Rock
Rock é um termo abrangente que define um gênero musical de música popular que se desenvolveu durante e após a década de 1950. Suas raízes remontam ao rock and roll clássico, um estilo que se inspirou nos gêneros musicais afro-americanos do blues e do rhythm and blues, bem como na música country. O rock também foi fortemente influenciado por gêneros como o blues elétrico e o folk, e incorporou influências do jazz e de outros outros estilos que emergiram e se definiram nos Estados Unidos no final dos anos quarenta e início dos cinquenta. Todas estas influências foram combinadas em uma estrutura musical simples baseada no blues que era "rápida, dançável e pegajosa".
Início dos 1950 até 1960
O rock and roll surgiu nos subúrbios dos Estados Unidos no final dos anos 1940 e início da década de 1950 e rapidamente se espalhou para o resto do mundo. No começo, o novo estilo rock sofreu várias críticas negativas e algumas positivas, mas sempre atrapalhando seus trabalhos. Muitos diziam que o "novo" rock incentivava o satanismo. Suas origens imediatas remontam a uma mistura entre blues e country, mas com influência de vários gêneros musicais com o rhythm and blues. Em 1951, na cidade de Cleveland (no Estado do Ohio), o discotecário Alan Freed começou a tocar a mistura de blues, country e rhythm and blues para uma plateia multirracial e a ele é creditado a primeira utilização da expressão "rock and roll" para descrever a música.
Era de Ouro (1963-1974)
No Reino Unido, o movimento trad jazz levou muitos artistas do blues a visitar o país. Enquanto estava desenvolvendo o Concorde, o sucesso "Rock Island Line", de Lonnie Donegan, em 1955, foi a principal influência e ajudou a desenvolver uma nova tendência de grupos musicais de skiffle em todo a Grã-Bretanha, incluindo os Beatles. Foi em solo britânico que se desenvolveu uma grande cena rock and roll, sem as barreiras raciais que mantiveram a "gravações de raça" ou rhythm and blues separados nos Estados Unidos. Cliff Richard emplacou o primeiro sucesso britânico de rock 'n' roll com "Move It", que efetivamente inaugurou o rock britânico. No início da década de 1960, o seu grupo de apoio The Shadows foi um dos vários grupos a obter sucessos instrumentais. Enquanto o rock 'n' roll caminhava em direção a um pop leve e a baladas fora de moda, grupos de rock britânicos, fortemente influenciados por pioneiros do blues-rock como Alexis Körner, tocavam cada vez mais em clubes e bailes locais e se distanciava do rock and roll norte-americano.
Movimentos contraculturais
No final da década de 1950, o movimento beatnik foi associado ao movimento antiguerra surgido contra a nuclearização do planeta, especialmente o britânico Campaign for Nuclear Disarmament. Ambos foram associados à cena jazz e ao crescimento do movimento da música folk. A cena folk foi feita de amantes da folk music que gostavam de instrumentos acústicos, de canções tradicionais e de blues com uma mensagem socialmente progressista. O cantor Woody Guthrie é considerado o pioneiro deste subgênero. Bob Dylan encabeçou o movimento musical e levou a um grande público canções como "Blowin' in the Wind" e "Masters of War", chamadas de "canções de protesto".
Segunda metade da década de 1970 e anos 1980
Uma segunda leva de bandas de rock do Reino Unido e Estados Unidos se tornou popular durante o início da década de 1970. Grupos como Nazareth, Grand Funk Railroad, Led Zeppelin, Kiss, Deep Purple, Queen, Alice Cooper, Judas Priest, Status Quo, Aerosmith, Black Sabbath e Uriah Heep; da Austrália, vinha AC/DC; da Alemanha, Scorpions; da Holanda, Golden Earring; e, do Canadá, Rush. Eles intensificaram o modo de tocar, conduzindo suas guitarras rumo ao hard rock. Este subgênero pereceu em direção a imitação caricatural no final daquela década. Muitos de seus adeptos lançaram álbuns mais próximos do rock progressivo ou até da disco music. Poucas bandas - entre elas, Kiss, Black Sabbath, Queen, AC/DC, Led Zeppelin, Aerosmith, Rush e Scorpions - mantiveram um número significativo de fãs e, ocasionalmente, emplacaram sucessos comerciais.
Década de 2000
Com o pop em alta, o rock parecia ter perdido a força. No entanto, uma nova vertente do estilo, mais consciente sobre a relação do rock e a diversidade da música surgiu, demonstrando toda a vitalidade do ideal do "rock". Grupos com influências diversas, alguns deles eram excessivamente influenciados por outros estilos de música, havendo também aqueles que preferiam manter a crueza dos fundamentos. Tendo em comum, porém a aceitação da heterogeneidade e a exaltação da história trilhada pelo rock até então, motivo pelo qual muitas das bandas surgidas nessa época serem acusadas de apenas "requentar" fórmulas já expostas por outras bandas. Algumas bandas viraram "queridinhos" da mídia e foram chamados de "the next big thing": The Strokes The Vines, The Hives, Yeah Yeah Yeahs, Interpol, Libertines e White Stripes, tendo, no entanto, apenas uma importância módica na cultura pop.
Quando a bossa nova predominava, o rock desembarcou no Brasil no final da década de 1950. Os primeiros sucessos de rock genuinamente brasileiros foram "Banho de Lua" e "Estúpido Cupido", da cantora Celly Campello, no início daquela década. Ainda na década de 1960, surgiu a Jovem Guarda, que foi o primeiro movimento do rock no país e de sucesso entre boa parte da juventude brasileira. Inspirado nas letras românticas e no ritmo acelerado padrão nos Estados Unidos, o gênero se popularizou em terras brasileiras através de cantores como Erasmo Carlos, Roberto Carlos e Wanderléa. No final da década, os Mutantes misturaram o rock à diversidade da música brasileira. Foram também os primeiros a serem conhecidos no exterior. Décadas mais tarde, seriam redescobertos e mais cultuados internacionalmente. Na virada para a década de 1970, surgiram, no cenário rock brasileiro, nomes como Raul Seixas, Rita Lee e Secos & Molhados.
Nos anos 1990, uma má época em que país vivia a guerra civil que terminou em 2002, os primeiros sinais do rock em Angola surgiram, porém, não era um estilo de música tão respeitado como os estilos de música nacionais de Angola e outros estilos como o hip-hop. As primeiras bandas de rock em Angola que também foram importantes para o desenvolvimento do mesmo no país foram bandas como Acromaníacos (punk), os Mutantes, os Anexo, Quinta-Feira, Ventos do Leste e Neblina (Metal), que, entre outras, destacam-se mais. As províncias que mais se destacam no rock em Angola são Benguela e Luanda, sendo um dos principais locais de divulgação das bandas em Luanda a discoteca Kings Club. Em Benguela, quem mantinha o rock até 2004 era o bar Caribe, porém já não direccionado a este fim. Outra forma de divulgação é feita através do programa de rádio Volume 10: este programa é emitido na 96,5 FM todos os sábados das 18h00 às 20h00, o mesmo já existindo desde 1995.


