Análise técnica
Análise Técnica é uma ferramenta utilizada tanto por especuladores profissionais, como por amadores para análise do movimento de preço de alguns ativos financeiros, com base na oferta e procura destes ativos financeiros com o objetivo de lucrar através da identificação dos melhores pontos possíveis de entrada e saída em negociações de compra ou venda dos mesmos. Segundo a Teoria de Dow, os preços dos ativos refletem a reação do mercado em relação a qualquer evento, estando todas as informações relevantes disponíveis sobre um determinado ativo já contidas em seu preço.
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No final dos anos 1600, surgiu a primeira Bolsa de arroz do Japão, chamada DRE – Dojima Rice Exchange (sigla do nome em inglês) para poder dar liquidez ao mercado e uniformidade aos preços do arroz, base da alimentação dos japoneses. A análise técnica surgiu no século XVIII com Munehisa Homma(1724-1803) em Sakata no Japão após ele herdar os negócios de sua família com a morte de seu pai na bolsa de arroz de Dojima. Nas análises de investimentos, ele pesquisava as formas de negociação do arroz, os comportamentos dos preços, a liquidez que o mercado de investimentos apresentava na época e as condições climáticas para projetar possíveis níveis de oferta e a demanda de arroz. Inspirado pela iluminação das salas japonesas, que utilizavam candelabros com velas, Homma criou aquilo que hoje nós conhecemos como candlestick (“candelabro” em inglês). Utilizou-se então da imagem das velas e seus pavios para representar graficamente a dinâmica dos preços durante os dias de negociação desenhando velas brancas (alta) e de velas negras (baixa) para colocar todas essas informações no papel e conseguir investir na bolsa e passava as recomendações entre o caminho de Sakata e Osaka fazendo com que homens ficassem posicionados no topo de construções e levantassem bandeiras que sinalizavam recomendações de compra e venda de arroz.
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Fita (Tape Reading)
Uma das mais populares formas de análise técnica do passado foi, até meados da década de 1960, a leitura de fita, que consistia em ler informações (como tamanho, velocidade, fluxo e condições das ordens de negociação, seus lances para compra e venda etc) que chegavam às corretoras de valores, casas e/ou escritórios de especuladores mais ativos, numa fita de máquina (uma tecnologia semelhante ao telex, cuja fita de papel era perfurada, enquanto a fita à qual nos referimos era geralmente impressa). Tal sistema chegou a cair em desuso pela maioria com o advento nos anos '60 dos painéis eletrônicos (neste caso, horizontais) que, das informações consideradas essenciais pela maioria dos antigos leitores de fita (preço e volume), mostravam apenas o preço. Com o advento dos Home Brokers e popularização da negociação eletrônica, o termo passou a designar técnicas de negociação intraday, baseadas nas ordens de compra e venda, que aparecem nos "livros de ofertas" das plataformas de negociação online.
Quadro de Cotações
Outra forma de análise técnica muito usada no passado, era a via interpretação dos dados constantes no Quadro de Cotações, a chamada "pedra", assim denominada por se constituir numa gigantesca lousa (antes de também serem substituídas por painéis eletrônicos de idêntico tamanho), localizada nos salões de negociação das Bolsas de Valores, aonde eram atualizados a giz os dados considerados essenciais para análise dos movimentos de preços dos principais ativos financeiros listados em Bolsa; com as atualizações referentes a alguns destes dados sendo transmitidas aos ambientes fora das Bolsas via a já citada fita, telefone, telex e posteriormente fax.
Análise gráfica
Se hoje os gráficos são uma ferramenta disponibilizada a todos os participantes do mercado, sem custo adicional, no site de qualquer corretora de valores com dados em tempo real, e para os não participantes em muitos sites com dados com atraso entre 15 e 20 minutos; na era pré-computadores pessoais e pré-internet, as formas gráficas de análise técnica mais usadas, quando não as únicas, eram o ponto & figura e o gráfico de linha simples, devido à simplicidade e praticidade destes no dia a dia em comparação com as de Barras ou os de Velas. Uma vez que, a confecção física de gráficos (utilizando-se de lápis, caneta, régua, papel quadriculado e borracha), com os cálculos relacionados a eles, demandava tempo e mão de obra especializada para a realização de análises gráficas de barras e velas, principalmente se nelas estivessem inclusos indicadores técnicos. Que, por este motivo eram impraticáveis para o uso em negociações de curto prazo, pois trabalhosa de fazer mesmo para os indivíduos que as conheciam por haverem-na estudado, e portanto quando disponibilizadas pelas corretoras, o era apenas aos clientes de maior porte e que pagavam em separado por estas análises então diferenciadas.
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Os mercados financeiros são incertos por natureza devido a serem movidos constantemente por inúmeros participantes que se utilizam de variadas e contraditórias estratégias e táticas em tempos distintos. Sendo assim, a utilização de qualquer modalidade de análise nos mercados financeiros, é passível de viés, e o principal deles se dá pela aversão dos participantes do mercado a três fatores: a incerteza, as perdas e a erro. Esse viés acaba induzindo os participantes tanto a confundir análise de probabilidades com "previsão de certeza" (termo que por si já é uma contradição), como também a não seguirem os sinais de indicação da análise técnica (inclusive quando estes são claros) para abortar, abrir ou encerrar uma negociação. Outra controvérsia da análise técnica se dá em sua aplicação fora de contexto. Afinal, a análise técnica, em especial a gráfica pode ser uma heurística eficiente se aplicada sobre ativos financeiros direcionais como ações e índices futuros (especialmente no médio e longo prazo, se aliada a uma boa gestão de risco); porém em relação a ativos não-direcionais, como opções, ativos de baixa liquidez e moedas, além de ineficaz, ela é contraproducente.


