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Marinha Imperial Japonesa

A Marinha Imperial Japonesa foi a marinha do Império do Japão de 1869 até 1947, quando foi dissolvida após o Japão ter renunciado constitucionalmente ao uso da força como meio para resolver litígios internacionais. Por volta de 1920, era a terceira maior marinha do mundo, atrás somente da Marinha Real Britânica e da Marinha dos Estados Unidos. Recebia o apoio do Serviço Aéreo da Marinha Imperial Japonesa, para ataques aéreos conduzidos a partir de sua frota. Foi a principal adversária dos Aliados na Guerra do Pacífico.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Origens

A marinha como meio de transporte e abastecimento

O Japão tem por trás uma longa história de relações navais com o continente asiático, que se iniciam com os primeiros transportes de tropas entre Coreia e Japão, no início do período Kofun, no século III. Um episódio marcante das relações entre o Japão e a Coreia foi a batalha de Baekgang de 663, no período Yamato, durante a qual o reino coreano de Silla, aliado da dinastia chinesa Tang, derrotou de forma pesada o outro reino de Baekje e os seus aliados japoneses, pondo fim à influência nipónica na Coreia até ao século XVI. A marinha foi vista pela casta militar nipónica como um meio de transporte ou de combate individual em busca de glória, em vez de um instrumento de poder e controlo do mar; não foram desenvolvidas estratégias ou táticas de combate, ao contrário da guerra terrestre, considerada o único meio possível de travar uma guerra ofensiva ou defensiva. A derrota de Baekgang, que custou à marinha japonesa 400 navios dos cerca de 1 000 mobilizados, foi causada sobretudo pelo fogo posto pelos arqueiros coreanos e pelas táticas de combate em grupo, com manobras de cerco e formações cerradas contra os navios japoneses frequentemente isolados.

O isolacionismo

A partir de 1640, o governo japonês adotou uma política de isolacionismo (Sakoku), proibindo contactos com ocidentais, erradicando o cristianismo e punindo com a morte a construção de navios oceânicos. Em 1639, o xogunato proibiu a entrada de navios portugueses e encarregou os senhores costeiros da vigilância, especialmente em Kyūshū. Foram criados postos costeiros urabansho e tōmibansho em 1639 e 1640. Em 1640, uma missão portuguesa enviada para reabrir o comércio foi severamente reprimida, com cerca de sessenta executados. Em 1647, dois galeões portugueses foram cercados por cerca de 1 000 navios japoneses e obrigados a recuar. O xogunato demonstrou capacidade de controlo costeiro através de uma marinha de defesa. Essa capacidade declinou rapidamente e, em 1808, durante as Guerras Napoleónicas, o HMS Phaeton entrou na baía de Nagasaki sob falsa bandeira neerlandesa e obrigou ao fornecimento de abastecimentos sem oposição efetiva.

A tentativa de construir uma força naval de alto-mar

Após a abertura do Japão, o governo Tokugawa iniciou a adoção de tecnologias navais ocidentais. Foram criadas infraestruturas em Nagasaki, Tsukiji (Edo) e Kōbe para treino naval. Em 1855, com apoio neerlandês, o Japão adquiriu o navio a vapor Kankō Maru, usado como navio-escola. Em 1857 entrou em serviço o Kanrin Maru, o primeiro navio japonês a vapor com hélice. Em 1865, o engenheiro francês Léonce Verny construiu estaleiros em Yokosuka e Nagasaki, bem como siderurgias em Yokohama. O treino de tripulações continuou dependente de instrutores estrangeiros. Entre 1867 e 1868, uma missão naval britânica contribuiu para a formação da marinha imperial. Foram enviados estudantes para escolas navais ocidentais, incluindo futuros almirantes como Tōgō Heihachirō e Isoroku Yamamoto. Em 1867, o xogunato adquiriu o navio couraçado Kotetsu, construído em França para a marinha dos Estados Confederados, posteriormente adquirido pelos Estados Unidos.

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Legado

Forças de Autodefesa

Após a rendição do Japão e subsequente ocupação pelos Aliados no final da Segunda Guerra Mundial, a Marinha Imperial Japonesa, juntamente com o resto das forças armadas japonesas, foi dissolvida em 1945. Na nova constituição do Japão, elaborada em 1947, o Artigo 9 especifica que "O povo japonês renuncia para sempre à guerra como um direito soberano da nação e à ameaça ou uso da força como meio de resolver disputas internacionais". A visão predominante no Japão é que este artigo permite que as forças militares sejam mantidas para fins de autodefesa. Em 1952, a Força de Segurança de Segurança foi formada dentro da Agência de Segurança Marítima, incorporando a frota de varredura de minas e outras embarcações militares, principalmente destróieres, fornecidas pelos Estados Unidos. Em 1954, a Força de Segurança foi separada e a Força de Autodefesa Marítima do Japão foi formalmente criada como o ramo naval da Força de Autodefesa Japonesa, após a aprovação da Lei das Forças de Autodefesa de 1954. A atual marinha do Japão está sob a égide das Forças de Autodefesa do Japão como Força de Autodefesa Marítima do Japão.

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