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Propaganda

Propaganda é um modo específico sistemático de persuadir visando influenciar com fins ideológicos, políticos as emoções, atitudes, opiniões ou ações do público alvo. Seu uso primário advém de contexto político, referindo-se geralmente aos esforços de persuasão patrocinados por governos e partidos políticos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Etimologia

O termo "propaganda" tem a sua origem no gerúndio do verbo latim propagare, equivalente ao português propagar, significando o ato de difundir algo, originalmente referindo-se à prática agrícola de plantio usada para propagar plantas como a vinha. O uso da palavra "propaganda" no sentido actual é uma cunhagem inglesa do século XVIII, nascida da abreviação de Congregatio de Propaganda Fide de cardeais estabelecida em 1633 pelo Papa Urbano VIII para supervisionar a propagação da fé cristã nas missões estrangeiras. Originalmente o termo não era pejorativo, e o seu sentido político actual remonta à I Guerra Mundial.

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Confusão no uso do termo "propaganda" no Brasil

O Conselho Executivo de Normas Padrão (CENP), um dos órgãos que regula a atividade publicitária no Brasil, considera publicidade como sinônimo de propaganda. Esta confusão entre os termos propaganda e publicidade no Brasil ocorre por um problema de tradução dos originais de outros idiomas, especificamente os da língua inglesa. As traduções dentro da área de negócios, administração e marketing utilizam propaganda para o termo em inglês advertising e publicidade para o termo em inglês publicity. As traduções dentro da área de comunicação social utilizam propaganda para o termo em inglês publicity e publicidade para o termo em inglês advertising. No caso do CENP, a distinção entre os vocábulos é irrelevante, pois a entidade cuida tão-somente das relações comerciais entre anunciantes, agências e veículos. Assim definido o âmbito de sua atuação, torna-se óbvio que ela trata da propaganda comercial e emprega a locução como sinônimo de publicidade ("advertising").

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Propaganda política

Imagem: joeventures · BY-NC-SA · Openverse

Em política, tem o objetivo de divulgar um candidato, legenda ou coligação. Neste caso, mesmo que a mensagem traga informação verdadeira, é possível que esta seja partidária, não apresentando um quadro completo e balanceado do objeto em questão. Seu uso primário advém de contexto político, referindo-se geralmente aos esforços patrocinados por governos e partidos políticos. Uma manipulação semelhante de informações é bem conhecida, a publicidade, mas normalmente não é chamada de propaganda, ao menos no sentido mencionado acima.

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História da propaganda

A propaganda é uma atividade humana tão antiga quanto os registros de que algo acontece ou aconteceu. A inscrição de Beistum (c. 515 a.C.), detalhando a ascensão de Dario I ao trono persa, é vista pela maioria dos historiadores como um dos primeiros exemplos de propaganda. O Artaxastra escrito por Chanakya (c. 350−283 a.C.), um professor de ciência política na Universidade de Taxasila e um primeiro-ministro da Império Máuria na Índia antiga, discute propaganda em detalhes, tais como a forma de divulgá-la e como aplicá-la na guerra. O seu aluno Chandragupta Máuria (c. 340−293 a.C.), fundador do Império Máuria, empregou esses métodos durante sua ascensão ao poder. Os escritos de romanos como Lívio são considerados obras-primas da propaganda estatal pró-Roma. O termo em si, origina-se da Sagrada Congregação Católica Romana para a Propagação da Fé (sacra congregatio christiano nomini propaganda ou, simplificando, propaganda fide), o departamento da administração pontifícia encarregado da expansão do catolicismo e da direção dos negócios eclesiásticos em países não católicos (territórios missionários). A raiz latina propagand_ remete ao sentido de "aquilo que precisa ser espalhado".

Alemanha nazista

A maioria da propaganda na Alemanha Nazista foi produzida pelo Ministério da Conscientização Pública e Propaganda ("Promi" na abreviação alemã). Joseph Goebbels foi encarregado desse ministério logo após a tomada do poder por Hitler em 1933. Todos os jornalistas, escritores e artistas foram convocados para registrarem-se em uma das câmaras subordinadas ao ministério: imprensa, artes, música, teatro, cinema, literatura ou rádio. Os nazistas acreditavam na propaganda como uma ferramenta vital para o atingimento de seus objetivos. Adolf Hitler, o Führer da Alemanha, ficou impressionado com o poder da propaganda Aliada durante a Primeira Guerra Mundial e acreditava ter ela sido a causa principal do colapso moral e das revoltas na frente alemã e na Marinha em 1918. Hitler se encontrava diariamente com Goebbels para discutir as notícias e transmitir-lhe suas opiniões sobre os assuntos; Goebbels, então, reunia-se com os executivos do ministério e passava a linha oficial do Partido sobre os eventos mundiais. Radialistas e jornalistas precisavam de aprovação prévia antes de seus trabalhos serem divulgados. Mais, Adolf Hitler e alguns outros altos oficiais nazistas como Reinhard Heydrich não tinham dilemas morais em espalhar propaganda que eles mesmos sabiam ser falsa e deliberadamente difundiam informações falsas como parte da doutrina conhecida como a Grande Mentira.

Propaganda na Guerra Fria

Tanto os Estados Unidos como a União Soviética, utilizaram amplamente a propaganda durante a Guerra Fria. Os dois lados usaram filmes, programas de televisão e de rádio para influenciar seus próprios cidadãos, o outro e as nações do Terceiro Mundo. A Agência de Informação dos Estados Unidos operava a Voz da América como uma estação oficial do governo. A Radio Free Europe e a Rádio Liberty, em parte apoiadas pela Central Intelligence Agency (CIA), emitiam propaganda cinza nas notícias e nos programas de entretenimento na Europa Ocidental e União Soviética respetivamente. A estação oficial do governo soviético, a Rádio de Moscou, difundia propaganda branca, enquanto a Rádio Paz e Liberdade emitia propaganda cinza. Os dois lados também faziam propaganda negra, em especial na época de crises. Em 1983, a KGB pôs em prática a Operação INFEKTION, que acusou os estadounidenses de serem os criadores do vírus da AIDS. O dissidente Yuri Bezmenov, revelou para o ocidente os métodos de contrainformação empregados pela KGB e pela RIA Novosti para incitar a subversão em vários países (ver: Medidas ativas e Propaganda comunista).

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Propaganda enganosa

Imagem: Roman Harak · BY-SA · Openverse

Entende-se por "propaganda enganosa" aquela que induz o consumidor a um erro, ao mostrar características e vantagens que um determinado produto não tem. É importante distinguir a propaganda enganosa abusiva. Esta é mais grave porque tem a função de induzir o consumidor a um comportamento prejudicial, geralmente incitando à violência, explorando o medo, entre outros.

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Técnicas de geração de propaganda

Imagem: Zombie Inc. Wholesale Zombies for Over 25 years · BY-NC-SA · Openverse

Há várias técnicas que são utilizadas para criar mensagens que sejam persuasivas, sejam verdadeiras ou falsas. Muitas dessas técnicas podem ser baseadas em falácias, já que os publicitários usam argumentos que, embora às vezes sejam convincentes, não são necessariamente válidos. Há vários pesquisadores envolvidos na clarificação de como as mensagens de propaganda são transmitidas, mas é claro que estratégias de disseminação da informação só se tornam estratégias de propaganda quando associadas a mensagens que modificam comportamentos, ideias ou sentimentos. Grosso modo, pode-se afirmar que a propaganda se refere à "mensagem" a ser veiculada ("conteúdo"), enquanto a publicidade se refere aos "meios" (o "como") essa mensagem será veiculada nos diferentes meios. Identificar a mensagem da propaganda é um pré-requisito para estudar os métodos utilizados para divulgação desta mensagem. Abaixo, algumas das técnicas de propaganda (ou de "geração de posturas"):

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Métodos para transmitir mensagens publicitárias

Imagem: Roman Harak · BY-SA · Openverse

Métodos usuais para transmitir mensagens de propaganda incluem noticiários, comunicações oficiais, revistas, comerciais, livros, folhetos, filmes de propaganda, rádio, televisão e pôsteres, que relacionem o produto/serviço oferecido às suas características e benefícios. No caso da divulgação de uma ideia ou conceito, o meio utilizado deve corresponder ao público-alvo da campanha e acompanhado da linha de pensamento do seu criador, a fim de instigar, no público, o interesse e a aderência à ideia ou conceito. Com o advento da Internet comercial (deste fins de 1995 no Brasil - veja: história da Internet no Brasil), um novo espaço ganhou forma nas mídias on-line. Inicialmente na forma de banners, depois com sites, hotsites e recentemente com diversos recursos de mídias sociais, novos métodos têm obtido grande sucesso na transmissão de mensagens publicitárias.

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