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Maximiliano do México

Maximiliano de Habsburgo-Lorena foi o único Imperador do Segundo Império Mexicano (1863–1867). Era o irmão mais novo do imperador Francisco José I da Áustria. Após uma distinta carreira na marinha austríaca, ele aceitou a oferta de Napoleão III da França para ascender ao trono mexicano. Os franceses haviam invadido o México no inverno de 1861, como parte de uma intervenção armada internacional. Tentando legitimar sua dominância em parte das Américas, Napoleão III convidou Maximiliano a ocupar o trono mexicano. Foi apoiado pelo exército francês e por conservadores mexicanos que estavam descontentes com a administração liberal do presidente Benito Juárez. Maximiliano se declarou Imperador do México em 10 de abril de 1864.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Primeiros anos

Fernando Maximiliano José de Habsburgo-Lorena nasceu no Palácio de Schönbrunn, na capital austríaca. Era o segundo filho varão do arquiduque Francisco Carlos e da princesa Sofia da Baviera. No entanto, há boatos de que Maximiliano era, na verdade, filho biológico de Napoleão II (falecido em 1832), filho de Napoleão Bonaparte e de sua segunda esposa, Maria Luísa da Áustria. Sofia e Napoleão II, titulado como duque de Reichstadt, tinham uma amizade íntima que provocava rumores na corte, os quais a arquiduquesa jamais se preocupou em desmentir. Quando ela engravidou pela segunda vez, Napoleão II morreu de tuberculose. Em Trieste, Maximiliano foi marinheiro por vários anos, vivendo bastante tempo em alto-mar; colaborou no triunfo de sua nação na guerra contra a Itália. Tendo conhecido a princesa D. Maria Amélia de Bragança, filha de D. Pedro I do Brasil (IV de Portugal) e D. Amélia de Leuchtenberg, ele teria planejado um matrimônio, mas D. Maria Amélia faleceu precocemente na Ilha da Madeira, em 1853. De luto com esta perda, Maximiliano passou a usar um anel contendo um cacho de cabelo da falecida princesa.

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Imperador

Em 1859, Maximiliano foi abordado por monarquistas mexicanos para reivindicar o trono do país. Como a Casa de Habsburgo já tinha governado o país através do Vice-Reino da Nova Espanha, Maximiliano teria assim legitimidade para se tornar o monarca do México. Ele inicialmente negou, mas quando a França conseguiu invadir e ocupar grandes partes do México, Maximiliano decidiu reconsiderar. No final, ele acabou sendo persuadido pelo imperador francês Napoleão III e aceitou o pedido dos realistas mexicanos a aceitar a coroa do recém-fundado Império Mexicano (1864-1867). "É difícil imaginar, hoje, o quanto o México fascinava a Europa em meados do século XIX. Naqueles anos de otimismo e audácia inusitados, os intelectuais já estudavam os maias e os astecas, sua escrita misteriosa e seus monumentos enigmáticos.(…) Os franceses passaram a imaginar um tipo de efeito dominó: depois do México, haveria um modelo a ser seguido por quase todas as ex-colônias tornadas repúblicas nas Américas. Desse modo, seria possível “civilizar e monarquizar” aqueles Estados, conforme a expressão da imperatriz Eugênia, que já via na região lugar para instalar tronos para a numerosa nobreza europeia e seu excesso de príncipes. Assim surgiu no império francês o projeto de criação de uma grande monarquia católica no México, tão poderosa quanto a República protestante dos Estados Unidos. Deixado livre, o projeto virou sonho, e o sonho se perdeu no exagero. Por desinformação ou paixão pelo próprio projeto, Napoleão III achou por bem propor à Áustria que o arquiduque Maximiliano, irmão do imperador do país, fosse levado ao trono no México. O que se seguiu foi a ocupação do México pela França, numa luta que de saída registrou mil baixas no exército invasor.(…) Os franceses descobriram que o México tinha um exército e um povo que, ao contrário da conversa palaciana de Paris, não estava à espera de um salvador nem se levantaria contra um dos seus. Para salvar a honra nacional francesa, porém, era preciso ficar na ex-colônia, ir até o fim. A chegada de reforços possibilitou o difícil avanço europeu até a tomada da Cidade do México, em junho de 1863."

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Posteridade

Logo após sua execução, o acontecimento foi imortalizado por Manet, que acompanhara toda a aventura e desventura deste Habsburgo na América do Norte. "A notícia do fuzilamento de Maximiliano mal acabava de chegar a Paris quando Édouard Manet, cujas obras anteriores já tinham provocado muita discussão na sociedade francesa, se põe a trabalhar sobre o evento. Republicano convicto, contrário à ambiciosa política de Napoleão III que no México registrara mais um fracasso, o pintor produz, entre 1867 e 1869, três pinturas em escala monumental, um esquete a óleo e uma litografia retratando a execução. Feita com base em relatos escritos, gravuras e fotografias sobre o acontecimento assim como chegavam à França, escapando à censura do governo, a série mostra uma evolução na forma como Manet narra pictoricamente os fatos. No primeiro óleo, os soldados do pelotão de execução vestem uniformes de guerrilheiros mexicanos, enquanto já a partir da segunda tela o pintor muda os uniformes para que pareçam os do exército francês, sublinhando a crítica ao governo de seu país. O imperador enverga um chapéu mexicano, como o da fotografia tirada alguns meses antes da execução por um fotógrafo não identificado. Na pintura final, a obra de maior proporção e a definitiva, Manet acrescenta uma paisagem no fundo, com espectadores que retira de “Tourada”, uma de suas telas anteriores.(…)A litografia foi banida pelas autoridades e as telas nunca exibidas em Paris durante a vida do pintor. Ainda hoje são conservadas em museus estrangeiros (Boston, Londres, Copenhague e Mannheim/Alemanha)."

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Títulos e honrarias

Condecorações mexicanas

Maximiliano era Grão-Mestre das seguintes ordens de cavalaria:

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Fontes consultadas

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