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Filosofia da mente

Filosofia da mente é o estudo filosófico dos fenômenos psicológicos, incluindo investigações sobre a natureza da mente e dos estados mentais em geral. A filosofia da mente envolve estudos metafísicos sobre o modo de ser da mente, sobre a natureza dos estados mentais e sobre a consciência. Envolve estudos epistemológicos sobre o modo como a mente conhece a si mesma e sobre a relação entre os estados mentais e os estados de coisa que eles representam (intencionalidade), incluindo estudos sobre a percepção e outros modos de aquisição de informação, como a memória, o testemunho e a introspecção. Envolve ainda a investigação de questões éticas como a questão da liberdade.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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A natureza da mente

Imagem: Giovanni Picuti, già Buferanera · BY-NC-SA · Openverse

A filosofia da mente investiga questões como as seguintes:

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Eventos mentais

Imagem: Corscri Daje Tutti! [Cristiano Corsini] · BY-NC-SA · Openverse

Suponha que a mente não seja algum tipo de substância misteriosa, a qual não pode ser observada pelos nossos sentidos, mas, ao invés disso, que só haja eventos mentais. Ainda poderíamos investigar a relação entre a mente e o corpo como se fosse a relação entre eventos mentais e eventos físicos. A partir dessa suposição, a filosofia da mente perguntaria:

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Propriedades mentais

Imagem: italo dei silenzi · BY-NC-ND · Openverse

Estados mentais são propriedades mentais ou fenomenológicas. Em relação a essas, a filosofia da mente pergunta:

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Reducionismo

Imagem: mikecrissflick · BY-NC-SA · Openverse

Identificar a mente com entidades ou propriedades físicas é uma forma direta de materialismo, assim como alegar que a psicologia é redutível à biologia e, finalmente, à física. Se for mostrado que todos os eventos mentais ou psicológicos são redutíveis à neurofisiologia, e, por sua vez, que a neurofisiologia é redutível (talvez através da química) à física, então será mostrado que a mente não é nada acima ou além daquilo que é físico ou corpóreo.

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Funcionalismo

Imagem: Nicola Ferraro · BY-NC-SA · Openverse

Como foi dito acima, muitos filósofos aceitam o argumento da múltipla realizabilidade, e por isso rejeitam completamente o fisicalismo e o reducionismo. O argumento motivou o ponto de vista conhecido como funcionalismo, o qual defende que estados mentais não são físicos, mas sim funcionais. Um estado funcional descreve um relacionamento entre certos estímulos sensoriais (inputs) e certos comportamentos e outros estados mentais (outputs). Uma dor é funcional em virtude do seu papel causal. O papel causal é determinado por certos estímulos e estados mentais, e determina comportamentos e estados mentais futuros. Assim, embora a dor não seja idêntica à enervação de certa fibra cerebral, é ao menos idêntica a algum estado funcional. Geralmente, estados funcionais são especificados como estados de uma máquina de Turing. Assim, ao menos alguns funcionalistas defendem que estados mentais são estados de uma máquina de Turing.

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Processos cognitivos

Imagem: JPMU Sul · BY-NC · Openverse

A filosofia da mente também busca respostas para as seguintes perguntas: A ciência cognitiva (área de estudos paralela mas relacionada à filosofia da mente) tem se ocupado dessas questões. Tomemos a percepção como um exemplo. Filósofos buscam entender o que acontece quando percebemos alguma coisa (quando vemos, ouvimos, tocamos etc. alguma coisa). Mas eles não estão interessados nos mecanismos particulares que nos capacitam a perceber (forma do olho, como o nervo óptico leva informação ao cérebro etc.) Eles se interessam por questões mais básicas. Eles perguntam: A filosofia da percepção, uma parte da filosofia da mente, se ocupa de tais questões. Eles se ocupam de entender e explicar como nossa mente entra em contato com o mundo. (Ver Maurice Merleau-Ponty.) Outras questões estão relacionadas ao problema do livre-arbítrio. Volições são estados mentais. Assim, é natural perguntarmos:

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Consciência

Imagem: mikecrissflick · BY-NC-SA · Openverse

A consciência é uma das áreas mais problemáticas da filosofia e da neurociência. Descartes vê a consciência como um elemento teórico primitivo. Em outras palavras, a consciência não pode ser explicada, provavelmente por ser aquilo que é pressuposta na explicação do que quer que seja.

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Behaviorismo

Imagem: mikecrissflick · BY-NC-SA · Openverse

O Behaviorismo foi predominante nos estudos sobre a Filosofia da Mente em grande parte da primeira metade do século XX. Na Psicologia, o Behaviorismo surgiu como reação aos problemas da Introspecção: quando alguém, baseado na introspecção, fala sobre a vida no interior de sua mente, torna-se impossível a verificação da asserção. Entretanto, sem a verificabilidade universal nenhuma ciência é possível, de acordo com os Behavioristas. A saída para a Psicologia: ela deveria renunciar à vida mental e à introspecção e, ao invés disso, descrever o comportamento. Junto a esta abordagem científica, fala-se, também, de Behaviorismo Metodológico. Seu principal defensor foi B. F. Skinner. Paralelamente aos desenvolvimentos deste tipo de Psicologia, desenvolveu-se um Behaviorismo Filosófico, ocasionalmente denominado, também, como Behaviorismo “Lógico” ou “Analítico”. A abordagem do Behaviorismo Filosófico é fisicalista: estados mentais são descrições de comportamento, isto é, disposições. Um dos principais defensores desta posição dentro da Filosofia da Mente foi o filósofo britânico Gilbert Ryle, do qual o clássico O Conceito de Mente, publicado em 1949, desenvolveu um Behaviorismo apoiado em Ludwig Wittgenstein e influenciou o debate filosófico posterior durante décadas. Outra figura fundadora do Behaviorismo Filosófico é Carl Hempel, que em sua obra The Logical Analysis of Psychology foi fortemente marcado pelos trabalhos de Rudolf Carnap.

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Correntes

Imagem: mikecrissflick · BY-NC-SA · Openverse

Algumas correntes na filosofia da mente:

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