A Esperança Está Onde Menos Se Espera
A Esperança Está Onde Menos se Espera é um filme português de 2009, realizado por Joaquim Leitão. Tem como actores principais Virgílio Castelo, Ana Padrão e Carlos Nunes. Foi produzido por Tino Navarro e, escrito por Manuel Arouca.
Lourenço Figueiredo (Carlos Nunes) é um jovem adolescente, de 15 anos de idade, como todos os outros. Estuda, convive com os amigos, faz parte de uma banda musical e, tem os problemas normais da "idade do armário". O pai, Francisco Figueiredo (Virgílio Castelo) é um reputado treinador de futebol em topo de carreira, o que lhe permite proporcionar à família, a esposa, Helena Figueiredo (Ana Padrão) e, ao filho, Lourenço, um nível de vida acima da média. Vivem numa moradia de luxo, em Cascais e, Lourenço estuda num dos colégios mais prestigiados de Portugal, sendo também um dos melhores alunos deste. Porém nesse ano, quando o clube treinado por Francisco, após ganhar todas as competições até então, perde na final da Taça de Portugal, o presidente deste (Cândido Ferreira) decide despedir Francisco, pois o jogo estava viciado para que a equipa treinada por Francisco ganhasse e, este conseguira que uma falta injusta para a equipa adversária não favorecesse a sua equipa, truque que traria a vitória mais facilmente. Com medo que Francisco passasse a saber demasiado sobre os esquemas fraudulentos dos grandes clubes, estes não o querem contratar, por precaução. Francisco está desempregado.
Este filme trata-se de um drama social, bem ao estilo de Joaquim Leitão, que procura apresentar a sua visão das realidades sociais tais como a homossexualidade, o celibato clerical e, até, neste caso, a corrupção no futebol, entre outros, através do cinema. Este filme é uma visão sobre a sociedade portuguesa e, de como os seus contrastes extremos, a "alta classe" e, a "baixa classe" por vezes obrigatoriamente se complementam. Aquí podem ser encontrados paralelismos ao estilo norte-americano do "submundo", conceito actualmente bastante explorado no cinema europeu e, no cinema brasileiro. Além de retratar o problema das classes sociais, o filme retrata também o problema do casamento interracial, tal como fizera o análogo filme português Zona J, de outra perspectiva.


