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Mercado financeiro

Em economia e finanças, mercado financeiro é como se denomina todo o universo que envolve as operações de compra e venda de ativos financeiros, tais como valores mobiliários, mercadorias e câmbio. É todo o ambiente em que ocorrem as operações de investimentos financeiros. Existem mercados gerais, onde muitos produtos são comercializados, e mercados especializados, onde apenas um tipo de mercadoria é negociada.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Subdivisões

O mercado financeiro pode ser dividido em quatro grandes mercados:

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Sociologia do mercado financeiro

Imagem: Antimidia · BY-NC-SA · Openverse

A Sociologia ainda tem poucas produções sobre o que forma os mercados financeiros, uma vez que eles são uma instituição em constante mudança que há pouco tempo tem reflexos palpáveis na organização social e instituições tradicionais. Nesse sentido, os esforços de autoras como Karen Ho e Annelise Riles retratam bem quem faz os grandes centros financeiros, desde os responsáveis pelo setor de trading (compra e venda de ativos) até quem trabalha no back-office (setor operacional, que vai desde advogados que formulam contratos até operadores de mesas de câmbio). No que tange à questão do trabalho nessas instituições, tanto as antropólogas como o economista Costas Lapavitsas, em um livro publicado em 2016, “Profiting Without Producing: how finance exploits us all”, notam que, à revelia do crescimento do valor e da influência das instituições financeiras no desenvolvimento da economia mundial, isso não se refletiu na contratação de mais trabalhadores. Esta constatação leva a duas conclusões: a primeira é de que grande parte do trabalho dentro dos mercados financeiros é automatizado e baseado no desenvolvimento constante de novas tecnologias que tornem as transações cada vez mais rápidas e que favoreçam o autoatendimento de seus clientes – inserindo, dessa forma, uma parcela maior da população no sistema bancário e financeiro – e a segunda aparece quando a lente é colocada sobre quem trabalha dentro dessas instituições, onde há uma cultura já consolidada de competição interna e de altos níveis de exploração, sem garantia de contrapartida financeira para esses trabalhadores. Quando, no entanto, a lente é colocada sobre a “elite” dos mercados, nota-se que, assim como nos ambientes nacionais, existe em curso o surgimento de uma nova “elite internacional”, formada nas mesmas instituições, com as mesmas origens e cultura, que reproduz a separação entre quem comanda o processo e quem opera para que o mercado consiga funcionar.

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Importância do direito

Imagem: Governo do Estado de São Paulo · BY · Openverse

O Direito desempenhou um papel fundamental durante o adensamento do processo de financeirização mundial. Costas Lapavitsas, em seu livro: “Profiting Without Producing – How Finance Exploits Us All” retrata, em determinada parte da obra, como ocorreu essa evolução financeira, destacando a importância da regulação como parte do desenvolvimento. A seguir será exposta, com base no trabalho do Lapavitsas, a arquitetura jurídica da financeirização. Logo após a Segunda Guerra Mundial, havia a visão baseada no keynesianismo e estimulada pelo fantasma da crise de 1930, de que as finanças precisavam ser controladas de forma a estabilizar o sistema de acumulação capitalista. O controle era feito tanto no interior dos Estados, quanto de forma externa, no sistema internacional. No âmbito interno, o grande destaque e marco jurídico do período foi a introdução do Glass Steagall Act em 1933 nos Estados Unidos, pelo qual eram limitadas as associações dos bancos, separando os de investimento dos comerciais, assim como a emissão de títulos. Já no meio externo, a evidência é principalmente do acordo de Bretton Woods de 1944, o qual garantia a relevância do dólar como moeda do sistema financeiro internacional, sendo que poderia ser convertido para seu valor em ouro.

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Financeirização

Imagem: Governo do Estado de São Paulo · BY · Openverse

O processo que ficou conhecido como financeirização é uma fase do desenvolvimento do sistema capitalista caracterizado pelo aumento da liberdade e fluidez dos fluxos de capital entre os países e pelo surgimento de novos atores e de uma nova dinâmica de funcionamento dentro dos mercados financeiros, como o surgimento de diversos ativos e produtos financeiros e seus derivados, previamente dominados por grandes corporações e bancos comerciais, com forte influência estatal e regulamentação dentro dos espaços nacionais. Ao final da 2ª Guerra Mundial, as principais economias mundiais se encontraram e redigiram um acordo que pautaria as regras da economia mundial a partir daquele momento, o que ficou conhecido como o Acordo de Bretton Woods, em 1946, que instaurou a política conhecida como “Estado de Bem-Estar Social”, tendo como inspiração teórica a Macroeconomia de John Maynard Keynes, lançada pouco tempo antes e que previa a necessidade de intervenção estatal tanto para recuperação quanto para o desenvolvimento das economias, partindo da análise de agregados macroeconômicos (PIB, renda, despesas, investimento e poupança) e de índices como inflação e desemprego.

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Financeirização no Brasil

Imagem: Governo do Estado de São Paulo · BY · Openverse

Roberto Grün em seu trabalho: “Decifra-me ou Te Devoro! As Finanças e a Sociedade Brasileira” defende a tese de que o Brasil passou por uma construção de dominação cultural financeira, na qual não somente permeia os meios econômicos mas, também a cultura, uma espécie de visão de mundo que procura explicar e resolver os problemas do Brasil por meio de seu olhar “imbatível”, da lógica financeira. A construção dessa dominação começa por volta de 1970 em que os pontos centrais eram as grandes empresas nacionais, juntamente com os projetos desenvolvimentistas e com o “milagre econômico”. Entretanto, com o advento do governo Collor essa perspectiva começa a mudar, passando da centralidade da grande empresa, para o foco no indivíduo, sendo tal processo aprofundado durante o governo FHC, com as privatizações das empresas estatais e os limites impostos aos mercados sendo vistos como algo negativo e contrário ao progresso.

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Fontes consultadas

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