Mecanização
A mecanização é o uso de ferramentas e sistemas mecânicos para reduzir o trabalho físico dos seres humanos, mas também pode-se referir ao uso delas para auxiliar a realização de uma operação humana.
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É difícil apontar o início da mecanização na história da humanidade. Sabe-se que data provavelmente do período Neolítico, o início do desenvolvimento de algumas ferramentas rudimentares, o arado e a tração animal, nas primeiras aldeias humanas, como apontam algumas pinturas rupestres encontradas por arqueólogos. As rodas d'água datam do antigo Império Romano, e eram usadas para moer grãos e levantar água para irrigação. Por volta do século XIII, rodas d'água moviam serrarias, bem como a força hidráulica era empregada para puxar tecidos e linho, e mais tarde trapos de algodão para fazer tecidos. Martelos de viagem são mostrados triturando minério em De re Metallica (1555). Contudo, a maior partes dos autores considera que a mecanização teve, de fato, seu início durante a Revolução industrial, no período entre 1760 a algum momento entre 1820 e 1840, em que o homem passou a deixar de utilizar métodos de produção artesanais e começou a se importar com métodos de produção por máquinas. A máquina na fábrica fez com que o rendimento do trabalho fosse ampliado. As produções globais começaram a se materializar. Assim, com o desenvolvimento da engenharia mecânica, processos históricos e de radical mudança começaram a ser observados em âmbitos sociais e econômicos.
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No âmbito militar, a mecanização foi a adoção de veículos blindados de combate pelos exércitos no século XX, gerando novas forças como a cavalaria mecanizada. Juntamente com a motorização, ou seja, a adoção de veículos de transporte como os caminhões, ela substituiu a tração animal no deslocamento e logística. A mecanização pode também significar a importância relativa dos blindados sobre os soldados num exército.
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Até o século XVIII, a agricultura utilizava ferramentas rudimentares, fabricadas de forma artesanal em madeira e ferro. O uso de maquinário especializado para a semeadura e para a colheita permitiu a ampliação da produção agrícola e pecuária, derrubando as conclusões da teoria demográfica malthusiana, de que o aumento da população poderia levar a uma fome generalizada, pois, com a mecanização do campo foi possível aumentar significativamente a produção de alimentos. A mecanização do campo foi alicerce para a consolidação do agronegócio, sendo o sustentáculo da produção agroindustrial.


