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Rio Douro

O rio Douro é um rio que nasce nos picos da serra de Urbión, na província espanhola de Sória, a 2;160 m de altitude, e atravessa o norte de Portugal até a sua foz junto às cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. É o terceiro rio mais extenso da Península Ibérica. Tem 897 km de comprimento, 572 km em território espanhol, 213 km navegáveis em território português e 112 km de caráter internacional, pois o seu curso faz de fronteira. Este último troço, em que o seu leito se estreita e se aprofunda, é conhecido como as arribas. As suas margens foram protegidas com a criação dos parques naturais do Douro Internacional em Portugal e das Arribas do Douro em Espanha.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Etimologia

As versões populares para a origem do seu nome são muitas. A mais provável aponta para o antigo celta dur ou dubr ("água", "rio"). Outra diz que nas encostas escarpadas um rio banhava margens secas e inóspitas. Nele rolavam, noutros tempos, brilhantes pedrinhas que se descobriu serem de ouro. Daí o nome dado a este rio: Douro (de + ouro). Já outra versão diz que o nome do rio deriva do latim duris, ou seja, 'duro', atestando a dureza dos seus contornos tortuosos, e das paisagens que atravessa, nomeadamente as altas escarpas das Arribas do Douro, no trecho Internacional do rio, entre Miranda do Douro e Barca d’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo). A derivação por via popular do seu nome sugere romanticamente uma ligação a "Rio de Ouro (D'ouro)", mas tal não tem qualquer aderência histórica. A forma escrita em em árabe: Duwiro, em castelhano Duero.

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Características

A bacia hidrográfica do Douro tem 97 603 km² de área, 19,1% (18 643 km²) em território português, o que corresponde a cerca de 19,1% da área total. A sua altitude média é 700 m. No início do seu curso é um rio largo e pouco caudaloso. De Samora à sua foz, corre entre fraguedos em canais profundos. O forte declive do rio, as curvas apertadas, as rochas salientes, os caudais violentos, as múltiplas irregularidades, os rápidos e os inúmeros "saltos" ou "pontos" tornavam este rio indomável. Aproveitando o elevado desnível, sobretudo na zona do Douro Internacional, onde o desnível médio é de 3 m/km, a partir de 1961, foi levado a cabo o aproveitamento hidroeléctrico do Douro. Com a construção das barragens, criaram-se grandes albufeiras de águas tranquilas, que vieram incentivar a navegação turística e recreativa, assim como a pesca desportiva. Excluindo-se os períodos de grandes cheias, pode dizer-se que o rio ficou domado definitivamente. No troço nacional do Douro, a instalação de eclusas em paralelo com as barragens hidroeléctricas permitiu a criação de um canal de navegação fluvio-marítimo.

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Turismo fluvial

A Via Navegável do Douro foi inaugurada em toda a sua extensão em 1990. São 210 km desde Barca d’Alva até ao Porto. Em 2014 passaram pela via navegável 600 000 passageiros. Os cruzeiros na mesma albufeira representam 64% da totalidade de passageiros, movimentando cerca de 400 000 pessoas em 2014. Trata-se de viagens com duração variável, de meia ou uma hora, e que se concentram principalmente nas zonas do Porto-Gaia, e depois também, em menor escala, em Entre-os-Rios, Régua, Pinhão, Foz do Sabor e Pocinho. O barco hotel alcançou 55 000 passageiros nos 13 barcos a operar. Os cruzeiros de um dia ultrapassaram os 160 000 passageiros. Estes barcos navegam principalmente nos trajectos Porto–Régua–Porto, Régua–Pinhão–Régua e Régua–Barca d’Alva–Régua.

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Fontes consultadas

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