K-pop
K-pop é uma forma de música popular originária da Coreia do Sul. O gênero musical ao qual o termo é usado coloquialmente surgiu na década de 1990 como uma forma de subcultura jovem, com músicos coreanos sendo influenciados pela música dance, hip-hop, R&B e rock ocidentais. Hoje, K-pop geralmente se refere à produção musical de grupos de ídolos adolescentes, principalmente grupos femininos e masculinos, que enfatizam o apelo visual e a performance. Como um gênero pop, o K-pop é caracterizado por sua qualidade melódica e hibridismo cultural.
O K-pop possui uma influência significativa na moda da Ásia, onde as tendências iniciadas pelos idols são seguidas pelo público jovem. Alguns artistas se estabeleceram como ícones de moda como G-Dragon, Jennie, Kai e entre outros. Atualmente, existe uma preocupação sobre as tendências de beleza, como o clareamento da pele sendo popularizado pela indústria, o que tem sido alvo de críticas por seus padrões de beleza restritivos. O governo sul-coreano reconheceu benefícios para o setor de exportação do país como resultado da Onda Coreana (estima-se que em 2011, o aumento de US$ 100 dólares na exportação de produtos culturais tenham sido resultado do aumento de US$ 412 nas exportações de outros bens de consumo como alimentos, roupas, cosméticos e produtos de TI) e, por conseguinte tenham subsidiado alguns projetos. As iniciativas governamentais para expandir a popularidade do K-pop são realizadas principalmente pelo Ministério da Cultura, Esportes e Turismo, que é o responsável por criar os centros mundiais de cultura coreana. As embaixadas sul-coreanas e os consulados também organizaram concertos de K-pop fora do país, e o Ministério de Relações Exteriores convida regularmente fãs de K-pop estrangeiros a participarem do K-Pop World Festival no país.
Conteúdo audiovisual
Embora o K-pop geralmente se refira a música popular sul-coreana, alguns consideram que seja um gênero abrangente, exibindo um vasto espectro de elementos musicais e visuais. O Institut national de l’audiovisuel da França, define o K-pop como uma "fusão de música sintetizada, rotinas de dança afiadas e roupas coloridas e modernas". As canções consistem tipicamente em uma ou mais misturas de pop, rock, hip hop, R&B e gêneros de musica eletrônica.
O treinamento sistemático dos artistas
As agências de gestão de artistas na Coreia do Sul oferecem contratos vinculativos para potenciais artistas, na maioria da vezes em uma idade jovem. Eles são conhecidos como trainees, e vivem juntos em um ambiente supervisionado, passando muitas horas diárias aprendendo sobre música, dança, línguas estrangeiras e outras habilidades de preparação para sua estreia. Este sistema de treinamento "robótico" é muitas vezes criticado pelos meios de comunicação ocidentais. Em 2012, o The Wall Street Journal informou que o custo de treinamento de um único idol da S.M. Entertainment custou em média US$ 3 milhões de dólares.
Gênero híbrido e valores transnacionais
O K-pop é um produto cultural que caracteriza "valores, identidade e significados que vão além de seu valor estritamente comercial". É caracterizada por uma mistura de sons ocidentais com elementos de performance asiática. Foi observado a existência de uma "visão de modernização" inerente à cultura pop coreana. Para alguns, os valores transnacionais do K-pop são os responsáveis por seu sucesso. Um comentarista da Universidade da Califórnia disse que "a cultura pop coreana contemporânea é construída sobre [...] fluxos transnacionais [...] que ocorrem além das fronteiras nacionais e institucionais". Alguns exemplos dos valores transnacionais inerentes ao K-pop que podem atrair pessoas de diferentes origens étnicas, nacionais e religiosas, incluem a dedicação a apresentação de idols em produções de alta qualidade, bem como sua ética de trabalho e comportamento social educado, tornando-se possível devido a seu período de formação.
Divulgação
Muitas agências têm apresentado seus novos grupos de ídols para o público, através de "programas de estreia", que consiste em publicidade online e promoções em canais de televisão em oposição ao rádio. Os grupos recebem um nome e um "conceito". Ás vezes subunidades ou sub-grupos (units) são formados entre os membros existentes, como o Super Junior-M, que tornou-se um dos sub-grupos de K-pop mais vendidos na China. A divulgação online inclui o lançamento de vídeos musicais no Youtube a fim de alcançar uma audiência mundial. Estes vídeos muitas vezes são precedidos por uma série de anúncios na forma de imagens e teasers. Os ciclos promocionais dos singles são chamados comummente de "comebacks", independente se o artista ou grupo estava em atividade anteriormente.
Uso de frases em inglês
O K-pop moderno é marcado pelo uso de frases em inglês, para o escritor Jin Dal-yong, o seu uso pode ter sido influenciado pelos "americanos-coreanos e/ou coreanos que estudaram nos Estados Unidos, [que] tiraram o máximo proveito de sua fluência em inglês e em recursos culturais que não são encontrados comummente entre aqueles que foram criados e educados na Coreia". Em 1995, a porcentagem de títulos de canções em inglês que alcançaram as primeiras posições nas paradas musicais era de 8%. Este percentual variou em 30% em 2000, 18% em 2005 e 44% em 2010. Similarmente ao número crescente de grupos que usam nomes em inglês ao invés de coreanos. Isso permite que músicas e artistas sejam comercializados para um público mais amplo em todo o mundo. Um exemplo de canção coreana com uma grande quantidade de letras em inglês é "Jumping" do grupo Kara, que foi lançado ao mesmo tempo, tanto na Coreia do Sul como no Japão, com muito êxito. Cada vez mais, compositores e produtores estrangeiros são contratados para trabalhar em canções para idols, como will.i.am e Sean Garrett. Músicos como Akon, Kanye West, Ludacris e Snoop Dogg, também já participaram de canções de K-pop.
Coreografia
As principais canções dos artistas são convencionalmente acompanhadas por coreografia, que inclui frequentemente um movimento de dança chave (conhecido como o "ponto" da dança), que combine com suas características ou a letra da canção. "Sorry Sorry" do Super Junior, "Abracadabra" do Brown Eyed Girls e "Scream" do Dreamcatcher são exemplos de canções com coreografia notável. Recentemente, coreógrafos internacionais bem conhecidos como Parris Goebel e Anthony Joseph Testa tem trabalhado com artistas como CL, BIGBANG e SHINee.
A crescente popularidade do K-pop faz parte da Hallyu , ou a Onda Coreana: a popularidade da cultura sul-coreana em outros países. O K-pop está cada vez mais fazendo aparições nas paradas ocidentais, como a Billboard. O desenvolvimento da mídia social online tem sido uma ferramenta vital para a indústria musical coreana alcançar um público mais amplo. Como parte da onda coreana, o K-pop foi adotado pelo governo sul-coreano como uma ferramenta para projetar o poder brando da Coreia do Sul no exterior, particularmente para jovens estrangeiros. Em agosto de 2014, a proeminente revista britânica The Economistapelidado cultura pop coreana "principal criador de tendências da Ásia." No início do século 21, o mercado de K-pop caiu e os primeiros grupos de ídolos de K-pop que tiveram sucesso nos anos 90 estavam em declínio. HOT se desfez em 2001, enquanto outros grupos como Sechs Kies, SES, Fin.KL, Shinhwa e god ficaram inativos em 2005. Cantores solo como BoA e Rain cresceram em sucesso. No entanto, o sucesso da boy band TVXQ após sua estreia em 2003 marcou o ressurgimento de grupos ídolos para o entretenimento coreano e o crescimento do K-pop como parte do Hallyu . O nascimento da segunda geração do K-pop foi seguido com as estreias de sucesso de SS501 (2005), Super Junior (2005), Big Bang (2006), Wonder Girls(2007), Girls' Generation (2007), Kara (2007), Shinee (2008), 2NE1 (2009), 4Minute (2009), T-ara (2009), f(x) (2009) e After School (2009).
Origens da música popular coreana
A história da música popular coreana pode ser traçada em torno de 1885, quando um missionário estadunidense, Henry Appenzeller, começou a ensinar canções folclóricas estadunidenses e britânicas em uma escola. Essas músicas eram chamadas em coreano de changga, e eram tipicamente baseadas em uma melodia popular ocidental porém cantadas com letras em coreano. Durante o domínio japonês no país (1910–1945), a popularidade das canções changga aumentou com os coreanos expressando seus sentimentos contra a opressão japonesa através da música. Uma das canções mais populares da época foi "Huimangga" (희망가, The Song of Hope). Contudo, os japoneses confiscaram as coleções de changga existentes e publicaram seus próprios livros com letras.
1940–1960: Chegada da cultura ocidental
Depois que a península coreana foi dividida entre Norte e Sul após sua libertação da dominação japonesa em 1945, a cultura ocidental foi introduzida no país em pequena escala, com bares de estilo ocidental e clubes tocando música ocidental. Após a Guerra da Coreia (1950–53), tropas estadunidenses permaneceram na Coreia do Sul para sua proteção. Com a presença contínua das forças armadas estadunidenses durante esse período, tanto a sua cultura como a mundial espalharam-se pelo país e a música ocidental gradualmente se tornou mais aceita. O United Service Organizations fez o possível para que diversas figuras proeminentes do entretenimento estadunidense da época, como Marilyn Monroe e Louis Armstrong, visitassem os soldados situados na Coreia do Sul. Estas visitas despertaram a atenção do público sul-coreano. Em 1957, a rede de rádio das forças armadas estadunidenses iniciou a sua transmissão, disseminando a popularidade da música ocidental. Sua música começou a influenciar a música sul-coreana, como a escala pentatônica sendo gradualmente substituída pelo hexacorde e com as canções populares passando a ser modeladas após isso.
1970: Influências Hippie e folk
No final da década de 1960 a música pop coreana sofreu outra transformação. Cada vez mais, músicos tornaram-se estudantes universitários e graduados, estes foram influenciados fortemente pela cultura estadunidense e seu estilo de vida (incluindo o movimento hippie), produzindo música alegre ao contrário de seus antecessores, que foram influenciados pela guerra e a opressão japonesa. A geração mais jovem se opôs à Guerra do Vietnã tanto quanto os hippies estadunidenses o fizeram, o que resultou no governo sul-coreano proibindo canções com letras mais liberais. Apesar disso, a influência popular do folk apreciado entre os mais jovens, fez com que o canal de televisão MBC, organizasse um concurso musical para estudantes universitários em 1977, sendo a base de diversos outros festivais de música moderna.
1980: A era das baladas
A década de 1980 viu a ascensão de cantores de balada após o álbum You’re Too Far Away to Get Close to (가까이 하기엔 너무 먼 당신, Gakkai Hagien Neomu Meon Dangsin) de Lee Gwang-jo em 1985 vender mais de 300 000 cópias. Outros cantores populares de balada incluíram Lee Moon-sae (이문세) e Byun Jin-seob (변진섭), apelidado de "O príncipe das baladas". Um dos compositores do gênero mais procurados da época foi Lee Young-hoon (이영훈), cujas músicas foram compiladas em um musical moderno em 2011, intitulado Gwanghwamun Yeonga (광화문 연가, Gwanghwamun's Song). O The Asia Music Forum foi um evento lançado em 1980, com representantes de cinco países asiáticos diferentes competindo. O cantor coreano Cho Yong-pil venceu o primeiro lugar e passou a ter uma carreira de sucesso, se apresentando em Hong Kong e no Japão. Seu primeiro álbum Chang bakkui yeoja (창 밖의 여자, Woman outside the window), tornou-se um sucesso comercial o levando a ser o primeiro cantor sul-coreano a subir no palco do Carnegie Hall em Nova York. Seu repertório musical incluiu rock, dance, trot e folk pop.
1990: Desenvolvimento do K-pop moderno
Na década de 1990, os artistas pop do país incorporaram em sua música, os estilos de música estadunidenses populares como rap, rock e techno. Em 1992, o surgimento do grupo Seo Taiji and Boys, marcou um momento revolucionário na história da música pop sul-coreana. Eles estrearam em um programa de talentos da MBC, com sua canção "Nan Arayo" (난 알아요, I Know) e obtiveram a classificação mais baixa do júri. No entanto, a música e o álbum homônimo tornaram-se tão bem-sucedidos, que abriram caminho para o lançamento de canções do mesmo formato. O sucesso da canção, foi atribuído as batidas inspiradas no gênero new jack swing e seu refrão marcante, bem como a introdução de letras inovadoras que lidou com os problemas da sociedade sul-coreana. Posteriormente, seus passos foram seguidos por diversos artistas de hip hop e R&B como Yoo Seung-jun, Jinusean, Deux, 1TYM e Drunken Tiger.
Anos 2000–presente: Ascensão da onda coreana
Durante o início dos anos 2000, grupos idols que haviam experimentado um intenso sucesso na década de 1990, estavam em declínio. O grupo H.O.T. encerrou suas atividades em 2001, enquanto outros grupos como Sechs Kies, S.E.S., Fin.K.L, Shinhwa e g.o.d, tornaram-se inativos nos anos seguintes. Contudo, idols do K-pop começaram a receber popularidade de outras partes da Ásia como o grupo Baby V.O.X., que em 2002 tornou-se popular em muitos países asiáticos, após a canção "Coincidence" ser lançada e promovida durante a Copa do Mundo na Coreia do Sul, e em 2003, ao alcançar o primeiro lugar nas paradas de música chinesas com a canção "I'm Still Loving You", sendo o primeiro grupo ídol a fazê-lo. Neste período de início do século XXI, cantores solo como BoA e Rain foram lançados e destacaram-se em popularidade, com a primeira tornando-se a primeira artista do país a alcançar o primeiro lugar na parada da Oricon no Japão e o segundo, realizando um concerto para uma audiência de 40.000 pessoas em Pequim na China. No entanto, os êxitos dos grupos TVXQ e SS501, após suas estreias em 2003 e 2005, respectivamente, marcaram o ressurgimento de grupos de idols no entretenimento sul-coreano e o crescimento do K-pop como parte da Hallyu, que refere-se a popularidade da cultura sul-coreana em outros países. O grupo TVXQ destacou-se ainda pelo surgimento de boy bands no Japão. Em 2008 a canção "Purple Line" tornou-os a primeira boy band estrangeira e o segundo artista após BoA, a conquistar o primeiro lugar na parada da Oricon.
Em 2002, a revista Time informou que produtores de televisão coreanos como Hwang Yong-woo e Kim Jong-jin foram presos por "aceitar pagamentos por baixo da mesa garantindo aparições na TV para aspirantes a cantores e músicos" em uma tentativa de combater "corrupção sistêmica no negócio da música da Coreia do Sul." As empresas investigadas incluem SidusHQ e SM Entertainment . As empresas de gerenciamento de K-pop também foram criticadas pela exploração de ídolos por meio de excesso de trabalho e contratos restritivos, descritos como " contratos de escravos " em uma reportagem da BBC. De acordo com o The Hollywood Reporter, "o negócio de entretenimento da Coreia é notoriamente improvisado e não regulamentado. Estrelas do K-pop sob demanda - muitas das quais são 'ídolos' adolescentes - são conhecidas por ensaiar e se apresentar sem dormir". Em julho de 2009, a SM Entertainment foi levada ao tribunal pelo TVXQ e um membro do Super Junior, que alegou que suas condições de trabalho levaram a efeitos adversos à saúde. A decisão do tribunal no processo do TVXQ determinou a nulidade do contrato com a SM Entertainment e, consequentemente, a Comissão de Comércio Justo lançou modelos de contrato para regular as condições da indústria.
Agências
O K-pop gerou uma indústria completa que abrange a residência de produção musical, empresas de gestão de eventos, distribuidores de música e outros fornecedores de mercadorias e serviços. As três maiores empresas em termos de vendas e receita são a S.M. Entertainment, YG Entertainment e JYP Entertainment, muitas vezes referidos como Big Three. Estas gravadoras também funcionam como agências de representação de seus artistas. Eles são responsáveis pelo recrutamento, financiamento, treinamento e promoção de novos artistas, bem como a gestão de suas atividades musicais e relações públicas. Atualmente, a agência com a maior participação de mercado é a S.M. Entertainment. Em 2011, juntamente com a Star J Entertainment, AM Entertainment e Key East, as agências da Big 3 fundaram a companhia de gestão conjunta United Asia Management.
Vendas e valor de mercado
Em 2009, a DFSB Kollective tornou-se a primeira empresa distribuidora de K-pop no iTunes. Em 2011, um número de 1 100 álbuns foram lançados na Coreia do Sul. O gênero de hip hop foi o que possuiu a maior representação com um total de dois terços do total de álbuns. Um terço deles, eram de uma variedade de outros gêneros, incluindo rock, folk moderno e crossover. Em 2012, o custo médio de obtenção de uma música K-pop na Coreia do Sul foi de US$ 0,10 para um único download, e de US$ 0,002 quando transmitido online. No primeiro semestre do ano, de acordo com a Billboard, a indústria musical sul-coreana arrecadou cerca de US$ 3,4 bilhões - um aumento de 27,8% em relação ao ano anterior - e foi reconhecida pela revista Time como "a maior exportação da Coreia do Sul".
Gráficos de registro
As paradas de discos coreanas incluem o Gaon Digital Chart e o Billboard K-pop Hot 100. Alguns discos de K-pop apareceram na Oricon Albums Chart do Japão e na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos. Em 2009, a cantora Hwangbo entrou na indústria da música europeia por um curto período quando lançou o single R2song, alcançando o primeiro lugar no maior site de dance music do mundo JunoDowload, fazendo sucesso no Reino Unido, Europa e Coreia; tornando-se o primeiro artista asiático a alcançá-lo. Em maio de 2014, Exo se tornou o terceiro ato de K-pop a entrar na Billboard 200 naquele ano após 2NE1 , Girls' Generation e Wonder Girls foram o primeiro ato de K-Pop a entrar na Billboard 200.
Sistema de trainees
Por convenção no K-pop moderno, os trainees passam por um sistema de treinamento rigoroso por um período de tempo indeterminado antes de sua estreia. Este método foi popularizado por Lee Soo-man, fundador de S.M. Entertainment, como parte de um conceito rotulado como "tecnologia cultural". O The Verge descreveu este sistema de gestão de artistas como "extremo". De acordo com o CEO da filial do Sudeste Asiático da Universal Music, o sistema de trainee de idol coreano é único no mundo. Por causa do período de treinamento, que pode durar por muitos anos, e a quantidade significativa de investimentos que as agências colocam em seus trainees, a indústria é muito séria sobre o lançamento de novos artistas. Os trainees podem entrar em uma agência através de audições ou serem recrutados, e uma vez que são selecionados, são lhes dadas acomodação e aulas (geralmente de canto, dança, rap e línguas estrangeiras como mandarim, inglês e japonês), enquanto se preparam para a estreia. Os jovens trainees às vezes frequentam a escola ao mesmo tempo. Além disso, não há limite de idade para se tornar um trainee e não há limite de duração de tempo que esse período pode levar.
Paradas musicais
A parada musical oficial da Coreia do Sul é o Gaon Chart desde o ano de 2010. Em 2011, a Billboard criou a parada Korea K-Pop Hot 100 através da Billboard Korea, porém a mesma foi descontinuada em 2014. Através do crescimento internacional do K-pop, trabalhos de alguns artistas já posicionaram-se na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos, além de destacarem-se em outras paradas da mesma. Há alguns anos, suas canções e álbuns, também entram nas paradas da Oricon no Japão.
Televisão
A indústria da música coreana gerou vários reality shows de TV relacionados, incluindo shows de talentos como Superstar K e K-pop Star, competição de rap especializada Show Me the Money e sua contraparte feminina Unpretty Rapstar , e muitos shows de 'sobrevivência', que geralmente colocam trainees uns contra os outros para formar um novo grupo ídolo. Exemplos de programas de sobrevivência incluem MyDOL da Jellyfish Entertainment , que formou o grupo masculino VIXX; WIN da YG Entertainment : Who Is Next , que formou o grupo de garotos Winner; MIX&MATCH , que formou o iKon ; Sixteen da JYP Entertainment , que formou o girl group Twice; No.Mercy da Starship Entertainment, que formou o grupo masculino Monsta X ; o Pentagon Maker da Cube Entertainment , que formou a boy band Pentagon; Mnet 's Produce 101, que formou os grupos femininos IOI e Iz*One , e o grupo masculino Wanna One e X1 (banda); Finding Momo Land , da Duble Kick Entertainment, que formou o girl group Momoland ; Mnet 's Idol School , que formou o grupo feminino Fromis 9; Belift Lab's I-Land , que formou a Enhypen; e mais recentemente, My Teenage Girl da MBC , que formou o grupo feminino Classy. O aumento desses programas, que geralmente envolve agências maiores contratando estagiários de agências menores em grupos de projetos e recebendo uma parcela maior das receitas, levou a críticas sobre o monopólio da indústria.
Os artistas do K-pop são frequentemente referidos como idols ou grupos idols. Os grupos geralmente costumam possuir um líder, e o mais jovem é chamado de maknae (막내). O uso popular do termo no Japão foi influenciado pelo grupo SS501, quando expandiram suas atividades ao país em 2007. Sua tradução para o japonês "マ ン ネ", foi muitas vezes usado para nomear o maknae do grupo Kim Hyung-jun, a fim de diferenciá-lo de seu líder de nome e ortografia semelhante, Kim Hyun-joong.
Expressões específicas da indústria
Em premiações musicais, os artistas podem receber o Bonsang, um prêmio adquirido por suas realizações musicais proeminentes. Um dos vencedores do Bonsang, é então premiado com o Daesang, o "grande prêmio".
Apelo e base de fãs
Diversos fãs viajam ao exterior para verem seus ídolos em turnê. Os turistas geralmente visitam a Coreia vindos do Japão e da China para verem os concertos de K-pop, como os 7 000 fãs japoneses que foram a Seul em 2012 verem a apresentação do grupo JYJ e também durante seu concerto em Barcelona em 2011, onde fãs de diversas partes do mundo acamparam durante a noite para garantir ingressos. Uma pesquisa realizada em 2011 pelo Korean Culture and Information Service informou que havia mais de três milhões de membros ativos de fã-clubes pertencentes a Hallyu. Um artigo do The Wall Street Journal indicou que o futuro poder do K-pop será moldado pelos fãs, cujas atividades online evoluíram para "micro-negócios". Geralmente, os grupos possuem fã-clubes dedicados que recebem um nome coletivo e ás vezes uma cor atribuída, por meio do qual irão comercializar produtos. Um exemplo, são os fãs do Girls' Generation que são conhecidos como 'Sones' e sua cor oficial é o 'rosa'. Alguns dos grupos mais populares têm personalizado bastões luminosos (chamados de light sticks) para o uso em seus concertos, como o BIGBANG, onde seus fãs seguram bastões de luz amarelos em formato de coroa amarela.
Eventos
Turnês de K-pop são realizadas fora da Coreia do Sul desde meados da década de 2000. A maioria dos artistas sul-coreanos realizam turnês asiáticas, entretanto, turnês em todo o mundo também tornaram-se frequentes desde 2011, quando a SM Town realizou a sua primeira turnê não-asiática, intitulada SMTown Live '10 World Tour.
Mídias sociais
Sites de mídia social como YouTube, Twitter e Facebook permitem que artistas de K-pop alcancem um público global e se comuniquem prontamente com seus fãs. Como a receita global do mercado de música online aumentou 19% de 2009 a 2014 com as mídias sociais, os consumidores de música em todo o mundo estão mais propensos a serem expostos ao K-pop. Grupos de ídolos de K-pop se beneficiam de mídias sociais baseadas em vídeo, como o YouTube, já que componentes visuais como dança e moda são fatores essenciais em seu desempenho. O número de pesquisas de "K-pop" no YouTube aumentou em um fator de 33 de 2004 a 2014. Por meio de anúncios de mídia social, as empresas de entretenimento coreanas reduziram a lacuna cultural para que o K-pop pudesse entrar no mercado global e ganhar reconhecimento entre os consumidores estrangeiros. A exportação de K-pop aumentou dramaticamente de US$ 13,9 milhões para US$ 204 milhões entre 2007 e 2011. A mídia social também muda os padrões de consumo da música K-pop. Antes da era digital, as pessoas compravam e consumiam produtos musicais individualmente. Os consumidores agora participam ativamente do compartilhamento de produtos musicais e da publicidade de seus artistas favoritos, o que é vantajoso para o K-pop.
A onda K-pop levou à criação de vários grupos de dança que executam covers de música K-pop e ensinam coreografias de K-pop. Na competição do K-Pop World Festival , AO Crew representou a Austrália três vezes - em 2013, 2014 e 2016. Além disso, outro grupo de covers de dança, IMI Dance, foi o show de abertura do RapBeat Show em 2017. Vários estúdios de dança oferecem aulas baseadas na coreografia do K-pop. O grupo de dança Crave NV dá uma aula de K-pop todos os sábados em seu estúdio de dança na Nova Zelândia. Uma agência com sede em Sydney, The Academy, começou a oferecer campos de treinamento de K-pop e outros programas em 2016. Vários ídolos do K-pop vieram da Oceania. Artistas australiano-coreanos incluem Rosé do Blackpink , Kevin Kim do ZE:A, Peter Hyun do One Way , Rome do C-Clown, Bang Chan e Felix do Stray Kids, Hayana do EvoL e Hanbyul do LEDapple. Em 2011, o K-Pop Music Festival no ANZ Stadium foi realizado em Sydney, apresentando Girls' Generation, TVXQ, Beast, Shinee, 4minute, Miss A, 2AM e MBLAQ. Houve também demanda por shows da Nova Zelândia.
Ásia
Muitos taiwaneses observaram que a música popular coreana e os dramas coreanos ajudaram a promover um interesse renovado e um relacionamento mais saudável com a Coreia do Sul. A música pop coreana e os dramas coreanos são muito populares em Taiwan, o que melhorou continuamente e significativamente a impressão favorável do povo taiwanês sobre a Coreia do Sul e também tornou o relacionamento entre a Coreia do Sul e Taiwan muito próximo. Após o levantamento das restrições da era da Segunda Guerra Mundial impostas às trocas e comércio entre a Coreia e o Japão no final dos anos 90, o grupo feminino de primeira geração SES se tornou o primeiro artista coreano a estrear no Japão no final de 1998 e seu primeiro álbum Reach Out em 1999. A jovem estrela do K-pop BoA teve treinamento no idioma japonês antes de sua estreia coreana e quando estreou no Japão em 2002, sua identidade coreana não era essencial. Seu estilo musical e japonês fluente a levaram a ser considerada parte do J-pop. O primeiro álbum japonês de BoA lançado em 2002, intitulado Listen to My Heart, foi o primeiro álbum de um cantor coreano a estrear no topo das paradas japonesas da Oricon e se tornar um "million-seller" certificado pela RIAJ no Japão. Desde a sua estreia no Japão, BoA lançou vários álbuns e todos eles lideraram as paradas da Oricon.
Sudeste da Ásia
Há uma próspera base de fãs de K-pop em Singapura, onde grupos de ídolos, como 2NE1, BTS, Girls' Generation, Got7 e Exo, costumam realizar shows em turnês. A popularidade do K-pop ao lado dos dramas coreanos influenciou a imagem estética dos singapurenses. As "sobrancelhas retas" de estilo coreano tornaram-se bastante populares entre muitas mulheres e homens de Singapura de ascendência chinesa, malaia e indiana. Salões de beleza de Singapura têm visto um aumento no número de clientes interessados em obter "sobrancelhas retas" no estilo coreano e cortes de cabelo no estilo coreano nos últimos anos. Em 5 de agosto de 2017, Singapura sediou a 10ª Music Bank World Tour, um show spin-off do Music Bank, um popular programa semanal de música da emissora sul-coreana KBS. Este evento provou a imensa popularidade da onda Hallyu em Singapura.
Sul da Asia
Os jovens de Bangladesh, especialmente os adolescentes, demonstraram grande atração pela música pop coreana ao descreverem que essas músicas os fazem se sentir melhor. A partir de 2015, Bangladesh começou a participar de um evento anual chamado K-Pop World Music Festival, que começou em 2011 pelo Ministério das Relações Exteriores da República da Coreia em cooperação com o Sistema de Transmissão Coreano (KBS). O objetivo do evento não é apenas trazer os fãs Hallyu de todo o mundo para a Coreia do Sul, mas também reunir pessoas de diferentes países em nome da cultura. No estado indiano de Manipur, no nordeste da Índia, onde os separatistas baniram os filmes de Bollywood, os consumidores se voltaram para a cultura popular coreana para suas necessidades de entretenimento. O correspondente da BBC, Sanjoy Majumder, informou que os produtos de entretenimento coreanos são em sua maioria cópias não licenciadas contrabandeadas da vizinha Birmânia e geralmente são bem recebidas pela população local. Isso levou ao crescente uso de frases coreanas na linguagem comum entre os jovens de Manipur.
América latina
Muitos grupos de ídolos têm bases de fãs leais na América Latina. Desde 2009, cerca de 260 fã-clubes com um total de mais de 20.000 e 8.000 membros ativos foram formados no Chile e no Peru, respectivamente. Em 2011, o United Cube Concert foi realizado em São Paulo, logo após a realização da segunda rodada do primeiro K-Pop Cover Dance Festival no Brasil, com o MBLAQ como jurados. Em março de 2012, JYJ se apresentou no Chile e no Peru. Quando o grupo chegou ao Aeroporto Internacional Jorge Chávez no Peru para o JYJ World Tour Concert, eles foram escoltados por oficiais de segurança do aeroporto por uma saída privada devido a razões de segurança devido ao grande número de fãs (mais de 3 000). Na Explanada Sur del Estadio Monumental em Lima, alguns fãs acamparam por dias para ver o JYJ. Em abril, a Caracol TV e a Arirang TV transmitiram em conjunto um reality show de K-pop na Colômbia. Em setembro, Junsu se tornou o primeiro ídolo do K-pop a se apresentar solo no Brasil e no México, depois do Wonder Girls em Monterrey em 2009. Os shows esgotaram com bastante antecedência. Naquele ano havia 70 fã-clubes de K-pop no México, com pelo menos 60.000 membros no total.
Europa
Em 2010, tanto o SMTown Live '10 World Tour quanto o Super Junior Super Show 4 Tour foram realizados em Paris. Em fevereiro de 2011, Teen Top se apresentou na sala de concertos Sala Apolo em Barcelona. Em maio, Rain se tornou o primeiro artista de K-pop a se apresentar na Alemanha, durante o Festival de Música de Dresden. JYJ também se apresentou em Berlim e Barcelona. Big Bang voou para Belfast e ganhou o prêmio de Melhor Artista Mundial durante os MTV EMAs de 2011 na Irlanda do Norte. Na Polônia, a Exposição K-pop Star foi realizada no Centro de Cultura Coreana de Varsóvia. Em fevereiro de 2012, Beast realizou seu Beautiful Show em Berlim. De acordo com o Berliner Zeitung , muitos fãs que compareceram não eram apenas da Alemanha, mas também de países vizinhos, como França e Suíça. Também em fevereiro, a Music Bank World Tour atraiu mais de 10.000 fãs ao Palais Omnisports de Paris-Bercy. Naquele ano, artistas como Beast e 4Minute se apresentaram durante o United Cube Concert em Londres, onde também foi realizado o MBC Korean Culture Festival. Quando Shinee chegou ao Aeroporto de Londres Heathrow para um concerto noOdeon West End no mesmo ano, parte do aeroporto foi temporariamente invadida por fãs frenéticos. O sistema de reservas do Odeon West End caiu pela primeira vez um minuto após o início das vendas de ingressos, quando o show atraiu uma resposta inesperadamente grande. Neste momento, Shinee também realizou uma apresentação de 30 minutos no Abbey Road Studio . A demanda de ingressos para esta apresentação foi tão alta que a revista de moda Elle distribuiu quarenta ingressos por meio de uma loteria, e a apresentação também foi televisionada no Japão por seis canais diferentes. Também em 2012, Big Bang ganhou a categoria de Melhor Fã nos Prêmios TRL Italianos.
Médio Oriente
O K-pop se tornou cada vez mais popular no Oriente Médio nos últimos anos, principalmente entre os fãs mais jovens. Em julho de 2011, os fãs israelenses conheceram o embaixador da Coreia do Sul em Israel, Ma Young-sam, e viajaram para Paris para a SMTown Live '10 World Tour na Europa. De acordo com o Dr. Nissim Atmazgin, professor de Estudos do Leste Asiático na Universidade Hebraica de Jerusalém, "muitos jovens veem o K-pop como capital cultural - algo que os faz se destacar da multidão." A partir de 2012, existem mais de 5 000 fãs de K-pop em Israel e 3 000 nos territórios palestinos. Alguns dedicados fãs israelenses e palestinos se veem como "missionários culturais" e apresentam ativamente o K-pop a seus amigos e parentes, espalhando ainda mais a onda Hallyu em suas comunidades.
Em 2014, a Coreia do Sul passou de lei para regulamentar a sua indústria de música, protegendo estrelas K-pop menores de idade de práticas de trabalho insalubres e performances abertamente sexualizadas, bem como ações de sensibilização para as regras que garantem o direito de "aprender, descanso e sono." De acordo com o Hollywood Reporter, "o entretenimento da Coreia é notoriamente improvisado e não regulamentado. Na procura de estrelas - muitos dos quais são "ídolos" adolescentes - tem sido conhecido a ensaiar e se apresentar sem dormir".


