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Malta

Malta, oficialmente República de Malta ), é um país insular localizado no Sul da Europa, cujo território ocupa as Ilhas Maltesas, um arquipélago situado no Mar Mediterrâneo, 93 km ao sul da ilha da Sicília (Itália) e 288 km a nordeste da Tunísia (África), 1 826 km a leste de Gibraltar e 1 510 km a oeste de Alexandria.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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Etimologia

A origem do termo "Malta" é incerta, e a variação moderna deriva do próprio maltês. A razão etimológica mais comum deriva da palavra grega μέλι (meli). Os gregos chamavam-lhe ilha Μελίτη (Melitē), que significa "mel doce", possivelmente devido à produção exclusiva de mel em Malta, por uma espécie endémica de abelha que vive na ilha, dando-lhe o apelido popular de "terra de mel". Os romanos passaram a chamar à ilha Melita. Outra etimologia é que a palavra venha do fenício Maleth, que significa "paraíso", em referência a muitas baías enseadas em Malta.

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História

Malta está habitada desde cerca de 5 200 a.C., durante o Neolítico (Ġgantija, Mnajdra). Os primeiros achados arqueológicos datam aproximadamente de 3 800 a.C.. Existiu nas ilhas uma civilização pré-histórica significativa antes da chegada dos fenícios, que batizaram a ilha principal de Malat, o que significa refúgio seguro. Os agricultores neolíticos viveram sobretudo em cavernas e produziram uma cerâmica similar à encontrada na Sicília. Entre 2 400 e 2 000 a.C., desenvolveu-se um elaborado culto aos mortos, possivelmente influenciado pelas culturas das ilhas Cíclades e de Micenas (idade do bronze). Essa cultura foi destruída por uma invasão, provavelmente vinda do sul da Itália. Por volta do ano 1 000 a.C., as ilhas eram uma colônia fenícia. Em 736 a.C., foram ocupadas pelos gregos e posteriormente passaram a ser domínio dos cartagineses (400 a.C.) e depois dos romanos (218 a.C.), quando receberam o nome Melita. Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, no ano 60 da era cristã, São Paulo naufragou e chegou à costa maltesa, onde promoveu a conversão de seus habitantes. A partir desta data, os malteses aderiram ao Cristianismo e permanecem-lhe fiéis até hoje.

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Geografia

Malta é um arquipélago (Ilhas Maltesas) no mar Mediterrâneo central (na sua bacia oriental), 93 km a sul da ilha italiana da Sicília, da qual se separa pelo Canal de Malta. Apenas as três maiores ilhas (Malta, Gozo e Comino) são habitadas. As ilhas menores são desabitadas. As ilhas do arquipélago foram formadas de pontos altos de uma ponte terrestre entre a Sicília e que se tornou isolada quando o nível do mar subiu após a última era glacial. O arquipélago situa-se na borda da Placa da África, onde se reúne a Placa Euroasiática. Inúmeras baías ao longo da costa maltesa oferecem bons portos. A paisagem é constituída por baixas colinas com campos. O ponto mais alto em Malta é o Ta'Dmejrek, com 253 m de altitude (830 pés), perto de Dingli. Embora existam alguns rios pequenos de elevada pluviosidade, não há rios permanentes ou lagos no país. No entanto, alguns cursos de água têm água doce durante o ano inteiro, como Baħrija, l-Imtaħleb e San Martin e no vale do Lunzjata em Gozo.

O arquipélago maltês

As ilhas menores que fazem parte do arquipélago são desabitadas e incluem:

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Demografia

A população de Malta está estimada em 419 285 habitantes (estimativa de 2008) onde 94% de seus habitantes residem nas áreas urbanas. Etnicamente, 95% são naturais de Malta e os restantes são ingleses ou descendentes de italianos, além de alguns espanhóis. Malta é um dos países com maior densidade populacional do mundo, e o maior dentre os países da União Europeia, com cerca de 1 265 hab./km2 Os malteses são, em sua maioria, católicos. A influência da Igreja Católica é forte. É um dos vários países no mundo que não permitem o aborto. São Jorge Preca, presbítero maltês, foi o fundador da Sociedade da Doutrina Cristã, para o apostolado catequético, beatificado em 9 de maio de 2001, por João Paulo II (papa daquela época) e canonizado por Bento XVI na Praça de São Pedro.

Línguas

A língua maltesa (maltês: malti) é uma dos dois idiomas constitucionais de Malta, tendo-se tornado oficial, no entanto, apenas em 1934, e sendo considerada a língua nacional. Anteriormente, o siciliano era a língua oficial e cultural de Malta no século XII e o dialeto toscano do italiano no século XVI. Juntamente com o maltês, o inglês também é uma língua oficial do país e, portanto, as leis do país são promulgadas em maltês e em inglês. No entanto, o artigo 74 da Constituição afirma que "... se houver qualquer conflito entre os textos maltês e inglês de qualquer lei, o texto maltês prevalecerá." O maltês é uma língua semítica descendente do dialeto árabe-siciliano (árabe-siculo do sul da Itália), hoje extinto, que se desenvolveu durante o emirado da Sicília. O alfabeto maltês consiste em 30 letras baseadas no alfabeto latino, incluindo as letras diacriticamente alteradas ż, ċ e ġ, bem como as letras għ, ħ e ie.

Religião

Malta tem um longo legado cristão. De acordo com os Atos dos Apóstolos, São Paulo naufragou e chegou à costa maltesa, onde promoveu a conversão de seus habitantes. O catolicismo continua a ser a religião oficial, como também a dominante no país. Malta é conhecida por seu patrimônio mundial, mais proeminente dos templos megalíticos muito antigos. Malta é o país mais religioso da Europa. De acordo com pesquisa de 2010, do Eurobarometer, 94% da população de Malta acredita na existência de algum deus. 4% dos malteses acreditam na existência de algum tipo de espírito ou força vital, ao passo que 2% não acreditam que exista qualquer tipo de espírito, deus, ou força vital.

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Governo e política

O sistema unicameral está representado em uma Câmara de Representantes, conhecido como Kamra tar-Rappreżentanti em maltês, eleita por um sufrágio universal mediante voto direto a cada cinco anos, a menos que a câmara seja dissolvida pelo presidente em consulta com o primeiro-ministro. A câmara possui 65 representantes. A câmara de representantes elege o presidente do país a cada cinco anos. Os principais partidos políticos são o Partido Nacionalista de Malta e o Partido Trabalhista de Malta, este último social-democrata. Há um "partido verde" (Alternattiva Demokratika) e um de extrema direita (Imperium Europa), que praticamente não existe. Quando um partido obtém a maioria absoluta de cadeiras, mas não de membros, pode-se obter o que lhe falta a uma maioria parlamentar.

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Subdivisões

Malta está subdividida desde 1993 em 68 concelhos locais ou localidades. Esta é a forma mais básica de divisão administrativa, não existindo níveis intermédios entre o nível nacional e os concelhos locais. A seguinte lista está dividida por ilha:

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Economia

Malta produz apenas 20% das reservas alimentares que consome, tem recursos de água potável limitados e nenhuma fonte de energia doméstica. É uma economia de dependência externa e de importações, sendo que a manufatura eletrônica e têxtil, além do turismo são as suas principais fontes de rendimento. A economia maltesa é baseada na indústria, no comércio e nos serviços financeiros que melhoram significativamente a economia do país. Malta tem grandes recursos tecnológicos. Assim, por estar localizada entre África e Europa, possui comércio de alto nível, com joalherias, bancos e restaurantes. As principais indústrias de Malta são a alimentícia, a eletrônica, a naval, a calçadista, a têxtil e a pesqueira, além de haver serviços financeiros na capital e nas principais cidades. A moeda oficial era a Lira maltesa, até dezembro de 2007. O euro foi adotado como moeda oficial do país em 1 de janeiro de 2008. Estima-se que o Euro fará com que a economia maltesa cresça 12% ao ano, superando as taxas de crescimento da China, Coreia do Sul e Índia, além disso, o governo tenta liberar a exploração e o refino do petróleo. Devido ao seu limitado tamanho (316 km²) o país não tem espaço suficiente para a agricultura, sendo obrigado a importar vários produtos agrícolas.

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Infraestrutura

Educação

A taxa de alfabetização em Malta é de 99,5%. O ensino primário é obrigatório desde 1946 e o ensino secundário até a idade de dezesseis anos foi tornado obrigatório em 1971. O Estado e a Igreja fornecem gratuitamente educação. Entre as escolas públicas principais em Malta encontram-se o College De La Salle, em Cospicua; St. Colégio Aloysius em Birkirkara; Colégio Missionário de São Paulo em Rabat, Escola São José, em Blata l-Bajda e Escola Santa Mônica em Mosta. A partir de 2006, as escolas públicas são organizadas em redes conhecidas como Faculdades e incorporam pré-escolas, escolas primárias e secundárias. Há escolas privadas em funcionamento em Malta, destacando-se O San Andrea College e San Anton College no vale de L-Imselliet. A partir de 2008, existem duas escolas internacionais, Verdala Escola Internacional e IQS Malta. O Estado paga uma parte do salário dos professores em escolas da Igreja.

Saúde

Malta tem uma longa história de prestação de cuidados de saúde com financiamento público. O primeiro hospital registado no país já estava a funcionar em 1372. Hoje, Malta tem tanto um sistema de saúde público, conhecido como o serviço governamental de saúde, e um sistema de saúde privado. Malta tem uma forte base de cuidados médicos primários, e os hospitais públicos prestam cuidados secundários e terciários. O Ministério de Saúde maltês aconselha os residentes estrangeiros a fazer um seguro médico privado. Malta também possui organizações voluntárias, como o Alpha Medical, Fire & Rescue, St. John Ambulance e a Cruz Vermelha de Malta, que prestam serviços de primeiros socorros e enfermagem durante eventos que envolvem multidões. A Universidade de Malta tem uma escola de medicina e uma Faculdade de Ciências da Saúde.

Ciência e tecnologia

O Conselho de Ciência e Tecnologia de Malta (MCST) é o órgão civil responsável pelo desenvolvimento da ciência e tecnologia a nível educacional e social. A maioria dos estudantes de ciências em Malta se formam na Universidade de Malta ou são assistidos pela Science Student's Society, University Engineering Students Association e University of Malta ICT Students. Malta ficou em 27º lugar no Índice de Inovação Global em 2019, 2020 e 2021. Para fins de exploração espacial, Malta assinou um acordo de cooperação com a Agência Espacial Europeia (ESA) visando uma cooperação mais intensiva em projetos desta instituição.

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Cultura

A cultura maltesa reflete as influências variadas das diversas culturas que a dominaram até 1964, particularmente de Itália e do Reino Unido. Os costumes, lendas e folclores malteses são estudadas e categorizadas lentamente, como qualquer outra tradição europeia. Na catedral de São João, construída em 1577, pode-se apreciar a tela A Decapitação de São João, de Caravaggio, que viveu alguns meses na ilha, mas foi expulso sob acusação de homicídio. Na sede do Governo, localizado no antigo Palácio do Grão-Mestre do Armoria, podem-se apreciar mais de 5 000 quadros da Ordem Soberana e Militar de Malta. Em Valeta, a capital do país, localiza-se o Museu de Belas Artes, o Museu de Arqueologia, o Forte de Santo Elmo e Museu da Inquisição. O Museu Marítimo e o Museu do Grande Sítio de 1565 revelam o passado turbulento das pequenas ilhas. O Museu Nacional da Guerra e do Refúgio, da Segunda Guerra Mundial apresenta as informações presentes em conflitos mais recentes.

Literatura

Calcula-se que a literatura maltesa tenha quase dois séculos de idade. Por um longo período, a literatura maltesa referiu-se à tradição literária, atingindo o seu apogeu com os trabalhos do sacerdote Dun Karm Psaila, um artista com um grande domínio de sua arte, que mais tarde foi declarado um poeta nacional. Escritores como Ruzar Briffa e Karmenu Vassallo trataram, durante o século XX, a buscar novas alternativas para a rigidez temática e formal da versificação, mas apenas até os anos 60 a literatura maltesa sofreu sua transformação mais radical em todos os gêneros. A ansiedade, crise identitária, protestos, rebeliões e o engajamento social marcaram o período literário e dramático. Alguns poetas pendentes do século passado foram Mario Azzopardi, Victor Fenech, Oliver Friggieri, Joe Friggieri, Carlos Flores, Maria Ganado, Lillian Sciberras e Akill Mizzi.

Atividades académicas

No campo acadêmico sobressaem os professores Peter Serracino Inglott, e Charles Briffa, da Universidade de Malta. o mesmo com o poeta Oliver Friggieri, que introduziu a perspectiva histórica e psicossocial e implicações filosóficas de um poder opressivo. Por sua parte, o professor e escritor Edward de Bono é conhecido por cunhar o termo pensamento lateral. As atividades culturais maltesas vão desde a aprendizagem mais pura do aramaico antigo até as classes de física mundialmente reconhecidas pelo professor Sr. Suarez.

Gastronomia

A cozinha maltesa apresenta fortes influências da cozinha italiana, especialmente a siciliana, bem como influências das cozinhas inglesa, espanhola, magrebina e provençal. Uma série de variações regionais, especialmente no que diz respeito a Gozo, podem ser notadas, bem como variações sazonais associadas à disponibilidade sazonal de produtos e festas cristãs (como a Quaresma, a Páscoa e o Natal). A comida tem sido historicamente importante no desenvolvimento de uma identidade nacional, em particular a fenkata (ou seja, comer coelho cozido ou frito). Batatas também são um alimento básico da dieta maltesa. A fusão de sabores deu à cozinha de Malta um sabor distinto dentro da cozinha mediterrânea. Embora tenha muitos pratos originais, alguns pratos tipicamente malteses são o biz-fiir zejt, gbejniet, pastizzi e Ross il-Forn.

Desporto

Na década de 1990, o desporto em Malta renasceu graças à construção de várias instalações atléticas, incluindo um estádio nacional e uma arena multiuso em Ta' Qali, assim como uma pista adequada para a prática de tiro com arco, rugby e beisebol. Em competições internacionais, quando Malta não participa, os locais costumam torcer para equipas britânicas e italianas. Em 1993 e 2003, Malta organizou os Jogos dos Pequenos Estados da Europa. Em 2023, Malta sediou a fase final do Campeonato da Europa Sub-19 da UEFA, entre 3 e 16 de julho.

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Fontes consultadas

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