Jared Fogle
Jared Scott Fogle é um ex-porta-voz americano da cadeia de fast-food Subway. Fogle apareceu em campanhas publicitárias do Subway entre 2000 e 2015, tornando-se posteriormente alvo de uma investigação do FBI que o levou a ser condenado por turismo sexual infantil e posse de pornografia infantil.
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Fogle nasceu em Indianápolis, Indiana, a 23 de agosto de 1977, filho de Norman e Adrienne Fogle. Em 1995, Fogle completou o ensino secundário no North Central High School, em Indianápolis. Em 2000, completou o ensino superior na Indiana University Bloomington. Posteriormente, trabalhou brevemente no departamento de gestão de receitas da American Trans Air.
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Campanha da Subway
Fogle recebeu pela primeira vez atenção mediática em abril de 1999, graças a um artigo publicado no jornal universitário Indiana Daily Student, escrito por um dos seus ex-colegas de dormitório, sobre Fogle perder 111 kg através de exercício e uma dieta de sanduíches Subway. Posteriormente, Fogle foi destaque num artigo da revista Men's Health, "Dietas Estúpidas... que Funcionam!". De acordo com o artigo, Fogle era anteriormente obeso - chegando a pesar 193 kg – devido a falta de exercício e consumo de junk food. Ao começar a comer no Subway, Fogle alterou os seus hábitos alimentares, substituindo um consumo diário de 10.000 calorias por uma pequena sanduíche de peru, uma grande sanduíche vegetariana, algumas batatas fritas assadas e um refrigerante dietético, equivalentes a cerca de 2.000 calorias. Uma franquia da Subway em Chicago transmitiu a história de Fogle à agência de publicidade da empresa.
Jared Foundation
Em 2004, Fogle criou a Jared Foundation, uma organização sem fins lucrativos focada em combater a obesidade infantil através de programas educacionais e fornecimento de meios a pais, escolas e organizações comunitárias. Em 29 de abril de 2015, Russell Taylor, diretor da Jared Foundation, foi detido na sua casa em Indianápolis e acusado de exploração infantil, posse de pornografia infantil e voyeurismo. Fogle rompeu imediatamente todos os laços com ele. A 6 de maio, Russell tentou-se suicidar na prisão do condado de Marion e foi colocado em suporte de vida. A 1 de setembro, Taylor declarou-se culpado das acusações e, a 10 de dezembro, foi condenado a 27 anos de prisão.
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Investigação e Detenção por Pornografia Infantil
Em 2007, Fogle chamou a atenção de agências policiais estaduais e federais após Rochelle Herman-Walrond, jornalista e apresentadora de rádio de Sarasota, Flórida, comunicar ao Departamento Policial de Sarasota que Jared tinha feito comentários obscenos sobre garotas do ensino médio, num evento de saúde em que se tinham conhecido, numa escola secundária local. A jornalista gravou os comentários e guardou mensagens de texto enviadas por Fogle, entregando-as ao FBI, onde os agentes pediram que começasse a gravar as suas conversas com ele. Durante os 4 anos seguintes, Herman-Walrond travou amizade com Fogle, gravando secretamente os seus diálogos como parte de uma investigação federal em curso. Nas gravações, Fogle comenta várias vezes ter feito sexo com meninas menores de idade e pede a Rochelle que instale uma webcam no quarto dos seus filhos para que ele pudesse observá-los. No entanto, as gravações não foram suficientes para o FBI abrir um processo contra Fogle, devido à necessidade de mais provas substanciais contra o porta-voz.
Acordo Judicial
A 19 de agosto de 2015, os procuradores federais anunciaram ter chegado a um acordo com Fogle, segundo o qual ele se declararia culpado das acusações de posse e distribuição de pornografia infantil e prática de turismo sexual infantil - tendo viajado de Indiana para Nova Iorque, onde pagou para praticar atos sexuais com uma jovem de 17 anos. Os procuradores alegaram que Fogle oferecia a prostitutas adultas uma recompensa para encontrarem parceiras sexuais mais jovens. De acordo com documentos divulgados pelos procuradores federais, Fogle aceitou também pagar um total de 1,4 milhões de dólares em indmenizações - 100.000$ a cada vítima. Se fosse a julgamento, Fogle enfrentaria até 50 anos de prisão; no entanto, como parte do acordo judicial, os procuradores concordaram em não pedir mais de 12 anos e meio de pena. Em troca, Fogle concordou com uma sentença mínima de 5 anos. Como condição do acordo, Fogle só poderia contactar ou comunicar com menores, com supervisão e mediante aprovação do seu agente de condicional. Visitas supervisionadas com os seus próprios filhos só seriam permitidos com aprovação da mãe, a sua futura ex-esposa, Katie McLaughlin. Fogle tinha efetuado um pedido para visitar as duas crianças em setembro, mas McLaughlin recusou-o. Após ser libertado da prisão, Fogle será obrigado a registar-se como criminoso sexual para o resto da vida e submeter-se a tratamento para distúrbios sexuais.
Prisão
Os advogados de Fogle recomendaram que ele cumprisse a sua sentença no Instituto Penitenciário Federal de Englewood (FCI Inglewood) perto de Littleton, Colorado, que tem um programa para criminosos sexuais. A juíza Pratt concordou com as recomendações, mas não possuía autoridade para determinar onde Fogle cumpriria a pena. A 21 de novembro de 2015, Fogle foi transportado até ao Centro de Detenção do Condado de Henderson, Kentucky, onde esteve mantido temporariamente. Cerca de 1 mês depois, a 15 de dezembro, Fogle foi colocado sob custódia do Federal Bureau of Prisons, sendo transferido para o Federal Transfer Center em Oklahoma City. Três dias depois, foi transferido para o FCI Englewood. A sua data de libertação mais próxima possível é 24 de março de 2029.
Processos Judiciais
Os pais de uma das vítimas de Fogle abriram um processo contra Jared por dano pessoal e sofrimento emocional. Fogle argumentou que os pais são também responsáveis pelos danos pois brigavam e abusavam do álcool em frente à filha. A 24 de outubro de 2016, os advogados de Kathleen McLaughlin, ex-mulher de Fogle, processaram a Subway no estado de Indiana, alegando que a empresa violou a privacidade e direitos de propriedade de McLaughlin, causando-lhe danos pessoais ao encobrir pelo menos três casos de comportamento ilegal de Fogle denunciados à administração, incluindo uma alegação de que o vice-presidente de marketing da cadeia "abafou", em 2004, uma denúncia de comportamento indevido de Fogle com uma jovem num evento promocional da Subway em Las Vegas. O processo foi arquivado em outubro de 2017, com o juiz a determinar que o tribunal não tinha jurisdição sobre o caso pois os centros de operações comerciais da Subway envoldidos se localizavam fora de Indiana.
Possibilidade de Acusações Futuras
Fogle enfrentou potenciais acusações estaduais em Nova Iorque, relacionadas com as Vítimas 13 e 14, possivelmente violação de menor e/ou tráfico sexual. O acordo federal de Fogle não invalida acusações estaduais, pelo que não se incorreria em dupla incriminação caso o estado de Nova Iorque optado por acusar Fogle. No entanto, o ex-procurador nova-iorquino Matthew R. Smalls admitiu que tal era improvável, pois seria necessário montar uma nova investigação o que seria pouco sensato e cruel para as Vítimas 13 e 14, que teriam de novamente reviver as experiências e testemunhar perante um grande júri.
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Em novembro de 2009, Fogle ficou noivo de Kathleen McLaughlin, uma professora. Em janeiro de 2010, a People relatou que Jared tinha recuperado 18 kg, que pretendia perder novamente através da sua dieta Subway antes do casamento. Fogle e McLaughlin casaram-se em agosto de 2010 e tiveram dois filhos: um rapaz (nascido em 2011) e uma rapariga (nascida em 2013). Em 2013, Fogle possuía um património líquido de 15 milhões de dólares. Em 19 de agosto de 2015, após Jared ser acusado de fazer sexo com menores e posse de pornografia infantil, a sua esposa anunciou através do seu advogado que tinha pedido o divórcio, acrescentando que estava focada "exclusivamente no bem-estar dos meus filhos". O divórcio foi finalizado a 16 de novembro de 2015; Fogle aceitou pagar 7 milhões de dólares à sua ex-esposa. Segundo os registos do tribunal, McLaughlin viajou para fora do estado antes de Fogle se declarar como culpado, optando por permanecer num local não revelado para se proteger a si mesma e aos seus filhos do "circo mediático" que se gerou em torno dos crimes do seu ex-marido.


