Comunicação de massa
Comunicação de massa é entendida como a disseminação de informações por meio de jornais, revistas, livros, rádio, televisão, cinema e Internet, os quais formam um sistema denominado mídia. A comunicação de massa tem a característica de chegar a uma grande quantidade de receptores ao mesmo tempo, partindo de um único emissor. As sociedades receptoras geralmente são urbanas e complexas e passam por processos múltiplos e dinâmicos em que há um grande poder da mídia sobre seus habitantes.
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De um lado, há os adeptos da vertente econômica e filosófica da comunicação que afirmam que a comunicação em massa cresce diretamente relacionada ao desenvolvimento tecnológico. Do outro, existem os defensores de uma filosofia da comunicação mais humana. É basicamente na divisão entre essas duas filosofias que se situa o debate sobre a comunicação de massa. A comunicação tem ocorrido ao longo de toda a existência humana, começando pelos símbolos, linguagem, escrita, entre outros. Na perspectiva tecnológica, com o aparecimento da imprensa de massa, o ritmo de comunicação tornou-se mais intenso. Posteriormente, o surgimento do telégrafo - embora não fosse propriamente um meio de comunicação de massa - possibilitou uma acumulação tecnológica que levaria aos veículos de massa eletrônicos. Embora os jornais existissem há muitos anos, foi a introdução do cinema e da rádio que introduziu o estudo académico da mídia como uma forma de comunicação.
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A comunicação de massa e mídia de massa não são sinônimos. As mídias de massa são as tecnologias organizadas que tornam possível a comunicação de massa. Os mesmos mídias que transportam mensagens públicas para grandes públicos, para fins públicos, podem também transportar notícias pessoais, mensagens advogando causas, apelos de caridade, anúncios de emprego ou de casas vagas e muitos outros tipos de informação e de cultura. Nessa convergência entre tecnologia e comunicação de massa torna-se um ponto relevante, porquanto as fronteiras entre público e privado e as redes de grande escala e individuais estão cada vez mais indefinidas. A mídia de massa era composta de oito indústrias tradicionais: livros, jornais, revistas (mídia impressa), gravações (indústria fonográfica), radiodifusão, filmes, televisão e internet (mídia eletrônica). Recentes avanços tecnológicos e mudanças sociais, no entanto, desafiam as definições tradicionais de comunicação de massa.
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Os sistemas de comunicação novos e antigos atuam paralelamente; um não se distingue do outro. Por exemplo, da mesma forma que existem sistemas socioeconômicos (como a agricultura e a indústria), há também os sistemas de comunicação. Em alguns povoados, por exemplo, a comunicação é primordialmente oral e pessoal, como tem sido durante muitos anos. Paulatinamente, a nova alternativa começa a atingir os povoados, livre de pressa. Existe certo tipo de carência de pessoas especializadas; de papel de imprensa com o qual se possa aumentar a cobertura jornalística e também de papel utilizado na edição de livros e revistas mais acessíveis aos recém alfabetizados. Há também ausência de receptores radiofônicos e transmissões radiofônicas, produção cinematográfica, por meio dos quais a informação possa vencer a barreira do analfabetismo e propiciar a vida moderna aos povoados. Na realidade, os problemas financeiros dificultaram a extensão da comunicação moderna para além das cidades. Os pequenos jornais vivenciam esse obstáculo sofrendo grandes dificuldades financeiras. Os recursos para a disposição da comunicação moderna (telecomunicações, eletrificação, transporte, serviços postais etc.) são insuficientes. Inclusive, não há nenhum plano nem mecanismo para a integração e o balanço do seu desenvolvimento em comunicação: balanço do crescimento de determinado veículo em comparação com outros; integração com os canais dos veículos de massa com os canais interpessoais de tomada de decisões, ensino e governo local; incorporação dos “novos meios educacionais” na educação, etc..
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Os meios de comunicação de massa mais comuns são: a televisão, o rádio, as revista, a Internet, os livros e cinema. Todos eles têm como principais funções informar, educar e entreter de diferentes formas, com conteúdos selecionados e desenvolvidos para seus determinados públicos. No entanto, percebe-se que as pessoas passam a maior parte do tempo ocupando-se com esses meios de comunicação, pois estes, de certa forma, proporcionam o prazer humano referente a seu lazer, entretenimento, aprendizado, ensino, entre outros, e, a partir desses, disseminam as informações que consideram relevantes e que despertam interesses no público (ouvinte, leitor, telespectador ou internauta). Os meios de comunicação de massa podem ser usados tanto para fornecer informações úteis e importantes para a população (como defende Dominique Wolton), como para aliená-la, determinar um modo de pensar, induzir certos comportamentos e aquisição de certos produtos, por exemplo (ver: Manipulação da mídia). Cabe aos órgãos responsáveis fiscalizar que tipo de informação está sendo veiculada por esses meios, como ao receptor das informações ser crítico para selecionar e internalizar as informações que considerar úteis para si, denunciando os abusos aos órgãos competentes (ver: Alfabetização midiática).
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É necessário reconhecer que a comunicação de massa, como descrita, não é o único meio de comunicação em toda a sociedade, porque as novas tecnologias também constituem uma rede alternativa potencial de comunicação. A comunicação de massa, entendida de forma tradicional, ainda continua inabalável, mas está sendo complementada pelas novas mídias (especialmente a internet e a tecnologia móvel) e novos tipos de conteúdos e fluxos realizados ao mesmo tempo. Elas diferem principalmente por serem mais extensivas, menos estruturadas e frequentemente interativas assim como privadas e individualizadas. Todavia, a nova tecnologia tende a confundir as linhas entre a comunicação interpessoal tradicional e a comunicação de massa. Indivíduos com habilidades básica de informática podem publicar sua própria revista. Nesse sentido, a audiência está sendo menos heterogênea e menos anônima. Além disso, com os canais da Internet projetados para exibir conteúdo exclusivo, o público pode ser relativamente pequeno. No entanto, surgem algumas questões respeito do conceito tradicional de comunicação de massa. Por exemplo, a questão de se o telefone celular deve ser incluído na definição de comunicação de massa, pois usualmente é usado para comunicação pessoal. Porém, os dispositivos móveis atuais possuem acesso a internet e conexões a sítios web, que são usualmente incluídos na definição de comunicação de massa.
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Existem alguns temas que são recorrentes nas discussões da origem social, significado e efeito da comunicação, seja no nível pessoal ou social. Esses são alguns temas principais elencados pelo teórico da comunicação, Denis McQuail:
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A cultura pode ser vista mais amplamente, não apenas associado com arte, mas como as formas pelas quais as pessoas vivem e se representam em tempos históricos específicos. Essa ideia de cultura engloba moda, esportes, arquitetura, educação, religião e ciência, bem como meios de comunicação de massa. Nos modos de comunicação de uma sociedade, a cultura poder ser percebida como: a criação e uso de sistemas de símbolos que transmitem informações e significados. Os meios de comunicação de massa ajudam a disseminar os valores compartilhados de uma sociedade, de forma que existe uma ligação entre indivíduos e cultura. Os meios de comunicação de massa são as indústrias culturais - os canais de comunicação - que produzem e distribuem músicas, romances, programas de TV, jornais, filmes, videogames, serviços de Internet e outros produtos culturais para um grande número de pessoas. Portanto, não se pode separar a comunicação de massa da chamada indústria cultural, pois ambas são dependentes uma da outra justamente pelo fato de existirem diversos meios de comunicação capazes de atingir um grande número de indivíduos por meio de uma mensagem. Essa indústria é consequência de uma sociedade industrializada, muitas vezes alienada, que aceita ideias sem um julgamento, entrando diretamente na “veia” dos indivíduos, sem nenhuma barreira, tornando, assim, uma sociedade de consumo global e sem restrições.


