Luanda
Luanda é a capital e maior cidade de Angola. Localizada na costa norte do Oceano Atlântico, é o centro administrativo nacional e também da província homónima, além de ser o maior polo industrial, marítimo, cultural e urbano do país. De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), sua área urbana contém uma população de cerca de 9 milhões de habitantes, o que a torna a capital lusófona mais populosa do mundo, além da metrópole de língua portuguesa mais populosa fora do Brasil. Oficialmente, a Província de Luanda, que inclui municípios como Ingombota, Viana, Cacuaco, Cazenga e Belas, conta com uma população de 8,6 milhões de pessoas.
A cidade ganha o nome através da sua ilha (Ilha de Luanda), local onde os primeiros colonos portugueses se radicaram. O topónimo Luanda provém do étimo lu-ndandu. O prefixo lu, primitivamente uma das formas do plural nas línguas bantas, é comum nos nomes de zonas do litoral, de bacias de rios ou de regiões alagadas (exemplos: Luena, Lucala, Lobito) e, neste caso, refere-se à restinga rodeada pelo mar. Ndandu significa valor ou objecto de comércio e alude à exploração dos pequenos búzios colhidos na ilha de Luanda e que constituíam a moeda corrente no antigo Reino do Congo e reino do Ndongo em grande parte da costa ocidental africana, conhecidos por zimbo ou njimbo. Como os povos ambundos moldavam a pronúncia da toponímia das várias regiões ao seu modo de falar, eliminando alguns sons quando estes não alteravam o significado do vocábulo, de Lu-ndandu passou-se a Lu-andu. O vocábulo, no processo de aportuguesamento, passou a ser feminino, uma vez que se referia a uma ilha, e resultou em Luanda.
Da fundação à dominação neerlandesa
Quando os portugueses chegaram à região onde hoje se localiza a cidade de Luanda, esta era parte integrante do reino do Ndongo, tributário do reino do Congo, e era especialmente importante por ser uma zona produtora de nzimbo, uma pequena concha com valor fiduciário. Respondendo a um pedido de envio de missionários feito aos portugueses pelo rei Ndambi a Ngola do Ndongo em 1557, no dia 22 de Dezembro de 1559 zarparam de Lisboa três navios com um emissário do rei de Portugal, Paulo Dias de Novais, e dois padres jesuítas, Francisco de Gouveia e Agostinho de Lacerda. Chegados à barra do Cuanza no dia 3 de maio de 1560, a missão portuguesa foi recebida com hostilidade e desconfiança pelo novo rei do Ndongo, Ngola Kiluanje kia Ndambi, que os encarou como agentes do rei do Congo, mandando-os aprisionar. Mais tarde, com a promessa de conseguir apoio diplomático e militar português, Paulo Dias de Novais teve permissão para regressar a Portugal.
Da reconquista à abolição do tráfico de escravos
A tomada de Luanda pelos neerlandeses a 25 de agosto de 1641 teve como consequência a brusca interrupção do fornecimento de escravos ao Brasil por parte da Coroa portuguesa, passando o tráfico de escravos para as mãos neerlandesas que conseguiam assim fornecer a mão de obra necessária às suas plantações no nordeste brasileiro. A braços com uma longa guerra com a Espanha, a metrópole portuguesa era incapaz de pôr cobro à situação. Coube, pois, aos próprios governantes locais brasileiros, apoiados pela coroa portuguesa, a organização de uma expedição a Angola. Uma primeira tentativa de reconquistar Angola foi chefiada pelo governador do Rio de Janeiro Francisco de Souto-Maior à frente de uma expedição constituída por oito navios e 500 soldados, incluindo dezenas de índios. Apesar de a expedição não ter alcançado o resultado esperado o facto de terem logrado trazer para o Rio dois mil escravos deu novo alento aos donos de engenho, que se entusiasmaram com uma nova expedição.
De 1836 aos nossos dias
Enquanto apenas um quinto de suas importações eram originadas de Portugal, os outros quatro quintos eram com o Brasil. O equilíbrio na balança comercial era mantido com o intenso contrabando de escravos. A cidade limitava-se a funções militares, administrativas e de redistribuição. A indústria era praticamente inexistente e a instrução pública pouco evoluída. Em 1847, incluindo os edifícios públicos, a cidade contava com 144 casas com primeiro andar, 275 casas térreas e 1058 cubatas (cabanas de indígenas). Cidade de degredados, com cerca de cinco mil habitantes, possuía perto de cem tabernas, pelo que os viajantes a qualificavam como de moralidade duvidosa. Em 1889, o governador Brito Capelo inaugurou um aqueduto que forneceu a cidade de água potável, anteriormente escassa, abrindo caminho para o grande crescimento de Luanda. Em 1872 Luanda recebeu o etnónimo de "Paris da África".
Período das guerras–Atualidade
A Guerra de Independência de Angola veio explodir justamente em Luanda, nos acontecimentos de 4 de fevereiro de 1961, quando um grupo de cerca de 200 angolanos ligados ao MPLA, ataca a Casa de Reclusão Militar, em Luanda, a Cadeia da 7ª Esquadra da polícia, a sede dos CTT e a Emissora Nacional de Angola. O objectivo era libertar alguns detidos, mas o ataque seria um fracasso, tendo morrido cinco polícias, um cipaio e um cabo da Casa de Reclusão e 40 dos atacantes, e nenhum dos prisioneiros libertados. Os portugueses responderam com muita violência. Cinco dias depois, os separatistas do MPLA atacaram, de novo, uma prisão, ao qual os portugueses responderam violentamente, provocando mais vítimas mortais.
A cidade de Luanda coincide geograficamente com o município de Luanda. A zona central de Luanda está dividida em duas partes, a Baixa de Luanda (a cidade antiga) e a Cidade Alta (conhecida pela "nova cidade"). A Baixa de Luanda está situada próximo do porto e tem ruas estreitas e antigos edifícios dos tempos coloniais. O litoral é marcado pela baía de Luanda — formada pela protecção do litoral continental por meio da ilha de Luanda — pela baía da Samba — ou estuário da Corimba, formado pelas águas do rio Seco e de outros corpos d'água menores — e pela extremidade norte da baía do Mussulo — ao sul do núcleo urbano principal, formada pela restinga do Mussulo.[nota 1] Não existem rios grandes que desemboquem no litoral da cidade, mas vários cursos de água formam o sistema de bacias pluviais de Luanda. Os rios mais próximos são o Cuanza, o maior rio de Angola, que corre ao sul de Luanda, e o rio Bengo, que corre ao norte.
Clima
O clima em geral é quente, com características tropicais, apesar de ser surpreendentemente seco devido à corrente fria de Benguela que impede na maior parte do ano a condensação da humidade para gerar chuva, causando secas completas entre maio e outubro. Frequentemente, o nevoeiro impede a queda significativa das temperaturas durante a noite, nomeadamente durante os meses do cacimbo (junho, julho e agosto), mesmo assim elas podem descer facilmente aos 15 °C durante esta época. Luanda possui uma precipitação anual de 325 mm, mas a variabilidade está entre as mais altas do mundo, com um coeficiente de variação superior a 40%. O curto período de chuvas nos meses de março e abril depende de uma contra-corrente de norte que traz humidade à cidade. Segundo registos oficiais, o ano mais chuvoso da história de Luanda foi 1916, quando foram registados 851 mm, e 1858 foi o mais seco, com apenas 55 mm.
Globalmente, a população de Luanda aumentou nas duas últimas décadas, como consequência da fuga de vastos contingentes populacionais das zonas rurais para a capital durante a Guerra Civil Angolana. O resultado foi um crescimento muito acentuado, não controlado, que não deixou de provocar uma série de problemas sérios — desde a escassez de habitações, de saneamento básico e de empregos até um aumento da criminalidade, passando pelo desajustamento do sistema viário a um volume vertiginoso de trânsito. A população de Luanda sofreu certo arrefecimento no crescimento exponencial que experimentava até 2011 em virtude da divisão da área municipal para criar novas entidades administrativas.
Composição étnica e estrutura social
Município cosmopolita, Luanda concentra porém uma maioria de pessoas de origem étnica banta. A população original da região são os ambundos, em particular os do grupo axiluanda de cujo nome deriva o da cidade, mas também os que vieram de uma região que se estende de Luanda até Malanje. Aos ambundos juntaram-se no século XX, na vigência do regime colonial, grupos bastante numerosos de ovimbundos e de congos, especialmente nas últimas décadas coloniais e durante a Guerra AntiColonial; esta imigração reforçou-se novamente em consequência da Guerra Civil Angolana, que também desencadeou a passagem de muitos ambundos rurais para a capital. A municipalidade alberga entretanto também minorias oriundas de todos os grandes grupos étnicos do país, além de um relevante contingente estrangeiro.
Religião
Luanda tem, desde a sua fundação, uma população maioritariamente católica romana, embora actualmente a proporção dos católicos não praticantes esteja a aumentar. A cidade é a sede de um arcebispo católico, da Universidade Católica de Angola e de várias outras instituições católicas bem como de diferentes ordens religiosas. Ao mesmo tempo, tem vindo a crescer o segmento dos cristãos protestantes. A igreja protestante de implantação mais antiga em Luanda, e provavelmente até hoje com o número maior de fiéis, é a Igreja Metodista cujo bispado principal em Angola se encontra também na cidade. O forte afluxo de populações oriundas de outras partes do país, em razão da Guerra de Independência de Angola e da Guerra Civil Angolana, reforçou muito significativamente a presença em Luanda da Igreja Batista, cuja principal base social se encontra entre os congos, e da Igreja Evangélica Congregacional em Angola, principalmente enraizada entre os ovimbundos. Das igrejas protestantes fundadas antes da independência, possuem em Luanda comunidades mais reduzidas a Igreja Luterana, a Igreja reformada e a Igreja Adventista. Desde fins da era colonial, mas especialmente a partir da independência, fundaram-se em Luanda numerosas igrejas pentecostais, actualmente várias centenas; em muitas verifica-se uma forte influência brasileira, em particular na Igreja Universal do Reino de Deus. A comunidade islâmica é ínfima e quase exclusivamente composta por imigrantes vindos de países da África Ocidental. Em Luanda já não há, praticamente, pessoas que professem religiões tradicionais africanas, embora elementos destas religiões possam ainda ser encontrados em pessoas pertencentes a igrejas cristãs.
Divisão administrativa
Fundada em 1576, a vila de São Paulo de Luanda recebeu foral em 1605, ascendendo à categoria de cidade, sendo constituída a primeira vereação municipal nesse mesmo ano. Após a independência de Angola, em 1975, o município de Luanda foi extinto, dividindo-se o território da cidade, primeiro, em três municípios e, depois, em nove: Cazenga, Ingombota, Quilamba Quiaxi, Maianga, Rangel, Sambizanga, Samba, Viana e Cacuaco. Pela lei n.º 29/11, de 1 de setembro de 2011, foi restaurado o município de Luanda, perdendo a categoria municipal Ingombota, Maianga, Rangel, Sambizanga e Samba. Desde 2016 o município de Luanda está dividido em seis distritos urbanos: Ingombota, Maianga, Rangel, Samba, Sambizanga, e Angola Quiluanje.
Luanda é o principal centro financeiro, comercial e economico de Angola. O que melhor ilustra esta posição da cidade é a presença das sedes das principais empresas do país: Angola Telecom, Unitel, Endiama, Sonangol, Linhas Aéreas de Angola e Odebrecht Angola, além das gestoras do mercado financeiro angolano — o Banco Nacional de Angola e a Bolsa de Dívida e Valores de Angola. Uma das consequências desta constelação é que Luanda foi classificada, em 2011, como a cidade mais cara do mundo, e que uma camada extremamente rica da população vive ao lado de uma maioria pobre ou remediada. A indústria transformadora (principal actividade de Luanda) inclui alimentos processados, bebidas, têxteis, cimento e outros materiais de construção, produtos plásticos, metais, cigarros, e sapatos. O petróleo (encontrado em depósitos off-shore próximos) é refinado na cidade, em instalações que foram várias vezes atacadas durante a guerra civil angolana (1975-2002). Luanda possui um excelente porto natural, de onde exporta principalmente café, algodão, açúcar, diamantes, ferro e sal. A cidade também possui uma próspera indústria da construção civil, um efeito económico bom para o país, que experimentou, desde 2002, um retornou à estabilidade política com o fim da guerra civil. A cidade é a mais desenvolvida de Angola e o único grande centro económico do país. Vale a pena mencionar, no entanto, os musseques que prolongam Luanda muitos quilómetros para além da antiga cidade, como resultado de várias décadas de conflitos armados, agravadas pelo aumento das desigualdades sociais e pela corrupção generalizada.
Reconstrução e obras públicas
Desde o final da guerra civil em 2002, Angola tem vivido um período de grande prosperidade económica, sendo hoje uma das economias de maior crescimento a nível mundial. Nos últimos anos, o governo central tem vindo a desenvolver um ambicioso plano de reconstrução nacional que, embora abranja todas as regiões do país, tem privilegiado a zona da capital. Em Luanda a reconstrução é evidente em quase todos os aspectos da sociedade. A reabilitação de estradas, incluindo o seu alargamento e a aplicação de novos tapetes de asfalto, está a ser feita por toda a cidade. A construtora brasileira Odebrecht (atual OEC) está actualmente a ultimar a construção de duas auto-estradas de seis faixas de rodagem: uma das vias — chamada Via Expressa Fidel Castro (antiga Auto-Estrada Periférica de Luanda) — permite agora o acesso rápido ao Cacuaco, Viana, Samba, Quilamba Quiaxi, ao Estádio Nacional 11 de Novembro (construído para o CAN 2010) e ao futuro aeroporto de Luanda; a outra via liga o centro da cidade de Luanda a Viana, estando prevista a sua conclusão até ao final de 2009.
Turismo
Um dos mais belos cartões-postais de Luanda, a Avenida 4 de Fevereiro, conhecida simplesmente como Marginal, exibe o contraste entre a beleza natural da baía de Luanda e os edifícios modernos ao seu redor. A ilha de Luanda, à entrada da baía de Luanda, possui belíssimas praias de areias brancas e águas claras, ornadas por coqueiros. Na ilha existe uma excelente estrutura de entretenimento, com muitos bares e restaurantes. O carnaval da cidade, tem sido cada vez mais procurado pelos visitantes. A Marginal é sobejamente conhecida pelos inúmeros transeuntes que se passeiam e aí fazem desporto diariamente. Mais recentemente, algumas personagens do mundo dos media e publicidade têm tentado promover a marginal como um local hippie chique, se bem que duramente criticados pela população que sente repulsa por estas novas tendências, que são desajustadas ao significado da marginal. "Hippie chiques é para casamentos" dizia um frequentador da marginal em off e em tom de desabafo.
Devido ao grande crescimento populacional vivido pela cidade, o preço da terra/terreno aumentou e os musseques da cidade estenderam-se até próximo da fronteira de cidades como Viana. Apenas 20% da cidade tem água e saneamento básico e apenas 30% das casas têm água corrente.
Transportes
Luanda é o ponto de partida do Caminho de Ferro de Luanda que serve o interior a leste da cidade, sem no entanto atingir a fronteira da República Democrática do Congo. A estação do Bungo localiza-se no centro da cidade e é servida por comboios suburbanos que se destinam a Catete. Os comboios de médio e longo curso para o Dondo e Malanje partem da estação dos Musseques. O principal sistema de transporte no interior da cidade são os candongueiros, que são táxis coletivos compostos por carrinhas pintadas de azul e branco e que se caracterizam por uma grande informalidade e precariedade no seu funcionamento. É uma frota igualmente envelhecida e, logo, também muito poluente. Por essas e outras razões, está de momento a ser planeado um sistema de Metro de Superfície que deverá aliviar o problema da mobilidade.
Saúde
Luanda conta com vários hospitais como o Hospital Josina Machel, ex-Hospital Maria Pia (Maianga), o Hospital Américo Boavida (Rangel), o Hospital Militar (Maculusso), o Hospital de Queimados Neves Bendinha, a Clínica Girassol (Maianga, propriedade da petrolífera Sonangol), a Clínica Multiperfil (Morro Bento), a Clínica Sagrada Esperança (Ingombota e Talatona, propriedade da Empresa Nacional de Diamantes). Nos últimos anos, os principais hospitais públicos da capital têm vindo a ser reformados e reequipados, tendo sido construídos mais de 50 postos de saúde em bairros da periferia.
Educação
Luanda abriga um número considerável de universidades sendo o principal pólo universitário do país. Em 2008 foi lançado o projecto da Cidade Universitária que abrigará o primeiro Parque Científico e Tecnológico de Angola. O projecto do parque é voltado para o sector da Tecnologia da Informação. Existem ainda as universidades privadas, como a Universidade Metodista de Angola, a Universidade Lusíada de Angola e a Universidade Independente de Angola, além daquelas localizadas na província de Luanda. Foi ainda anunciada pela Arábia Saudita a intenção de constituir uma Universidade Islâmica.
A característica cosmopolita de Luanda faz da cidade um ponto de encontro de todas as matizes e manifestações étnico-linguísticas, religiosas, artísticas, musicais, gastronômicas e folclóricas angolanas e até mesmo africanas. Soma-se a isso o imenso patrimônio arquitetónico e histórico, herança das diversas eras de ocupação a que enfrentou.
Museus e património
Entre os museus do país, Luanda abriga o Museu Nacional da Escravatura, o Museu Nacional de Antropologia, o Museu das Forças Armadas, o Museu Nacional de História Natural de Angola, o Museu de São Pedro da Barra, o Memorial Dr. António Agostinho Neto (ou Foguetão) e o Palácio de Ferro. A Fortaleza de São Pedro da Barra de Luanda e a Fortaleza de São Miguel de Luanda também são considerados museus. No património arquitetónico edificado, destacam-se a Biblioteca Nacional de Angola, a Biblioteca do Governo Provincial de Luanda, o Arquivo Histórico de Angola e o Prédio do Baleizão; dentre a arquitetura religiosa sobressaem-se as igrejas da Sagrada Família, da Nossa Senhora do Cabo, de Nossa Senhora do Carmo, de Nossa Senhora da Conceição, de Nossa Senhora da Nazaré e a portentosa Sé Catedral de Luanda; além destas, existem os palácios da Assembleia Nacional de Angola, dos Congressos e o Presidencial de Angola.
Manifestações culturais
A miscelânea étnica da população luandense reflete também na interação observada nos elementos culturais da cidade, donde as várias tradições dos diversos povos interagiram e tomaram características próprias na cidade. Essa mistura cultural observa-se nos pratos culinários bagre (de)fumado, calulu, quizaca, funge de bombó ou de milho, moamba galinha, mufete, magoga, chandula (ou sandes), feijão com óleo de palma, cabidela, além de refeições à base de chocos (lulas e polvos) e gambas (camarão); entre os doces, há a tradicional cocada, e entre as massas os pães a base de trigo, bombó ou de massango. O milho, o bombó (mandioca) e o feijão foram trazidos pelos portugueses das Américas, bem como os preparos a base de frango e galinha d'angola, como é o caso da cabidela; já o popular funge surgiu nas terras do Congo-Quinxassa, trazido pelos povos congos durante as guerras do século XX. Dos pratos, o que mais representa Luanda pela sua popularidade é o mufete, surgido e desenvolvido pelos povos luandenses.


