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Londres

Londres é a capital da Inglaterra e do Reino Unido. Por dois milénios, foi um grande povoado e sua história remonta à sua fundação pelos romanos, quando foi nomeada Londínio. O centro de Londres, a antiga City of London, também conhecida como The Square Mile ou The City, mantém as suas fronteiras medievais. Pelo menos desde o século XIX, o nome "Londres" refere-se à metrópole desenvolvida em torno desse núcleo. Hoje, a maior parte dessa conurbação constitui a região da Grande Londres, cuja área administrativa tem seu próprio prefeito eleito e assembleia. A cidade abriga a sede da Comunidade das Nações.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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Etimologia

A etimologia de Londres é incerta. O termo é antigo, pode ser encontrado em fontes do século II. Em 121, a cidade foi registrada como Londinium (Londínio), o que aponta para a sua origem romano-britânica. A primeira tentativa de explicação (agora desconsiderada) para o surgimento do nome da cidade é atribuída a Godofredo de Monmouth em sua obra Historia Regum Britanniae. Monmouth afirma que o nome se originou a partir do hipotético Rei Lud, que havia sido levado para a cidade e a nomeou de Kaerlud. Em 1898, era comumente aceito que o nome era de origem celta e que significa lugar pertencente a um homem chamado * Londinos; esta explicação já foi rejeitada. Richard Coates apresenta uma outra explicação em 1998, dizendo que a palavra Londres é derivada do termo do antigo europeu pré-céltico *(p)lowonida, ou rio muito largo para vadear, e sugeriu que este era um nome dado para a parte do rio Tâmisa que atravessa Londres; a partir deste termo, o assentamento ganhou a forma céltica de seu nome, * Lowonidonjon; no entanto, isso requer uma alteração bastante complexa. A dificuldade reside em conciliar a forma latina Londinium com a forma em galês moderno Llundain, que deveria exigir a forma *(h)lōndinion (em oposição a *londīnion), a partir de *loundiniom. Até 1889, o nome "Londres" foi oficialmente aplicado apenas para a cidade de Londres, mas, desde então, também se referiu ao Condado de Londres e, agora, à Grande Londres.

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História

Pré-história e antiguidade

Duas descobertas recentes indicam prováveis assentamentos muito antigos próximos ao Tâmisa, na área de Londres. Em 1999, os restos de uma ponte da Idade do Bronze foram encontrados na área costeira ao norte da Vauxhall Bridge. Esta ponte ou cruzava o rio Tâmisa, ou era ligada a uma ilha (perdida) no rio. Técnicas de dendrologia dataram as madeiras ao ano de 1 500 a.C.. Em 2010, as bases de uma grande estrutura de madeira, datada de 4 500 a.C., foram encontradas na área costeira do Tâmisa, ao sul de Vauxhall Bridge. A função dessa estrutura mesolítica ainda não é conhecida. Ambas as estruturas estão em South Bank, em um ponto de cruzamento natural, onde o rio Effra deságua no rio Tâmisa.

Idade Média

Com o colapso do domínio romano no início do século V, Londres deixou de ser uma capital e a cidade murada de Londínio foi efetivamente abandonada embora a civilização romana tenha se mantido na área de St Martin-in-the-Fields até por volta de 450. Por volta do ano 500, um assentamento anglo-saxão conhecido como Lundenwic desenvolveu-se na mesma área, um pouco a oeste da antiga cidade romana. Em 680, a área tinha sido reavivada o suficiente para tornar-se um importante porto, embora haja pouca evidência de produção em larga escala de produtos. Na década de 820, a cidade entrou em declínio por causa de repetidos ataques de viquingues e a Crônica Anglo-Saxônica registra que o povoamento só foi "refundado" em 886, por Alfredo, o Grande. Pesquisas arqueológicas mostram que esse "ressurgimento" envolveu o abandono de Lundenwic e o renascimento da vida e do comércio dentro das antigas muralhas romanas. Londres então cresceu lentamente até cerca de 950, depois que a atividade humana na área aumentou dramaticamente.

Era moderna

Durante o período Tudor, a Reforma Inglesa produziu uma mudança gradual para o protestantismo, sendo que grande parte de Londres passou das mãos da igreja para a propriedade privada. O comércio de lã não saiu de Londres para as praias vizinhas dos Países Baixos, onde era considerado indispensável. Mas os tentáculos do comércio marítimo inglês dificilmente se estendiam para além dos mares do noroeste da Europa. A rota comercial para a Itália e para o Mar Mediterrâneo normalmente era feita através da Antuérpia e dos Alpes; quaisquer navios que atravessavam o Estreito de Gibraltar com destino ou partindo da Inglaterra eram provavelmente italianos ou ragusanos. Após a reabertura dos Países Baixos para o comércio marítimo inglês em janeiro de 1565, imediatamente seguiu-se uma forte explosão da atividade comercial. A Royal Exchange foi fundada. O mercantilismo cresceu e monopólios comerciais, como a Companhia das Índias Orientais, foram estabelecidos, com o comércio em expansão no Novo Mundo. Londres tornou-se o principal porto do Mar do Norte e recebeu migrantes da própria Inglaterra e do exterior. A população aumentou de uma estimativa de 50 mil habitantes em 1530 para cerca de 225 mil pessoas em 1605.

Era contemporânea

Londres foi a maior cidade do mundo entre 1831 e 1925. No entanto, a superpopulação da cidade levou a epidemias de cólera, que mataram mais de 14 mil pessoas em 1848 e cerca de seis mil em 1866. O crescente congestionamento do tráfego levou à criação da primeira rede ferroviária urbana do mundo. O Metropolitan Board of Works supervisionou a expansão da infraestrutura da capital e de alguns dos municípios vizinhos, mas que foram abolidos em 1889, quando o Conselho do Condado de Londres foi criado a partir dessas áreas urbanas no entorno da capital inglesa. Londres foi bombardeada pelo Império Alemão durante a Primeira Guerra Mundial, enquanto durante a Segunda Guerra Mundial, a Blitz e outros bombardeios pela Luftwaffe da Alemanha nazista mataram mais de 30 mil londrinos e destruiu grandes áreas e edifícios por toda a cidade. Imediatamente após a guerra, os Jogos Olímpicos de Verão de 1948 foram realizadas no Estádio Wembley original, em um momento em que Londres mal havia se recuperado do conflito.

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Geografia

Extensão

A Grande Londres é a subdivisão administrativa superior que abrange toda a cidade. Quarenta por cento da Grande Londres é coberta pelo distrito postal de Londres. O código de área do telefone de Londres (020) cobre uma área maior, semelhante em tamanho da Grande Londres, embora algumas zonas exteriores sejam omitidas e em alguns lugares exteriores estejam inclusos. A área contida dentro do anel formado pela rodovia M25 é geralmente conhecida como "Londres". A expansão da cidade agora é impedida pelo Cinturão Verde Metropolitano, embora a área urbana se estenda além desse limite em alguns lugares, o que faz com que a área urbana da Grande Londres seja definida separadamente. Além disso, há a vasta Área Metropolitana de Londres. A Grande Londres é dividida para alguns propósitos entre Londres interior e exterior. A cidade é dividida pelo rio Tâmisa de norte a sul. As coordenadas do centro original de Londres, tradicionalmente considerado entre as Cruzes de Eleanor, a Charing Cross, próxima a junção da Trafalgar Square e de Whitehall, são 51° 30′ 26″ N, 0° 07′ 39″ O.

Topografia

A Grande Londres ocupa uma área de 1 583 km2, continha uma população de 7 172 036 de habitantes em 2001 e uma densidade populacional de 4 542 hab./km2. A área maior, conhecida como Região Metropolitana de Londres, cobre uma área de 8 382 km2 (3 236 mi2), tem uma população de 12 653 500 e uma densidade populacional de 1 510 hab./km2. A Londres moderna se estende pelo Tâmisa, sua característica geográfica primária, um rio navegável que atravessa a cidade de sudoeste a leste. O Vale do Tamisa é uma planície de inundação cercada por colinas suaves, como Parliament Hill, Addington Hills e Primrose Hill. O Tâmisa já foi um rio raso muito mais amplo, com extensos pântanos; na maré alta, suas costas atingiam cinco vezes a sua largura atual.

Parques e jardins

Os maiores parques da área central de Londres são três dos Parques Reais: Hyde Park e seu vizinho Kensington Gardens no limite oeste do centro da cidade e Regent's Park, no extremo norte. Dentro do Regent's Park está o Zoológico de Londres, o mais antigo jardim zoológico científico do mundo, próximo ao famoso Museu de Cera Madame Tussauds. Mais perto do centro de Londres estão os Parques Reais menores de Green Park e St. James Park. Hyde Park, em particular, é popular para a prática de esportes e às vezes acolhe concertos ao ar livre. Uma série de grandes parques estão fora do centro da cidade, incluindo os Parques Reais restantes de Greenwich Park, Bushy Park, Richmond Park e Victoria Park. Primrose Hill, ao norte de Regent's Park, é um local popular para ver o panorama urbano da cidade.

Clima

Londres tem um clima temperado oceânico (Köppen: Cfb), similar a grande parte do sul da Grã-Bretanha. Apesar de sua reputação de ser uma cidade chuvosa, Londres recebe menos precipitação (com 615 mm por ano) do que Roma (834 mm), Bordéus (923 mm), Toulouse (668 mm) e Nápoles (1 006 mm). Os invernos são geralmente frios, com geadas ocorrendo geralmente os subúrbios, em média, duas vezes por semana de novembro a março. A neve geralmente ocorre cerca de quatro ou cinco vezes por ano, principalmente entre dezembro e fevereiro. A queda de neve nos meses de março e abril é rara, mas ocorre a cada dois ou três anos. As temperaturas do inverno raramente caem abaixo de -4 °C (24,8 °F) ou acima de 14 °C (57,2 °F). Durante o inverno de 2010, Londres registrou a sua temperatura mais baixa, -14 °C, em Northolt, e a neve mais pesada vista por quase duas décadas, uma enorme pressão sobre a infraestrutura de transportes londrina.

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Demografia

Em 2011, a população urbana total de Londres chegou a 9,7 milhões de pessoas. Com o aumento da industrialização, a população da cidade cresceu rapidamente ao longo do século XIX e início do XX, sendo durante este período a cidade mais populosa do mundo, até ser ultrapassada por Nova Iorque, em 1925. A população londrina atingiu um pico de 8 615 245 habitantes em 1939, imediatamente antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, mas caiu para 7 192 091 habitantes no censo britânico de 2001. No entanto, a população cresceu pouco mais de 1 000 000 entre os censos de 2001 e 2011, chegando a 8,9 milhões na última pesquisa. A área urbana contínua de Londres, porém, se estende além das fronteiras da Grande Londres e era a casa de 8 278 251 pessoas em 2001, enquanto a sua área metropolitana tem uma população de mais de 14 milhões de pessoas. De acordo com o Eurostat, Londres é a segunda área metropolitana mais populosa da Europa. Entre 1991 e 2001, 726 mil imigrantes chegaram em Londres.

Etnias

De acordo com o Office for National Statistics (ONS), com base em dados do censo de 2011, 59,8% dos nove milhões habitantes de Londres são brancos (44,9% brancos britânicos, 2,2% brancos irlandeses, 0,1% brancos ciganos e 12,1% classificados como "outros brancos"). Cerca de 20% dos londrinos são de origem asiática (19,7% de descendência asiática completa e 1,2 descendentes miscigenados de asiáticos). Os indianos representam 6,6% da população da cidade, seguidos por paquistaneses e bengaleses com 2,7% cada. Os chineses representam 1,5% e os árabes 1,3% da população da cidade. Há ainda outros 4,9% de londrinos que são classificados como "outros asiáticos". Os negros e seus descendentes representam 15,6% da população de Londres, sendo 13,3% de ascendência completamente negra e 2,3% de multirraciais. Os negros são responsáveis por 7% da população africana da cidade (4,2% são classificados como "negros caribenhos" e 2,1% como "outros negros"). 5% dos londrinos são miscigenados. Já em 1185, o cronista Ricardo de Devizes queixava-se de que em Londres "se amontoavam homens de todos os países que há debaixo do céu".

Religiões

De acordo com o censo de 2011, os maiores grupos religiosos da cidade são cristãos (48,4%), seguidos por aqueles sem nenhuma religião (20,7%), muçulmanos (12,4%), sem resposta (8,5%), hindus (5%), judeus (1,8%), sikhs (1,5%), budistas (1%) e outros (0,6%). Londres é tradicionalmente uma cidade cristã e tem uma grande variedade de igrejas, particularmente no centro. A famosa Catedral de São Paulo e a Catedral Southwark são centros administrativos anglicanos, enquanto o Arcebispo de Canterbury, o principal bispo da Igreja da Inglaterra e da Comunhão Anglicana, tem a sua principal residência no Palácio de Lambeth, no borough de Lambeth. As cerimônias nacionais e reais mais importantes são compartilhadas entre a Catedral de São Paulo e a Abadia de Westminster. A abadia não deve ser confundida com a vizinha Catedral de Westminster, a maior catedral católica romana da Inglaterra e do País de Gales. Apesar da prevalência de igrejas anglicanas, frequência à igreja continua em um longo, lento e constante declínio, de acordo com estatísticas da Igreja da Inglaterra.

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Governo

Local

A administração de Londres é feita de duas maneiras: em nível geral e local. A administração de toda a cidade é coordenada pela Greater London Authority (GLA), enquanto a administração local é realizada por 33 autoridades menores. A GLA consiste em dois componentes eleitos: o prefeito de Londres, que tem poderes executivos, e a Assembleia de Londres, que analisa as decisões do prefeito e pode aceitar ou rejeitar suas propostas orçamentárias a cada ano. A sede da assembleia é o Paço Municipal, em Newham, e o atual prefeito é Sadiq Khan, membro do Partido Trabalhista. O plano diretor da prefeitura é publicado sob o nome "Plano de Londres", mais recentemente publicado em 2011. As autoridades locais são os conselhos dos 32 boroughs de Londres e da City of London Corporation. Elas são responsáveis por serviços regionais, como o planejamento local, a administração de escolas, serviços sociais, estradas e coleta de lixo. Algumas funções, como gestão de resíduos, são fornecidas através de acordos conjuntos. No período 2009–2010 os gastos combinados dos conselhos da cidade e da Assembleia foram de pouco mais de 22 bilhões de libras esterlinas (14,7 bilhões para os boroughs e 7,4 bilhões para a GLA).

Nacional

Londres é a sede do Governo do Reino Unido, que está sediado no Palácio de Westminster. Muitos departamentos do governo estão localizados próximo ao Parlamento, particularmente ao longo da Whitehall, incluindo a residência oficial do primeiro-ministro, em 10 Downing Street. O parlamento britânico é muitas vezes chamado de "Mãe dos Parlamentos" (embora este apelido tenha sido aplicado pela primeira vez à própria Inglaterra por John Bright), porque tem sido o modelo para a maioria dos outros sistemas parlamentaristas e suas leis criaram muitos outros parlamentos.

Cidades-irmãs

Segundo a Greater London Authority, existem 46 outras localidades no mundo cujo nome é uma homenagem ou citação a Londres, em seis continentes. Assim como a geminação de Londres, suas cidades irmãs também possuem geminações com partes de outras cidades em todo o mundo. Abaixo está a lista de cidades declaradas cidades irmãs: As seguintes cidades possuem acordo de amizade com Londres:

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Subdivisões

A vasta área urbana de Londres é frequentemente descrita através do uso de vários nomes de distritos, como Bloomsbury, Mayfair, Wembley e Whitechapel. Estes são designações informais, que refletem os nomes de vilas que foram absorvidas pela expansão da Grande Londres ou que são substituições de antigas unidades administrativas, como paróquias ou antigos bairros. Esses nomes têm permanecido em uso por tradição, sendo cada um referente a uma área local com características próprias, mas sem limites oficiais. Desde 1965, a Grande Londres é dividida em 32 boroughs, além da antiga Cidade de Londres (conhecida como City of London ou simplesmente City). A City é o principal centro financeiro, enquanto Canary Wharf se desenvolveu recentemente como um novo centro comercial nas Docklands, a leste. O West End é o principal polo comercial e de entretenimento de Londres, atraindo turistas. West London inclui áreas residenciais caras, onde as propriedades podem valer dezenas de milhões de libras. O preço médio de imóveis em Kensington e Chelsea é de 894 mil libras esterlinas.

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Economia

Londres gera cerca de 20% de todo o PIB do Reino Unido (ou 446 bilhões de dólares em 2005), enquanto a economia da área metropolitana de Londres, a maior da Europa, gera cerca de 30% do PIB britânico (ou cerca de 669 bilhões de dólares em 2005). Londres é um dos principais centros financeiros do mundo e compete com Nova Iorque, nos Estados Unidos, como o local mais importante das finanças internacionais. A maior indústria de Londres é o setor financeiro e suas exportações financeiras o tornaram um grande contribuinte da balança de pagamentos do Reino Unido. Cerca de 325 mil pessoas estavam empregadas na área de serviços financeiros na cidade em meados de 2007. Londres tem cerca de 480 bancos estrangeiros, mais do que qualquer outra cidade no mundo. Mais de 85% (3,2 milhões) da população ocupada de grande Londres trabalha no setor de serviços. Por causa de seu papel de destaque mundial, a economia de Londres foi afetada pela crise financeira de 2008. A cidade de Londres é o lar de instituições como Banco da Inglaterra, Bolsa de Valores de Londres e Lloyd's of London.

Turismo

A capital britânica é um popular polo turístico. O turismo é um dos principais setores econômicos da cidade, empregando o equivalente a 350 mil pessoas em 2003, enquanto a despesa dos turistas rende em torno de 15 bilhões de libras esterlinas anuais para a cidade. Londres atrai mais de 14 milhões de visitantes internacionais anualmente, o que a torna a cidade mais visitada de toda a Europa. Em 2010, as dez atrações mais visitadas em Londres eram: Museu Britânico; Tate Modern; Galeria Nacional; Museu de História Natural de Londres; London Eye; Museu da Ciência de Londres; Victoria and Albert Museum; Madame Tussauds; National Maritime Museum e a Torre de Londres.

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Infraestrutura

Educação

Londres é um importante polo de ensino superior e de pesquisa e suas 43 universidades formam a maior concentração de instituições de ensino superior da Europa. Em 2008/09, a cidade tinha 412 mil estudantes no ensino superior (cerca de 17% do total do Reino Unido), dos quais cerca 287 mil estavam matriculados em cursos de graduação e 118 mil estavam matriculados na pós-graduação. Em 2008/09, havia cerca de 97 150 estudantes internacionais em Londres, cerca de 25% de todos os estudantes internacionais no país. Várias instituições de ensino superior de renome estão sediadas em Londres. Em 2012, o QS World University Rankings classificou a University College London (UCL) como a quarta do mundo, o Imperial College London como o sexto e o King's College de Londres na 26ª posição. A London School of Economics tem sido considerada como uma instituição de ciência social líder mundial, tanto em ensino quanto em pesquisa. A London Business School é considerada uma das principais escolas de negócios do mundo e em 2010 seu programa de MBA foi classificado como melhor do mundo pelo Financial Times.

Transportes

O transporte é uma das quatro principais áreas do governo do prefeito de Londres, no entanto o controle financeiro da prefeitura não abrange a rede ferroviária de longa distância que entra na cidade. Em 2007, ele assumiu a responsabilidade de algumas linhas locais, que agora formam a rede London Overground. A rede de transporte público é administrada pela Transport for London (TfL) e é uma das mais extensas do mundo. Andar de bicicleta é uma maneira cada vez mais popular para se deslocar em Londres. A London Cycling Campaign foi criada para pedir por uma melhor estrutura aos ciclistas. Por ter sido um dos maiores portos do mundo, o Porto de Londres é atualmente o segundo maior do Reino Unido, movimentando 45 milhões de toneladas de carga anualmente.

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Cultura

Arquitetura

As construções londrinas são muito diversificadas e são caracterizadas por vários estilos arquitetônicos diferentes, em parte por causa da idade das edificações. Muitos casarões e prédios públicos, como a Galeria Nacional, foram construídos a com pedras de Portland. Algumas áreas da cidade, especialmente na região oeste, são caracterizadas por seus edifícios com estuque ou argamassa branca. Poucas das estruturas no centro de Londres são anteriores ao Grande Incêndio de 1666, mas ainda existem vestígios da era romana, como a Torre de Londres, e alguns sobreviventes da Era Tudor ainda estão espalhados pela City. A Hampton Court é o mais antigo palácio da era Tudor na Inglaterra, construído pelo Cardeal Thomas Wolsey, cerca de 1515. Igrejas de Christopher Wren do final do século XVII, instituições financeiras dos séculos XVIII e XIX, como a Royal Exchange e o Banco da Inglaterra, e edificações do início do século XX, como Old Bailey e o prédio residencial Barbican Estate, fazem parte da variada herança arquitetônica da cidade.

Entretenimento

Dentro da Cidade de Westminster, o centro de entretenimento de West End tem seu foco em torno da Leicester Square, onde estreias de filmes locais e internacionais são realizadas, e Piccadilly Circus, com seus anúncios eletrônicos gigantes. O distrito dos teatros fica em West End, assim como muitos cinemas, bares, clubes e restaurantes, incluindo o bairro de Chinatown da cidade (no Soho) e a leste de Covent Garden, uma área de lojas especializadas em várias áreas. A cidade é a casa de Andrew Lloyd Webber, cujo musicais têm dominado West End desde o final do século XX. Royal Ballet, English National Ballet, Royal Opera e English National Opera são instituições sediadas em Londres e se apresentam em locais como a Royal Opera House, o Coliseu, o Teatro Sadler's Wells e o Royal Albert Hall.

Literatura, cinema e televisão

Londres foi o cenário de muitas obras de literatura. Os centros literários mais tradicionais da cidade são Hampstead (desde o início do século XX) e Bloomsbury. Entre os escritores intimamente associados à cidade estão Samuel Pepys, conhecido por seu testemunho do Grande Incêndio de 1666; Charles Dickens, cuja representação de uma Londres coberta por nevoeiros, neve e sujeira, de ruas repletas de varredores de rua e batedores de carteira, foi uma grande influência sobre a visão popular sobre a cidade no início da era vitoriana; e Virginia Woolf, considerada como uma das principais figuras literárias modernistas do século XX. Os peregrinos de Os Contos da Cantuária, obra de Geoffrey Chaucer do final do século XIV, partiram da Cantuária, em Londres — mais especificamente, a partir de Southwark. William Shakespeare passou grande parte de sua vida vivendo e trabalhando na cidade, enquanto seu contemporâneo, Ben Jonson, morou em Londres e alguns de seus trabalhos, mais notavelmente a peça teatral The Alchemist, se passam na cidade. A obra A Journal of the Plague Year (1722), de Daniel Defoe, é uma ficção sobre os acontecimentos da Grande Praga de 1665. Posteriormente, entre as representações mais importantes da cidade de Londres entre os séculos XIX e XX, estão os romances de Dickens e as histórias de Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle. Entre os escritores modernos que foram difusamente influenciados pela cidade estão Peter Ackroyd, autor de uma "biografia" da cidade, e Iain Sinclair, que escreve no gênero de psicogeografia.

Música

Londres é uma das principais capitais da música clássica e popular do mundo e é o lar de grandes corporações musicais, como a EMI, bem como de inúmeras bandas, músicos e profissionais dessa indústria. A cidade também é a sede de muitas orquestras e salas de concerto, como o Barbican Centre (base principal da Orquestra Sinfônica de Londres), o Cadogan Hall (da Orquestra Filarmônica Real) e o Royal Albert Hall (The Proms). As duas principais casas de ópera da cidade são a Royal Opera House e o London Coliseum. O maior órgão de tubos do Reino Unido está localizado no Royal Albert Hall. Outros instrumentos importantes são encontrados nas grandes catedrais e igrejas londrinas. Vários conservatórios estão localizados dentro da cidade: Royal Academy of Music, Royal College of Music, Guildhall School of Music and Drama e Trinity College of Music.

Museus e galerias de arte

Londres é o lar de muitos museus, galerias de arte e outras instituições, que são as principais atrações turísticas e também desempenham um importante papel de pesquisa. O Museu de História Natural (Biologia e Geologia), Museu de Ciências e Victoria and Albert Museum (moda e design) estão agrupados no "bairro museu" de South Kensington, embora as casas do Museu Britânico abriguem artefatos históricos de todo o mundo. A Biblioteca Britânica é a biblioteca nacional do Reino Unido, abrigando mais de 150 milhões de itens. A cidade também abriga extensas coleções de arte, principalmente na National Gallery, Tate Britain, Tate Modern. e do Instituto Courtauld de Arte.

Esportes

A cidade de Londres sediou os Jogos Olímpicos em três ocasiões: 1908, 1948 e 2012. A capital britânica foi escolhida em julho de 2005 para sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2012, tornando-se a primeira cidade a sediar os jogos olímpicos modernos três vezes. Londres também foi a anfitriã dos Jogos do Império Britânico de 1934 e irá sediar o Campeonato Mundial de Atletismo de 2017. O esporte mais popular de Londres é o futebol e a cidade tem quatorze clubes de futebol na Football League, incluindo seis na Premier League: Arsenal, Chelsea, Fulham, Crystal Palace, Queens Park Rangers, Tottenham Hotspur e West Ham United. Em maio de 2012, o Chelsea se tornou o primeiro clube de Londres a vencer a Liga dos Campeões da UEFA.

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Fontes consultadas

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