Márcio Moreira Alves
Márcio Emanuel Moreira Alves OMM foi um acadêmico, advogado, cientista político e jornalista brasileiro, ex-membro do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Pela Guanabara, foi deputado federal até ter seu mandato cassado.
Era filho do ex-prefeito da cidade fluminense de Petrópolis Márcio Honorato Moreira Alves. Sua família era proprietária do Hotel Ambassador, no Rio de Janeiro, onde funcionou o Juca's Bar, ponto de encontro de intelectuais e políticos na década de 1960. Começou sua carreira no jornalismo aos dezessete anos, como repórter no jornal Correio da Manhã, e foi premiado com o Prêmio Esso de Jornalismo pela sua matéria a respeito da crise política de Alagoas em 1957. Entre 1958 e 1963, cursou a Faculdade de Direito da Universidade do Estado da Guanabara (atual UERJ). Foi assessor do ministro das Relações Exteriores entre 1961 e 1962, San Tiago Dantas.
Ativismo político
Membro da oposição ao governo do presidente João Goulart, apoiou o Golpe Militar de 1964. Porém, passou a se opor ao regime militar instituído pelo golpe depois da edição do Ato Institucional Número Um (AI-1) e passou a comandar uma forte campanha denunciando a prática de torturas contra presos políticos no Brasil. Marcito, como era conhecido, participou em 1965 de uma manifestação promovida por intelectuais e estudantes no Rio de Janeiro em frente ao Hotel Glória, onde se reunia o Conselho da Organização dos Estados Americanos. Esta organização internacional, à época, vinha servindo praticamente para facilitar o controle das ditaduras militares na América Latina pelos Estados Unidos. Neste dia, estaria presente para a abertura da reunião o marechal Humberto Castelo Branco, presidente imposto pelo golpe militar. Houve a manifestação e o DOPS, o órgão de repressão política, prendeu várias personalidades. Márcio Moreira Alves não havia sido preso, mas logo correu atrás da viatura da polícia e exigiu seguir junto de seus companheiros de protesto e ideias.[carece de fontes?]
Vida após o exílio
Com o fim do sistema bipartidário, Márcio filiou-se ao PMDB, sucessor do antigo MDB, e concorreu a uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro em novembro de 1982, ficando como suplente. Entre 1982 e 1986, foi assessor de Luís Carlos Bresser Pereira, durante o período em que Bresser era presidente do Banco do Estado de São Paulo e no período em que Bresser era secretário de governo de São Paulo. Em 1987, foi subsecretário de relações internacionais do estado do Rio de Janeiro, durante o governo de Wellington Moreira Franco. Se aposentou da vida pública em 1990, quando se desligou do PMDB e passou a se dedicar ao jornalismo. Em 1994, foi admitido pelo presidente Itamar Franco à Ordem do Mérito Militar no grau de Oficial especial. Foi comentarista da Rede Manchete e colunista no jornal O Globo até 2008, quando se afastou das funções por problemas de saúde, devido a um acidente vascular cerebral que havia sofrido em outubro de 2008.
Morte
Márcio Moreira Alves morreu em 3 de abril de 2009, aos 72 anos, depois de 5 meses em que estava internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, vítima de falência múltipla dos órgãos e de uma insuficiência renal e respiratória. Deixou a mulher, a francesa Marie Breux Moreira Alves, e três filhos. Seu corpo foi cremado no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju, na cidade do Rio de Janeiro.


