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Dólar dos Estados Unidos

O dólar dos Estados Unidos, também conhecido como dólar americano, é a moeda oficial dos Estados Unidos e utilizada no mundo inteiro, tanto em reservas internacionais, como em livre circulação em alguns países. Atualmente, sua expedição é controlada pela Reserva Federal dos Estados Unidos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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Características

Abreviações

O código ISO 4217 para o dólar dos Estados Unidos é USD (que significa United States Dollar), e o Fundo Monetário Internacional refere-se ao mesmo como US$, abreviação que também é muito comum fora dos EUA para designá-lo. Usa-se também o símbolo $, normalmente escrito antes do valor numérico, para o dólar dos EUA, assim como para muitas outras moedas. O sinal foi o resultado de uma evolução, no fim do século XVIII, da sigla "ps", do peso. O p e s, passaram a ser escritos um sobre o outro, dando origem ao $. Outra explicação popular é que ele vem das Colunas de Hércules no brasão espanhol da moeda espanhola cunhadas no Novo Mundo na Cidade do México, Potosí e Lima. Estas colunas de Hércules nas moedas espanholas de prata assumiram a forma de duas barras verticais (||) com uma faixa de pano balançando na forma de um "S".

Subdivisões

O dólar dos Estados Unidos é dividido em 100 cêntimos ou então em 10 dimes, mas este último é usado hoje em dia somente para designar a moeda de 10 cents. Moedas e notas de um dólar existem simultaneamente, embora notas sejam encontradas mais facilmente. Denominações menores que um dólar são emitidas em moedas, enquanto as que o superam são emitidas em notas da Reserva Federal (Federal Reserve).

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História

A Lei da moeda de 1792 (também conhecida como Lei da Casa da Moeda; oficialmente: Um ato que estabelece uma casa da moeda, e regulamenta as Moedas dos Estados Unidos), aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos em 2 de abril de 1792, criou o dólar dos Estados Unidos como a unidade padrão de dinheiro do país, estabeleceu a Casa da Moeda dos Estados Unidos e regulamentou a cunhagem dos Estados Unidos. Esta lei estabeleceu o dólar de prata como a unidade de dinheiro nos Estados Unidos, declarou-o como uma proposta legal, e criou um sistema decimal para a moeda americana.

Após a 2ª Guerra Mundial

Até 1944, quando ocorreu a Conferência de Bretton Woods, era difícil determinar o valor do dólar em comparação ao de outras unidades monetárias, sendo a dificuldade ainda maior com os fortes abalos causados pela Segunda Guerra Mundial. Geralmente as cotações se baseavam nas reservas em ouro dos países, por ser o ouro um parâmetro universal. Àquela altura, os EUA já eram a maior potência mundial, por isso tentou-se estabelecer um padrão em que o grama de ouro teria um valor fixo em dólares. O sistema durou até o início da década de 1970, quando o dólar já estava seriamente desvalorizado em relação ao valor acordado originalmente. Em 1971, o dólar deixou de ser diretamente conversível em ouro e, graças aos avanços tecnológicos que permitem negociações rápidas e em grandes volumes, surgiu o câmbio flutuante englobando vários pares de moedas. Foi assim que nasceu o Forex.

Circulação fora dos Estados Unidos

Em 1995, mais de 380 bilhões de dólares dos Estados Unidos estavam em circulação, dois terços disso fora dos EUA. Em abril de 2004, aproximadamente 700 bilhões estavam em circulação, com uma estimativa de metade de dois terços dele fora dos EUA. No dia 31 de dezembro de 2022 o montante de dólares em circulação avizinha os 2,30 trilhões segundo a Reserva Federal. Os Estados Unidos são um dos vários países que usam a moeda dólar. Vários países usam o dólar dos Estados Unidos como sua moeda oficial, e muitos outros permitem que seja usado de facto.

Dolarização no Brasil

Nas décadas de 1980 e 1990, economistas de escolas clássicas e neoliberais viam, com grande simpatia, a dolarização da economia brasileira como forma de combater a inércia inflacionária vivida pela economia brasileira. Adotando o dólar como lastro para a moeda nacional, o Brasil poderia, em tese, ver-se livre das pressões inflacionárias relativas ao câmbio e estabilizar sua moeda através da austeridade fiscal. Já economistas de tradição estruturalista, keynesianos e desenvolvimentistas receavam a adoção desta solução, temendo que o resultado fosse semelhante à experiência argentina, que sofreu com a incapacidade de pagamento e falta de reservas, resultando em grave crise econômica e no abandono forçado da paridade cambial.

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Notas fora de circulação

Notas acima de US$ 100 eram produzidas antigamente, porém a produção parou em 1946 e foram retiradas de circulação em 1969. Estas notas eram usadas em transações entre bancos ou pelo crime organizado; foi o uso ilícito que fez com que o presidente Richard Nixon mandasse uma ordem executiva em 1969 proibindo seu uso. Com o advento das transações eletrônicas, as notas tornaram-se desnecessárias. As notas com valores acima de US$ 100 eram as de US$ 500, US$ 1 000, US$ 5 000, US$ 10 000 e US$ 100 000. Recentemente foram lançadas novas notas de US$ 10 a US$ 100, com projeto gráfico diferido, entanto, as antigas continuam valendo, devendo ser retiradas de circulação conforme forem se desgastando.

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Fontes consultadas

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