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Sun Tzu

Sun Tzu foi um general, estrategista e filósofo chinês e principal nome relacionado a escola militar de filosofia chinesa. É mais conhecido por seu tratado militar, A Arte da Guerra, composto por 13 capítulos de estratégias militares.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Biografia

Imagem: fighter.arts · BY-NC-ND · Openverse

As referências mais antigas sobre o local de nascimento de Sun Tzu não são concordantes. Os Anais de Primavera e Outono referem que Sun Tzu nasceu em Qi, enquanto que os Registros do Historiador (Shiji) descrevem que Sun Tzu teria nascido em Wu. Ambas as fontes estão de acordo em que Sun Tzu nasceu no Período das Primaveras e Outonos da China (722 a.C.–481 a.C.), e que exerceu as suas funções como general e estrategista, ao serviço do rei Hu Lu, do estado de Wu, no final do século VI a.C. início de 512 a.C. As vitórias de Sun Tzu inspiraram-no a escrever a Arte da Guerra. A Arte da Guerra foi um dos tratados militares mais lidos na sequência do Período dos Reinos Combatentes (475 a.C.–221 a.C.), um período de guerras contínuas entre sete nações (Zhao, Qi, Qin, Chu, Han, Wei e Yan) que lutaram para controlarem os vastos territórios férteis da região Este da China. Uma das histórias mais conhecidas sobre Sun Tzu, do Shiji, descreve o seu temperamento da seguinte forma: ante de contratar Sun Tzu, o rei de Wu testou as suas capacidades ordenando que treinasse um harém de 180 concubinas para que elas se tornassem em soldados. Sun Tzu dividiu-as em duas companhias, escolhendo para as comandar as duas concubinas preferidas do rei. Quando Sun Tzu lhes ordenou que se colocassem de face no chão, elas riram-se. Como reacção, Sun Tzu disse que o general, ele próprio, era responsável por assegurar que os soldados entendiam as suas ordens. De novo, Sun Tzu dá-lhes a mesma ordem e, de novo, elas riram-se. Então, Sun Tzu ordenou que executassem as duas concubinas preferidas do rei, contra os protestos deste. Sun Tzu explicou ao rei que se os soldados compreendiam as ordens mas não as cumpriam, então a culpa era dos oficiais. Sun Tzu acrescentou que, quando um general é nomeado, é seu dever cumprir a sua missão, mesmo que o rei protestasse. Após a execução das duas concubinas, foram escolhidos novos oficiais para as substituir. Após este episódio, ambas as companhias passaram a executar as suas ordens sem qualquer falha.

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A Arte da Guerra

A Arte da Guerra (chinês tradicional: 孫子兵法; chinês simplificado: 孙子兵法; pinyin: Sūn​zǐ​ Bīng​ Fǎ) é atribuída a Sun Tzu. Representa uma filosofia de guerra para gerir conflitos e vencer batalhas. É aceita como obra-prima em estratégia e frequentemente citada e referida por teóricos e generais, desde que foi publicada, traduzida e distribuída por todo o mundo. Existem muitas teorias sobre quando terá sido escrita e qual a identidade do autor ou autores, mas, descobertas arqueológicas provaram que esta obra terá o actual conteúdo apenas desde o início da Dinastia Han (206 a.C. – 220). Por ser impossível provar de forma incontestável a data de finalização destes textos, antes daquelas datas, as diferentes teorias à cerca do seu autor e da data da obra, talvez nunca venham a ser resolvidas. Alguns estudiosos acreditam que, contrariamente à crença popular, esta obra contém não só os textos do autor original, mas também comentários e explicações de filósofos militares como Li Quan e Du Mu.

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Autenticidade histórica

Imagem: Cmglee · BY-SA · Openverse

Alguns historiadores duvidam da existência de Sun Tzu e da data habitual atribuída à sua obra, A Arte da Guerra. O seu cepticismo é alimentado por diversos factores que incluem possíveis incorrecções históricas e anacronismos no texto, tal como a possibilidade da execução das concubinas favoritas do rei. Este cepticismo, que por vezes leva a uma negação total da existência de uma figura histórica de nome Sun Wu (Sun Tzu), tem originado acesos debates entre cépticos e tradicionalistas, em especial na China. A atribuição da autoria desta obra varia entre os historiadores: desde Sun; a um estudioso Chu Wu Zixu; um autor desconhecido; uma escola de pensamento em Qi ou Wu; Sun Pin; e outros. Os mais tradicionalistas atribuem a autoria da presente obra a Sun Wu, que é referenciado nos Registros do Historiador e em Os Anais de Primavera e Outono. Sun Wu tem vasta actividade entre o século VI a.C. e o início de 512 a.C. A referência de alguns factos em A Arte da Guerra em outros textos históricos, é considerada como a prova da sua autenticidade e existência, assim como autoria do livro. Alguns conceitos estratégicos, tais como a classificação dos terrenos, são atribuídos a Sun Tzu. A sua utilização em outros trabalhos, como Os Métodos de Sima, são considerados como prova da sua autenticidade histórica.

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Legado

Imagem: InaFrenzy · BY · Openverse

A Arte da Guerra de Sun Tzu influenciou muitas figuras históricas. Segundo a tradição, o primeiro imperador da China unificada, Qin Shi Huang, considerava que o livro tinha um valor incalculável, no final do Período dos Reinos Combatentes. O livro foi introduzido no Japão por volta do ano de 760, e rapidamente se tornou bastante popular entre os seus generais. O livro contribuiu, também, para a unificação do Japão. O domínio do livro era reconhecido e apreciado entre os samurai, e os seus ensinamentos eram transmitidos e exemplificados por daimyo e shogun, como Oda Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi, e Tokugawa Ieyasu. O Almirante de Armada Tōgō Heihachirō, que liderou as forças japonesas na vitória contra a Rússia na Guerra Russo-Japonesa, era um ávido leitor desta obra. O líder comunista Mao Tsé-Tung afirmou que parte da sua vitória sobre Chiang Kai-shek e o Kuomintang em 1949 se deveu A Arte da Guerra. O livro influenciou bastante os textos de Mao sobre a guerra de guerrilha que, mais tarde, influenciaram as revoltas comunistas por todo o mundo.

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Fontes consultadas

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