do mundo moderno". Para muitos, a crítica bíblica "lançou uma série de ameaças" à fé cristã. Para outros, ela "provou ser um fracasso, principalmente devido à suposição de que a pesquisa diacrônica e linear poderia dominar todas e quaisquer questões e problemas decorrentes da interpretação". Outros ainda acreditavam que a crítica bíblica, "despojada de sua arrogância injustificada", poderia ser uma fonte confiável de interpretação.

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Fontes consultadas

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