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Lusitano Ginásio Clube

O Lusitano Ginásio Clube MHIH • OMC, também conhecido como Lusitano de Évora, é um clube multidesportivo português, sediado na cidade de Évora, no Alentejo. A sua equipa de futebol competiu catorze temporadas na primeira divisão portuguesa entre 1952 e 1966, sendo um dos estandartes com mais presenças no principal escalão. É ainda o décimo quarto clube com mais participações consecutivas e o clube do Alentejo que mais temporadas esteve no escalão máximo português. Venceu o Campeonato Nacional da II Divisão em 1951/52 e mais recentemente o Campeonato de Portugal em 2024/25.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/11/2026
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História

Assim em setembro de 2019 o Lusitano Ginásio Clube separou-se da SAD e inscreveu-se na segunda divisão distrital. Com a esmagadora maioria dos jogadores campeões e com uma recém eleita direção liderada por Pedro Caldeira, disputou a 2ª Divisão (Liga AFE) da Associação de Futebol de Évora, tendo conquistado no final dessa época a subida à Liga Elite. Na época 2020-21 o Lusitano classificou-se em 2º lugar na Liga Elite, uma vez que o campeonato foi suspenso devido à pandemia de Covid-19. Já a equipa do Lusitano Ginásio Clube, SAD, foi despromovida do Campeonato de Portugal para essa mesma Liga Elite. Não tendo condições desportivas nem jurídicas para se inscrever na competição distrital, a referida SAD entrou em insolvência em 2022. Após a desilusão da época 2020/21, em que o clube se viu impedido de disputar a subida de divisão devido à suspensão do campeonato por decisão da AF Évora em virtude da pandemia de Covid-19, o Lusitano apresentou-se para a temporada 2021/22 com sede de vitória, tendo muito cedo conquistado trunfos decisivos no Campo Estrela e fora de portas, com destaque para um vitória em Vendas Novas face ao Estrela FC logo na 1.ª jornada. No dia 15 de maio de 2022, no Campo 25 de abril em Santiago do Escoural frente ao Estrela local, o Lusitano conquistou o seu 15.º título da AF Évora, prova que liderou em praticamente todas as jornadas, mas com uma perseguição sem tréguas do Atlético de Reguengos que se classificou em segundo lugar apenas um ponto atrás do campeão. O clube regressou assim aos campeonatos nacionais, doze anos depois, para competir no Campeonato de Portugal de 2022/23. Vitor Martelo (neto do antigo guarda redes Manuel Martelo) apontou 40 golos nesta época em todas as competições. No final da temporada o Lusitano conquistou ainda pela sexta vez a taça da AF Évora, (quinta desde que se chama Taça Dinis Vital). Venceu ainda a Taça dos Campeões relativa à época 2021/22, equivalente à Supertaça da AF Évora. Foi a primeira e até hoje a única vez que um clube do distrito de Évora venceu as três competições da A.F.E.

Fundação

Em 1911, em Évora, um grupo de moços, dos oito aos quinze anos encontrava-se no adro da Igreja da Graça para jogarem futebol e começaram a visar a ideia de formarem um "grupo" de futebol. Foi aprazada uma reunião para o dia 11 de Novembro de 1911, na Rua das Fontes n.º 3, em casa do Professor Dâmaso Simões, onde estavam hospedados três irmãos do Redondo, Domingos Coelho Morais "o Besnica", Venâncio Coelho Morais, Rogério Coelho Morais, que faziam parte do grupo e aos quais se juntaram o "keeper" Adriano Peres Sales, os irmãos José Conde Ribeiro e João Conde Ribeiro, José Simões Silva, Manuel Fernandes, Manuel Marçal, Manuel Morais e Augusto Melo. Nessa reunião resolveram fundar o "Luzitano Foot-ball Club".

Primeiras Vitórias

Em 1917/18 ganha o seu primeiro Campeonato da Cidade de Évora, ainda organizado pela Liga Eborense de Foot-Ball. No dia 4 de setembro de 1925, na Esplanada do Eden Teatro, em Assembleia Geral, foi resolvido alterar o nome, com a substituição da palavra "Futebol" pela de "Ginásio", ficando a partir dessa data com a designação atual, Lusitano Ginásio Clube sob o lema "Fazer Forte Fraca Gente". Antes de existirem competições nacionais, as provas futebolísticas eram essencialmente locais, disputadas entre equipas da mesma cidade ou da mesma região. O Lusitano desde muito cedo mostrou que tinha nascido para lutar por vitórias. Em 1921, a Federação Eborense dos Sports começou a organizar o campeonato local tendo-se o Lusitano proclamado campeão de Évora bisando em 1921/22, 1922/23. A partir de 1926 é criada a Associação de Futebol de Évora, como associação de âmbito distrital, devidamente filiada na FPF e nos moldes que hoje a conhecemos e foi a partir daí que o Campeonato Distrital de Évora deixa de ser oficioso. O Lusitano vence as três primeiras edições, 1926/27, 1927/28, 1928/29). Após o reconhecimento do Campeonato Regional de Évora por essa altura, as equipas de Évora puderam começar a disputar qualificações para o Campeonato de Portugal competição disputada desde 1922 e que apurava o campeão nacional.

Anos de glória

No início da década de 50 do século XX, o Lusitano começou a pôr os olhos em voos mais altos e atacar uma subida à primeira divisão. A primeira tentativa quase bem sucedida dá-se em 1950/51 com o treinador italo-argentino Anselmo Pisa ao comando da equipa e reforços como Duarte e Teixeira da Silva do Belenenses (autor do primeiro golo que o Real Madrid sofreu no Estádio Santiago Bernabéu aquando do respetivo jogo de inauguração). O Lusitano venceu a sua Zona e ultrapassou igualmente a II Fase, mas não conseguiu impor-se na Fase Final. No ano seguinte chegam ao clube reforços como os argentinos Valle e Vicente Di Paola, ex-jogadores da AS Roma, o guineense Flora, Pepe, Domingo (ex-Oviedo e Atlético de Madrid) e sobretudo Dinis Vital que se tornaria uma das maiores estrelas do Lusitano.

A era de Otto Bumbel

Em Julho de 1956 foi contratado o treinador brasileiro e antigo selecionador da Honduras, Otto Bumbel, um homem que conduziria o Lusitano a algumas das suas melhores exibições de sempre e às duas melhores classificações que o clube obteria, com um quinto lugar na primeira época e um sexto na segunda. Entre essas exibições saliente-se uma goleada por 7-3 no estádio da Tapadinha, vitórias sobre o Sporting (2-1) e FC Porto (3-2) em Évora com um inesquecível hat-trick de Flora ou uma goleada ao Vitória de Setúbal por 4-1 em 1956/57. Já na época seguinte o grande destaque vai para a goleada por 4-0 aplicada ao campeão nacional Benfica por 4-0 no Campo Estrela. Veteranos como Martelo e Patalino saíram, mas entrou talento centro-americano com os internacionais hondurenhos José "La Coneja" Cardona e Justo Willfred García, além do reforço cabo-verdiano, "Du Fialho" vindo do Benfica que acrescentou uma qualidade superior nas alas tanto direita como esquerda e seria figura de proa nesta era. A defesa com Vital, Teutónio, Falé, Polido e Paixão consolidava-se e metia respeito a qualquer frente ofensiva adversária.

Lorenzo Ausina e nova meia-final da Taça

Para substituir Bumbel foi contratado o treinador valenciano Lorenzo Ausina, vindo do Barreirense, tendo chegado também com ele o defesa paraguaio Melanio Olmedo vindo do Barcelona. O consulado de Ausina ficou recordado sobretudo pela chegada à segunda meia-final da Taça de Portugal na história depois de eliminados a Oliveirense, Torriense e Marítimo, o Lusitano voltou a cair outra vez, como seis anos antes, nas meias-finais frente ao FC Porto de Bela Guttmann, recém proclamado novo campeão nacional. Em 1959 foi também obtida a primeira e única internacionalização de Dinis Vital, num particular frente à Suíça em Genebra.

O projeto falhado da SAD

No dia 14 de julho de 2016, foi criada uma Sociedade Anónima Desportiva (SAD). O clube transferiu a gestão de direitos profissionais de futebol para essa entidade recém-criada, ficando apenas com 10% da quota de gestão da SAD. O objetivo principal era trazer o Lusitano de volta aos grandes palcos, mais uma vez. No entanto, o acordo entre Lusitano Ginásio Clube e Lusitano Ginásio Clube, SAD foi "enfraquecendo" criando uma relação cada vez menos harmoniosa entre clube e a administração da SAD. Na época desportiva 2018/19 o clube assumiu os encargos com a equipa de futebol sénior e conseguiu mesmo perante todas as dificuldades financeiras vencer o campeonato distrital, conquistando a subida aos campeonatos nacionais. Na época desportiva 2019/20 a administração do Lusitano Ginásio Clube, SAD decidiu voltar a apostar no futebol do Lusitano e assumiu a equipa no Campeonato de Portugal, criando assim um litígio grave entre clube e SAD.

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Condecorações e Símbolos

Distinções

O Lusitano Ginásio Clube é Oficial da Ordem Militar de Cristo desde 5 de Outubro de 1932, bem patente no emblema do clube e integrante do mesmo desde então, Medalha de Bons Serviços Desportivos, Medalha de Mérito Desportivo, Medalha de Bons Serviços da Federação Portuguesa de Ginástica e Louvado pela Câmara Municipal de Évora. É ainda Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique, desde 28 de janeiro de 1987. No dia da cidade, a 29 de junho de 2025, o Lusitano recebeu da Câmara Municipal de Évora, a Medalha de Mérito Municipal Classe Ouro, pelo seu percurso histórico e memorável e no ano em que o clube se sagrou Campeão Nacional ao vencer o Campeonato de Portugal em seniores masculinos, garantindo dessa forma, a subida à Liga 3.

Lema

O lema do clube é "Fazer forte fraca gente".

Emblema

Em termos heráldicos o emblema do clube é constituído por um escudo em formato ogival, com chefe recortado. Tem dois campos partidos ao meio sendo que do lado esquerdo, com orla prata, ostenta as armas portuguesas e no segundo o monograma com as inicias LGC em letras estilo liberty douradas, com orla verde. Este escudo tem por cima uma coroa mural com cinco torres. A presença das armas nacionais resulta dos desígnios patrióticos fundacionais ao passo que a coroa mural representa a cidade onde o clube teve berço. A partir de 1932 o emblema do clube ostenta na sua parte inferior um laço que tem brocante a Cruz da Ordem de Cristo que foi justamente atribuída ao clube no referido ano.

Hino do Clube

O hino do clube foi composto em 1926 pelo poeta Celestino David, figura incontornável da cultura eborense.

Prémios Giraldos

Anualmente são atribuídos os prémios Giraldos. Estes prémios são o reconhecimento anual do mérito e da excelência do clube. Prémios atribuídos pelo grupo com o mesmo nome. Este troféu tem, desde 2024, um design único criado pelo sócio e empresário Henrique Prates da Limpinho Prates design e publicidade. Também esta uma empresa patrocinador do clube

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Estádios

Imagem: Lusitanist1911 · BY-SA · Openverse

Campo Estrela

O Campo Estrela foi inaugurado a 15 de Junho de 1914. É o terceiro campo de futebol mais antigo de Portugal ainda existente, apenas ultrapassado pelo Estádio do Bessa (1911) e pelo Campo da Constituição (1912), ambos no Porto. O estádio é um marco histórico de Évora e, ao contrário da crença popular, não está apenas associado ao Lusitano. A génese da sua construção está umbilicalmente ligada à eclosão do desporto na cidade e foi o primeiro local permanente dedicado à prática de desportos atléticos, como foi chamado. A iniciativa de construção partiu do Ateneu Sport Eborense, fundado a 15 de Junho de 1913 por um grupo de atletas que tinha deixado o Sport Vitória Académico e que arrendou o local, chamado de Ferragial da Estrela, durante quinze anos para construir uma instalação de futebol e atletismo (em menor medida tiro e hipismo). Ao longo dos anos, o futebol ultrapassou claramente todos os outros desportos. Em 1922 o Ateneu desistiu e o seu presidente, Emídio Crujeira de Carvalho, entregou todos os seus bens e equipamento desportivo ao Lusitano, pondo assim termo ao arrendamento. Em 1926, o local foi arrendado por outro clube, o Ginásio Club Eborense e sofreu algum abandono. Este clube também desistiu 2 anos mais tarde e o Lusitano começou a arrendar o Campo Estrela para a sua participação no Campeonato de Portugal. Saliente-se que durante praticamente toda a década de 20 vários clube de Évora como o SL Évora, Farrobense, Sporting Eborense, Académica de Évora ou Alentejo FC usaram o Campo Estrela para a disputa dos seus jogos em casa para os vários campeonatos da cidade e do distrito que eram disputados. Pode dizer-se sem grande favor que Campo Estrela foi até 1931 o grande recinto desportivo da Cidade, servindo, na prática, de Estádio Municipal.

Complexo Desportivo da Silveirinha/ Academia Lusitano Ginásio Clube

Em 2006, Luiz Felipe Scolari e a Federação Portuguesa de Futebol escolheram Évora como centro de preparação para o Mundial de Futebol de 2006 na Alemanha. No entanto, embora a cidade dispusesse já na altura de excelentes infraestruturas hoteleiras e acessibilidades para receber a Seleção Nacional, não dispunha de um centro de estágio à altura. Este deveria servir para os treinos da seleção, bem como acolher uma partida de preparação entre Portugal e Cabo Verde. Assim, foi decido construir de raiz um complexo desportivo na Herdade da Silveirinha, a poucos quilómetros de Évora. O jogo com Cabo Verde realizou-se a 26 de maio de 2006 com uma vitória de Portugal por 4-1, tendo nesse jogo os jogadores de ambas a equipa entrado em campo com crianças dos escalões de formação do Lusitano pela mão. Foi até hoje a única vez que a Seleção A portuguesa jogou no Alentejo.

Outros

Durante os trabalhos de renovação do relvado que decorreram no final dos anos 70 o Lusitano disputou alguns jogos relativos à II Divisão nacional no Estádio 1.º de Maio em Montemor o Novo. Na eliminatória da Taça de Portugal frente ao FC Porto a 13 de outubro de 2017, o Campo Estrela não foi aprovado pela FPF para acolher um jogo de alto risco, como são classificados todos os jogos dos chamados clubes grandes em Portugal. Não havendo condições para proceder aos melhoramentos exigidos em função da incerteza jurídica sobre o futuro do campo, a partida foi disputada no Estádio do Restelo em Lisboa. Na sequência do litígio entre o clube e a SAD, esta última foi proibida de aceder ao Campo Estrela, tendo a equipa da Lusitano SAD utilizado para os seus jogos na época 2020/21, no Campeonato de Portugal, o Parque Desportivo Eng. Joaquim António Moreira Carneiro, gerido pelo Sport Lisboa e Évora.

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Jogadores

Plantel Atual 2025/26

Nota: Bandeiras indicam equipe nacional, conforme definido pelas regras de elegibilidade da FIFA. Os jogadores podem ter mais de uma nacionalidade não-FIFA.

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Fontes consultadas

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