Percy Bysshe Shelley
Percy Bysshe Shelley foi um dos mais proeminentes poetas do Romantismo inglês, conhecido por seu idealismo e voz poderosa de desaprovação.
Pontos-chave
- Shelley foi um poeta romântico inglês de grande importância.
- Sua vida foi marcada por idealismo, desobediência civil e forte posicionamento político.
- Seu legado influenciou gerações de poetas, pensadores e ativistas, incluindo Gandhi.
- Diversas obras musicais foram inspiradas em seus poemas.
- Apesar de seu impacto, Shelley não viu em vida a extensão de sua influência futura.
Nascido em uma família abastada, Shelley teve uma infância feliz no campo, com uma educação inicial voltada para a vida pública.
Família e Primeiros Anos
Filho de Sir Timothy Shelley, membro do Parlamento, e Elizabeth Pilford, Percy Bysshe Shelley nasceu em Field Place, Horsham, Inglaterra. Cresceu com seus irmãos Elizabeth, Mary, Helen (que faleceu na infância), outra Helen, Margaret e John. Suas irmãs Margaret e Helen, que viveram solteiras, deixaram memórias e cartas sobre a infância de Percy. Seu primo e amigo Thomas Medwin, vizinho, escreveu "The Life of Percy Bysshe Shelley" sobre ele. Percy teve uma infância feliz, desfrutando de atividades ao ar livre como caça e pesca.
Formação Acadêmica
A educação inicial de Shelley foi ministrada pelo Reverendo Evan Edwards. Seu pai o preparava para a oratória e a vida pública, incentivando a leitura de clássicos com o objetivo de torná-lo um erudito.
Byron
No verão de 1816, Shelley e Mary, ainda em companhia de Claire, foram para a Suíça, onde encontraram Lord Byron, que tivera um relacionamento anterior com Claire. A amizade com Byron produziu grande efeito sobre Shelley, e passavam as tardes a fazer passeios de barco, juntos. Durante um desses passeios, escreveria seu Hymn to Intellectual Beauty ("Hino à Beleza Intelectual"), a primeira produção significativa desde Alastor. Um outro passeio, dessa vez para Chamonix, nos Alpes franceses, inspiraria Mont Blanc, um poema em que Shelley declara a inevitabilidade da relação entre a mente humana e a natureza. Numa dessas excursões, numa cabana rumo ao Mont Blanc, todo o seu grupo estava reunido, lendo uma coleção de histórias alemãs sobre fantasmas, quando tiveram a ideia de todos escreverem uma história de mistério. O resultado mais importante foi o Frankenstein, de Mary Shelley, que posteriormente foi acabado, e publicado em 1º de janeiro de 1818.
Segundo casamento
Em novembro de 1816, Harriet suicidou-se morrendo afogada, e seu corpo só foi encontrado em 10 de dezembro, no Hyde Park, Londres. Shelley casou-se com Mary Godwin em 30 de dezembro, estabelecendo-se em Great Marlow, Buckinghamshire. O pai de Harriet, baseado no fato de que Shelley abandonara a esposa e criaria os filhos em crenças ateístas e antissociais, pleiteou a tutela dos dois netos. Shelley perdeu a guarda dos filhos, mas o pai de Harriet também não a obteve; a corte deixou-os sob a tutela de um médico irlandês, Dr. Hume, indicado por Shelley. Shelley submeteu a Leigh Hunt, diretor do "The Examiner", o seu "Hymn to Intellectual Beauty", sob pseudônimo, e foi publicado em outubro de 1816. Quando Hunt soube a verdade, honrou-o ao lado de John Keats e de J. H. Reynolds, com o manifesto "Jovens Poetas". A maior produção de Shelley durante esse período foi Laon and Cythna; or, The Revolution of the Golden City, um longo poema narrativo em que atacava a religião; esse poema foi posteriormente editado e renomeado como The Revolt of Islam, em 1818. Shelley escreveu ainda dois revolucionários tratos políticos, "The Hermit of Marlowe". Em fins de 1817, Shelley escreveu, em competição com Horace Smith, um soneto sobre Ozimândias.
Itália
Em março de 1818, os Shelley partiram para Milão. Lá, escreveu Julian and Maddalo, inspirado nos passeios e conversas com Byron, em Veneza, terminando com uma visita a um hospício. Esse poema marcou o aparecimento do estilo urbano em Shelley, e ele começou o longo drama em versos Prometheus Unbound ("Prometeu Libertado"), uma releitura da peça perdida de Ésquilo. A tragédia foi escrita entre 1818 e 1819, quando seu filho Will morreu de febre em Roma, e sua filha Clara Everina morreu em Veneza. Uma filha, Elena Adelaide Shelley, nasceu em 27 de dezembro de 1818 em Nápoles, Itália, e foi registrada como sendo filha de Shelley e de uma mulher chamada Marina Padurin. Como a identidade dessa mulher nunca foi esclarecida, alguns estudiosos aventam a hipótese de a verdadeira mãe ter sido Claire Clairmont ou Elise Foggi, uma governanta da família. Alguns estudiosos aventam também a possibilidade de a criança ter sido adotada por Shelley para compensar a morte dos dois filhos. Elena, porém, foi deixada com pais adotivos poucos dias após, e os Shelley partiram para outra cidade italiana. Elena morreu 17 meses depois, em 10 de junho de 1820.
Morte
Em 8 de julho de 1822, de Pisa para Livorno, Shelley foi aconselhado a esperar mais um dia para sair em seu barco, devido ao mau tempo. Mesmo assim partiu, e o barco se perdeu na tempestade. Morreram Shelley, Edward Williams e o grumete Charles Vivien. Após algum tempo, o mar devolveu os corpos. Percy foi encontrado na praia perto da Via Reggio, tendo no bolso uma edição de Sófocles e o último volume de Keats. Os corpos foram enterrados nos locais onde foram encontrados, como mandava a lei, jogando cal nas covas. Apesar do regulamento, sob influência do ministro britânico em Florença, as autoridades entregaram o corpo de Shelley. Foi erigida na praia uma fornalha, perto da foz do Rio Serchio, e em 16 de agosto de 1822, o corpo foi cremado, e o coração foi retirado por Trelawny e entregue a Byron, que o entregou a Hunt e esse a Mary. As cinzas foram enterradas no mesmo cemitério de seu filho, o Cemitério Protestante, em Roma. Seu túmulo tem a inscrição em Latim Cor Cordium ("Heart of Hearts") e, em uma referência à morte no mar, umas linhas de "Ariel's Song" da A Tempestade, de Shakespeare: "Nothing of him that doth fade / But doth suffer a sea-change / Into something rich and strange".
Aos 19 anos, Shelley casou-se com Harriet Westbrook, com quem teve filhos e demonstrou seu engajamento político, especialmente na Irlanda.
A convivência com Lord Byron na Suíça inspirou Shelley a escrever poemas significativos, como "Hino à Beleza Intelectual" e "Mont Blanc".
Imagem: Egisto Sani · BY-NC-SA · Openverse
Após o suicídio de Harriet, Shelley casou-se com Mary Godwin, mas enfrentou a perda da guarda de seus filhos devido a suas crenças.


