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Aaliyah

Aaliyah Dana Haughton, conhecida mononimamente como Aaliyah, foi uma cantora, atriz, compositora, dançarina, produtora, coreógrafa e modelo estadunidense. Ela é creditada por ajudar a redefinir o R&B contemporâneo, o pop e o hip hop, adquirindo assim os apelidos de "Princesa do R&B" e "Rainha do Pop Urbano".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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Primeiros anos

Aaliyah Dana Haughton nasceu no dia 16 de janeiro de 1979, no Brooklyn, Nova York, e era a filha mais nova de Diane e Michael "Miguel" Haughton (1951-2012), que trabalhava em um armazém. Ela era de ascendência afro-americana. Seu nome vem do swahili, sendo o feminino de "Ali", que significa "a maior, a mais exaltada, a melhor". A artista tinha muito orgulho de seu nome, descrevendo-o como "lindo", e dizia que faria jus ao mesmo todo dia. Quando Aaliyah tinha cinco anos, sua família se mudou para Detroit, Michigan, aonde ela foi criada junto de seu irmão mais velho, Rashad. Em Detroit, seu pai começou trabalhando no ramo de armazéns, uns dos maiores interesses de seu cunhado, Barry Hankerson. Sua mãe ficava em casa e criava Aaliyah e seu irmão. Sua mãe a matriculou em aulas de vocal ainda muito cedo. Aaliyah acabou por passou a performar em casamentos, no coro da igreja e eventos de caridade. Ela frequentou a escola católica Gesu Elementary, onde na primeira série foi escalada para o elenco da peça Annie, que a inspirou a ser uma artista.

Educação

Quando ela estava crescendo, Aaliyah frequentou escolas em Detroit e acreditava que muitos gostavam dela, mas foi provocada pela sua baixa estatura. Ela lembra de que passou a gostar de sua altura um pouco antes de seus 15 anos. Sua mãe a dizia para ser feliz por ser pequena e a elogiava. Outras crianças não gostavam de Aaliyah, mas ela não focava neles. "Você sempre terá que lidar com pessoas invejosas, mas havia tão poucas que isso nem importava. A maioria das crianças me apoiavam, o que era incrível. Quando se trata de lidar com pessoas negativas, eu apenas deixo entrar em um ouvido e sair pelo outro. Essas pessoas eram invisíveis para mim". Até mesmo em sua vida adulta, ela considerava-se pequena. Ela "aprendeu a se aceitar e se amar" e adicionou: "... a coisa mais importante a se fazer é pensar o melhor de si, porque se você não fizer isso, ninguém fará".

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Carreira

1991–1995: Age Ain't Nothing But a Number

Depois que Henkerson assinou um contrato de distribuição com a Jive Records, ele assinou Aaliyah à sua gravadora Blackground Records, quando ela tinha 12 anos. Henkerson posteriormente introduziu ela ao cantor e produtor R. Kelly que se tornou o mentor de Aaliyah, assim como o principal produtor e compositor do primeiro álbum dela, que a mesma gravou aos 14 anos. O álbum de estreia de Aaliyah, Age Ain't Nothing But a Number, foi lançado através da Jive Records e Blackground Records no dia 24 de maio de 1994; o álbum debutou na 24ª posição da Billboard 200, vendendo 74.000 cópias em sua primeira semana. O álbum obteve um pico de número 18 na parada e vendeu mais de três milhões de cópias nos Estados Unidos, aonde recebeu o certificado de platina dupla pela RIAA. Em escala global, o álbum vendeu mais de seis milhões de cópias. O single de estreia de Aaliyah, "Back & Forth", obteve sucesso imediato, ficando no topo da parada de R&B dos Estados Unidos por três semanas consecutivas, fazendo de Aaliyah, aos 15 anos, uma das mais jovens da história a atingir o topo das paradas do país.[carece de fontes?] O segundo single, um cover do The Isley Brothers, "At Your Best (You Are Love)", também adquiriu grande sucesso, tornando-se um dos maiores clássicos de sua carreira, sendo aclamado até mesmo pelos cantores originais. A faixa título "Age Ain't Nothing But a Number" foi lançada como terceiro e último single do álbum nos Estados Unidos. Na Europa, o álbum gerou mais dois singles, sendo eles "Down with the Clique" e, por fim a faixa bônus internacional "The Thing I Like", incluída também na trilha sonora do filme Um Tira Sem Vergonha (1994).

1996–2000: One in a Million e Romeo Must Die

Em 1996, Aaliyah deixou a Jive Records e assinou com a Atlantic Records. Ela trabalhou com os produtores musicais Timbaland e Missy Elliott, os quais contribuíram para o seu segundo álbum de estúdio dela, One in a Million.[carece de fontes?] Elliott relembra que Timbaland e ela ficaram nervosos por trabalhar com Aaliyah, tendo em vista que ela que já havia lançado seu bem-sucedido álbum de estreia, enquanto Elliott e Timbaland estavam apenas começando. Elliott também ficou com medo dela ser uma diva, mas ela refletiu que Aaliyah "veio e foi tão doce; ela imediatamente fez a gente sentir como se fossemos família". O primeiro single do álbum foi "If Your Girl Only Knew", que ficou no topo da parada de R&B dos Estados Unidos por duas semanas. A faixa-título, lançada como terceiro single do álbum, se tornou um dos maiores clássicos de Aaliyah, e em 1997, ficou seis semanas consecutivas sendo a canção de R&B mais tocada nas rádios estadunidenses. No total, entre 1996 e 1997, o álbum gerou seis singles, sendo eles "If Your Girl Only Knew", "Got to Give It Up", "One in a Million", "4 Page Letter", "The One I Gave My Heart To" e "Hot Like Fire". One in a Million se tornou um dos álbuns mais influentes da década de 1990 e vendeu mais de oito milhões de cópias mundialmente, conquistando ainda o certificado de platina dupla pela RIAA, nos Estados Unidos. Em 1997, Aaliyah participou do single de estreia da dupla Timbaland & Magoo, "Up Jumps da Boogie".

2001: Aaliyah e Queen of the Damned

Após completar Romeo Must Die, Aaliyah começou a trabalhar em segundo filme, Queen of the Damned. Ela interpretou o papel de uma vampira anciã, Rainha Akasha, a qual ela descrevia como um "ser manipulador, maluco e sexual". Filmar Romeo Must Die e Queen of the Damned atrasou o lançamento e produção de seu próximo álbum. Aaliyah não pretendia ter um intervalo tão grande entre álbuns. "Eu queria dar uma pausa depois do One in a Million, apenas para relaxar, pensar em como eu queria moldar o próximo álbum. Então, quando eu estava pronta pra entrar em ação, "Romeo" aconteceu, aí tive que dar outra pausa para fazer aquele filme e a trilha sonora, e promover. A pausa se tornou maior do que eu havia planejado". Aaliyah gostava de equilibrar suas carreiras de canto e atuação. Apesar da música ser sua "prioridade", ela sempre atuou desde pequena e demonstrava interesse em começar atuação em algum ponto de sua carreira, mas queria esperar pelo tempo e veículo certo, e sentiu que Romeo Must Die era o projeto perfeito. Connie Johnson do Los Angeles Times disse que o foco de Aaliyah em sua carreira de atuação poderia fazer com que seu próximo álbum não tivesse a atenção que merecia. O colaborador Timbaland afirmou que ele esteve brevemente na Austrália para trabalhar no álbum, enquanto Aaliyah estava gravando e ele sentiu que Aaliyah não teve a mesma produção que One in a Million. Ele também disse que a Virgin Records apressou o álbum e que Aaliyah especificamente pediu que Missy Elliott e Timbaland trabalhassem no projeto com ela.

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Artisticidade

Voz e estilo

Aaliyah tinha o alcance vocal de um soprano. Como o lançamento de seu primeiro álbum, Age Ain't Nothing But a Number, o escritor Dimitri Ehrkich da Entertainment Weekly comparou o estilo e som dela ao grupo de R&B En Vogue. Ehrlich também expressou que os "vocais doces de Aaliyah eram mais ágeis do que os da rainha do hip-hop soul Mary J. Blige". Em sua análise do segundo álbum de Aaliyah, One in a Million, a crítica musical Dream Hampton da revista Vibe disse que a voz "deliciosamente felina" de Aaliyah apresenta o mesmo "apelo pop" de Janet Jackson. Aaliyah descreveu seu som como "street but sweet" (urbano mas doce), que contava com seus vocais "gentis" sobre uma batida "forte". Mesmo que Aaliyah não tenha escrito grande parte de seu material, suas letras era descritas como profundas. Ela incorporou R&B, pop e hip hop em sua música. Suas músicas eram frequentemente uptempo e obscuras ao mesmo tempo, girando em torno de "assuntos do coração". Após seu primeiro álbum produzido por R. Kelly, Aaliyah trabalhou com Timbaland e Missy Elliott, dos quais as produções eram mais eletrônicas.[carece de fontes?] Sasha Frefre-Jones do The Wire considera "Are You That Somebody?" de Aaliyah a obra-prima de Timbaland e exemplo de sua produção rítmica, com "grandes pausas de meio segundo entre batidas e vozes". Keith Harris da revista Rolling Stone citou "Are You That Somebody?" como "um dos maiores momentos do R&B dos anos 90".

Influências

Como artista, Aaliyah frequentemente falou que ela foi inspirada por vários performers. Esses incluem Michael Jackson, Stevie Wonder, Sade, En Vogue, Nine Inch Nails, Korn, Prince, Naughy by Nature, Johnny Mathis, Janet Jackson e Barbra Streisand. Aaliyah expressou que Thriller de Michael Jackson era seu "álbum favorito" e que "nada superará Thriller". Ela declarou que admirava Sade pois "ela permanece verdadeira ao próprio estilo, não importa o que seja ... ela é uma incrível artista, incrível performer ... e eu absolutamente amo ela". Aaliyah expressou que ela sempre teve o desejo de trabalhar com Janet Jackson, com quem ela desenhou uma frequente comparação ao longo de sua carreira, afirmando que "Eu admiro muito ela. Ela é uma performer completa ... Eu amaria fazer um dueto com Janet Jackson". Jackson foi recíproca com os afetos de Aaliyah, comentando "Eu amei ela desde o começo porque ela sempre vem e fazer algo musicalmente diferente". Jackson também declarou que teria adorado colaborar com Aaliyah.

Imagem

Aaliyah focou em sua imagem pública ao longe de sua carreira. Ela frequentemente usava roupas baggy e óculos de sol, declarando que ela queria ser ela mesma. Ela descreveu sua imagem como sendo "importante ... ara diferenciar você do restante das pessoas". Ela muitas vezes vestia roupas pretas, começando uma tendência para uma moda similar entre mulheres nos Estados Unidos e no Japão. O estilo elegante de Aaliyah foi creditado por influenciar novas tendências da moda chamadas "Health Goth" e "Ghetto Goth". Aaliyah participou da turnê All America do estilista Tommy Hilfiger e esteve presente nas propagandas da Tommy Jean, que a mostrava em boxers, jeans baggy e um top. O irmão de Hilfiger, Andy, chamou de um "look totalmente novo" que era "elegante mas sexy". Carlson Daly, VJ do Total Request Live da MTV comentou sobre o estilo de Aaliyah, dizendo que ela era "inovadora", "sempre um passo a frente da curva" e que "o público do TRL olha pra ela para saberem o que está na moda".

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Vida pessoal

No seu tempo livre, ela era uma pessoa caseira, característica sempre associada a ela desde muito jovem, mas, em certas ocasiões, ela saía e brincava de laser tag. Ela justificou isso acontecer devido ao seu afeto pelas "coisas simples da vida". Mesmo tendo uma carreira próspera que a permitia comprar o veículo que ela quisesse, Aaliyah revelou durante sua última entrevista no 106 & Park, realizada em 21 de agosto de 2001, que ela nunca teve um carro porque ela morava na cidade de Nova York e poderia diariamente contratar um carro ou um motorista.

Religião

Em uma entrevista com a revista Honey, em 1995, ela falou sobre sua espiritualidade:.mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}

Família

A família de Aaliyah teve um papel de suma importância durante sua carreira. O pai de Aaliyah, Michael Haughton trabalhou como seu gerente pessoal. A mãe dela lhe deu assistência em sua carreira enquanto o seu irmão Rashad Haughton e seu primo Jomo Henkerson trabalhavam com ela constantemente. A enfermidade de seu pai encerrou os trabalhos dos pais de Aaliyah como seus gerentes. Todas as suas decisões foram, então, executadas por Rashad. Aaliyah era conhecida por sempre ter membros de sua família ao seu lado, e nas filmagens do clipe de "Rock the Boat", segundo Rashad Haughton, foi a primeira e única vez que a família dela não esteve presente. Em outubro de 2001, Rashad, declarou: "É realmente um espanto para todo mundo, o fato de que desde o primeiro dia, em todos os clipes que ela filmou, lá estava eu, ou minha mãe ou meu pai. As circunstâncias em torno do último clipe foram bem estranhas porque minha mãe teve uma cirurgia no olho e não podia viajar. Aquilo irritou muito ela porque ela sempre viajava. Meu pai teve que cuidar da minha mãe naquele tempo. E eu fui para a Austrália visitar alguns amigos. Nos realmente não conseguimos entender porque não estávamos lá. Você se pergunta se nós talvez conseguiríamos ter evitado. Sempre haverá essa questão". A amiga dela Kidada Jones disse que no último ano de sua vida seus pais haviam lhe dado mais liberdade e ela falava sobre querer construir uma família. "Ela queria ter uma família, e nós falamos sobre como a gente não podia esperar pra arrasar com nossos filhos".

Relacionamento

Na época de sua morte, Aaliyah estava namorando o co-fundador da Roc-A-Fella Records, Damon Dash. Apesar de nunca terem se tornado noivos formalmente, em entrevistas concedidas após a morte de Aaliyah, Dash falou que o casal tinha planos de se casar. Aaliyah e Dash se conheceram em 2000 através de sua contadora e criaram uma amizade. Dash disse que não tem certeza de como ele e Aaliyah começaram a namorar e que dois simplesmente se entendiam. "Eu não sei [como nós nos envolvemos], apenas passando tempo, sabe, nós víamos as coisas do mesmo jeito e era tudo novo, entende? Conhecer alguém que está tentando fazer a mesmo coisa que você está fazendo no mercado urbano. Simplesmente: a mente dela estava aonde a minha estava. Ela me entendia e entendia minhas piadas. Ela achava piadas engraçadas".

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Morte

No dia 25 de agosto de 2001, às 18:50 (EDT), Aaliyah e os membros da sua gravadora embarcaram num Cessna 402, aeronave leve de dois cilindros em linha, no aeroporto de Marsh Harbour nas Ilhas Ábaco, com destino ao aeroporto de Opa-Locka, Flórida, após terminarem as filmagens do clipe de "Rock the Boat". Eles tinham um voo agendado para o dia seguinte (26 de agosto), mas ao finalizarem as gravações mais cedo do que o esperado, Aaliyah e sua equipe estavam ansiosos para retornar aos Estados Unidos, e fizeram a decisão de partir imediatamente. A aeronave designada era menor do que o Cessna 404 no qual eles haviam chegado, mas todas os passageiros e o equipamento foram acomodados a bordo. O avião caiu e pegou fogo pouco depois da decolagem, a cerca de 60 metros do fim da pista. Aaliyah e os outros oito a bordo — o piloto Luis Morales III, estilistas Eric Forman e Anthony Dodd, segurança Scott Gallin, amigo da família Keith Wallace, maquiador Christopher Maldonado, e funcionários da Blackground Records Douglas Kratz e Gina Smith — morreram.

Funeral

O funeral privado de Aaliyah ocorreu no dia 31 de agosto de 2001, na igreja de St. Ignatius Loyola em Manhattan, prosseguido de uma procissão até a capela Frank E. Campbell. Seu corpo foi colocado em um caixão de depósito de cobre folheado a prata, que foi carregado por uma carruagem. Aproximadamente 800 enlutados participaram da procissão. Entre os que compareceram à cerimônia privada estiveram Missy Elliott, Timbaland, Gladys Knight, Lil' Kim, Sean Combs, Monica e Jay Z. Depois da cerimônia, 22 pombas brancas foram soltadas, simbolizando cada ano da vida dela. Aaliyah foi inicialmente sepultada em uma cripta no terceiro andar da ala de expansão do mausoléu principal do cemitério Ferncliff em Hartsdale, Nova York. Em abril de 2005, ela foi movida para uma sala privada no fim do corredor do mausoléu Rosewood. O apelido "Baby Girl" está inscrito na cripta de Aaliyah. O pai dela, Michael, que morreu onze anos depois, em 2012, aos 61 anos, foi enterrado na cripta acima dela. A inscrição na parte inferior do retrato de Aaliyah no funeral dizia: "Recebemos Uma Rainha, Recebemos Um Anjo".

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Lançamentos póstumos

2002–2011: Queen of the Damned e coletâneas

Imediatamente após a morte de Aaliyah, houve incerteza sobre se o clipe de "Rock the Boat" seria lançado. O clipe acabrou por estrear no Access Granted, da BET, no dia 9 de outubro de 2001. Aaliyah ganhou dois prêmios póstumos no American Music Awards de 2002: Artista Favorita de R&B e Álbum de R&B/Soul Favorito por Aaliyah. Seu segundo e último filme, Queen of the Damned, foi lançado em fevereiro de 2002. Antes do lançamento, o irmão de Aaliyah, Rashad, re-dublou algumas de suas linhas durante a pós-produção. O filme faturou 15.2 milhões de dólares em sua primeira semana, classificando-se em primeiro lugar no box office. No primeiro aniversário da morte de Aaliyah, um vigília com velas foi organizada na Times Square; milhões de fãs observaram um momento de silêncio; e em todos os Estados Unidos, estações de rádio tocaram suas músicas em sua memória. Em dezembro de 2002, uma coleção de material inédito foi lançada como o primeiro álbum póstumo de Aaliyah, I Care 4 U. Uma porção dos rendimentos foi doada ao Fundo Memorial de Aaliyah, um programa que beneficia instituições voltadas ao tratamento de pacientes com câncer. O álbum estreou na terceira posição da Billboard 200, vendendo mais de 280.000 cópias na primeira semana. O carro-chefe do álbum, "Miss You", alcançou a terceira posição da Billboard Hot 100, além de alcançar o topo da parada de R&B e Hip-Hop dos Estados Unidos. O álbum contou com seis músicas inéditas, gravadas entre 1998 e 2001, aonde "Miss You", "Don't Know What to Tell Ya", "Come Over" e "I Care 4 U" (lançada anteriormente no álbum Aaliyah, de 2001) foram lançadas como singles, e se tornaram grandes sucessos, fazendo com que Aaliyah permanecesse em alta nas paradas e nas rádios. I Care 4 U vendeu mais de seis milhões de cópias mundialmente e, nos Estados Unidos, "Miss You" se tornou a música feminina solo mais bem-sucedida do ano de 2003.[carece de fontes?][carece de fontes?] Em agosto de 2003, o varejo de roupas Christian Dior doou os lucros das vendas em homenagem a Aaliyah.

2012–2014: Proposta de álbum póstumo

Em março de 2012, o produtor musical Jeffrey "J-Dub" Walker anunciou em sua conta do Twitter que a canção "Steady Ground", que ele produziu para o terceiro álbum de Aaliyah, seria incluída no futuro álbum póstumo de Aaliyah. Este segundo álbum proposto contaria com essa música, usando os vocais demo, tendo em vista que Walker afirmou que os vocais originais, de alguma forma, se perderam por seu engenheiro de som. Posteriormente, o irmão de Aaliyah, Rashad, negou as declarações de Walker, afirmando que "nenhum álbum oficial será lançado e apoiado pela família Haughton". No dia 5 de agosto de 2012, Blackground Records lançou a faixa "Enough Said" na internet. Foi produzida por Noah "40" Shebib a partir do uso de uma canção intitulada "Can't Do It Alone", escrita e gravada por Aaliyah em 1999, e conta com a colaboração do rapper Drake. Quatro dias depois, Jomo Henkerson confirmou que um álbum póstumo estava sendo produzido e estava programado para ser lançado no fim de 2012, pela Blackground Records. Foi divulgado que o álbum contaria com 16 faixas inéditas e haveria colaborações com os parceiros de longa data de Aaliyah, Timbaland e Missy Elliott, entre outros. No dia 13 de agosto, Timbaland e Missy Elliott negaram os rumores sobre serem contratados ou estarem participando do projeto. Mona Scott-Young, assistente de Elliott, declarou a XXL, "Mesmo que Missy e Timbaland sempre estejam mantendo a memória de sua amiga próxima viva, nós não fomos contatados sobre o projeto e nem há planos de participação. Vimos as declarações que surgiram afirmando que eles foram confirmados para o projeto mas esse não é o caso. Ambos Missy e Timbaland são muito sensíveis em relação à perda ainda sentida pela família, então queríamos esclarecer qualquer informação errada que esteja circulando". A própria Elliott disse, "Tim e eu carregamos Aaliyah conosco todo dia, assim como todas as pessoas que a amam. Ela sempre morará em nossos corações. Não temos nada além de amor e respeito pela memória dela e pelas pessoas que ela deixou pra trás, ainda em luto. Eles estão sempre em nossas preces".

2015–presente: Merchandise, relançamento do catálogo e Unstoppable

Em 2015, vocais de Aaliyah foram descobertos na faixa "Girlfriend" do rapper T-Pain, presente na mixtape The Iron Way. O rapper afirmou que ele recebeu os vocais inéditos após estar envolvido no antigo projeto de álbum póstumo de Aaliyah. Posteriormente, o rapper foi seriamente criticado após completamente desmerecer e diminuir o legado de Aaliyah. Em maio do mesmo ano, Aaliyah apareceu na faixa "Million" da cantora Tink, que contém sample de "One in a Million". O colaborador Timbaland esteve envolvido na criação da faixa, e anteriormente afirmou que Aaliyah apareceu para ele num sonho e disse para ele que Tink era "a certa". Em setembro de 2015, Aaliyah by Xyrena, uma fragrância oficial de tributo foi anunciada. No dia 19 de dezembro de 2015, Timbaland postou em seu Instagram a prévia de uma música inédtita de Aaliyah, intitulada "He Keeps Me Shakin'", e disse que seria lançada no dia 25 de dezembro, em sua mixtape King Stays King.

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Legado e influência

Aaliyah é creditada por ajudar a redefinir o R&B, pop e hip hop nos anos 1990, "deixando uma inapagável marca na indústria da música como um todo". De acordo com a Billboard, ela revolucionou o R&B com a sua mistura abafada de pop, soul e hip hop. Numa análise feita em 2001 sobre seu terceiro álbum, Rolling Stone declarou que o impacto de Aaliyah no R&B e no pop vinha sendo enorme. Steve Huey do AllMusic escreveu que Aaliyah está entre os artistas da elite do gênero R&B, tendo em vista que ela "teve um papel de grande importância ao popularizar a produção futurística e balbuciante que consumiu o hip-hop e o soul urbano em meados dos anos 90". O crítico Bruce Britt afirmou que ao combinar "o charme de garotinha com um toque urbano", Aaliyah ajudou a definir o som jovem que resultou em fenômenos do pop contemporâneo como Brandy, Christina Aguilera e Destiny's Child. Descrita como uma das "artistas mais importantes do R&B" durante os anos 90, seu segundo álbum de estúdio, One in a Million, se tornou um dos álbuns de R&B mais influentes da década. O crítico musical Simon Reynolds citou "Are You That Somebody?" como "o single pop mais radical" de 1998. Kelefah Sanneh do The New York Times escreveu que, ao invés de ser o foco principal da música, Aaliyah "sabia como desaparecer dentro da música, como mesclar a voz dela a linha do baixo", e consequentemente "ajudou a mudar a forma que a música popular soa; as músicas com batidas inquietas do Destiny's Child têm uma dívida clara a 'Are You That Somebody?'". Sanneh afirmou que até a época de sua morte em 2001, Aaliyah "havia gravado algumas das músicas pop mais inovadoras e influentes dos últimos cinco anos". A publicação musical Popdust chamou Aaliyah de uma inesperada rainha do underground devido a sua influência no cenário da música alternativa underground; a publicação também mencionou que a sua música a frente do tempo que Aaliyah fez com Timbaland e a música experimental feita por vários artistas alternativos são, de certa forma, parte do mesmo pano. Enquanto elaboravam uma lista de artistas que se pegavam dicas de Aaliyah, a MTV Hive mencionou que é fácil encontrar a sua influência em movimentos como dubstep, indie pop e R&B lo-fi. Erika Ramirez, uma editora da Billboard, disse que na época da carreira de Aaliyah "não havia muitos artistas usando os vocais suaves que ela estava usando, e agora você vê vários artistas utilizando essa técnica e encontrando sucesso," seu raciocínio para a influência contínua de Aaliyah nos artistas atuais. Ela afirmou que o segundo álbum de Aaliyah, One in a Million foi "muito a frente de seu tempo, com o baixo e o sons de R&B eletrônico que eles produziram", referindo-se aos colaboradores Timbaland e Missy Elliott e que o som o qual "realmente se destacou" na época, estava sendo replicado. Com vendas de 8.1 milhões de cópias nos Estados Unidos e uma estimativa de mais de 34 milhões de cópias mundialmente, Aaliyah adquiriu os apelidos de "Princesa do R&B" e "Rainha do Pop Urbano", tendo em vista que ela "provou ser uma musa no seu próprio mérito". Ela também é citada como ícone do R&B e do pop por seu impacto e contribuições aos respectivos gêneros.

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Fontes consultadas

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