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Lira italiana

A lira foi a moeda da Itália entre 1861 e 2002. Foi também a moeda do Reino da Itália, Estado napoleônico que existiu entre 1805 e 1814, a partir de 1807 até o seu fim.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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História

A lira data do tempo de Carlos Magno. Como a libra esterlina, ela representava originalmente o peso de uma libra de prata, e equivalia a 10 soldi ou 240 denari (denários). Mesmo bem antes da unificação da Itália, muitos dos Estados italianos a usavam como sua moeda. Em 1807, o Reino da Itália, implementado por Napoleão (e que ocupava toda a parte norte da Itália atual) introduziu a lira como sua moeda. De valor igual ao franco francês, foi dividido em 20 soldi ou 100 centesimi. A moeda circulou até 1814, quando o reino foi dividido em Estados menores. Até a criação do Reino de Itália, sob a liderança de Vítor Manuel II, em 1861, uma lira unificada foi estabelecida, com um valor estipulado em 4,5 gramas de prata ou 290,322 miligramas de ouro; era uma continuação direta da lira sarda. Entre outras moedas que foram substituídas pela lira italiana estava o florim da Lombardia-Venécia, a piastra das Duas Sicílias, o fiorino toscano, o escudo dos Estados Papais e a lira parmesã. Em 1865, a Itália passou a fazer parte da União Monetária Latina, no qual a lira teve o seu valor igualado ao francos francês, belga e suíço.

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Moedas

Moedas napoleônicas

O reino napoleônico da Itália cunhou moedas entre 1807 e 1813, nos valores de um e três centesimi e um soldo, em cobre, dez centesimi numa liga com 20% de prata, 5, 10 e 15 soli e 1, 2 e 5 liras numa liga com 90% de prata, e 20 e 40 liras em 90% de ouro. Todas, com a exceção dos 10 centésimos, tinham um retrato de Napoleão, com os valores abaixo de uma lira mostrando também uma coroa e, nos valores mais altos, um escudo representando os diversos territórios que formavam o reino.

Reino da Itália (1861-1946)

Em 1861, moedas eram cunhadas em Florença, Milão, Nápoles e Turim, nos valores de 1, 2, 5, 10 e 50 centesimi, 1, 2, 5, 10 e 20 liras, com as quatro menos valiosas em cobre, as duas mais valiosas em ouro, e as restantes em prata. Em 1863, as moedas de prata com valor menos que cinco liras foram desvalorizadas, passando a ter 83,5% de prata, e moedas de 20 centesimi foram introduzidas. A cunhagem passou a ser feita em Roma a partir da década de 1870. Além da introdução, em 1894 e em 1902 de moedas de 20 e 25 centesimi de cobre e níquel, a maior parte das moedas permaneceu inalterada até o começo da Primeira Guerra Mundial. Em 1919, com a produção de todos os tipos anteriores de moedas (com a exceção do níquel de 20 centésimos) interrompida, moedas menores, de 5 e 10 (cobre) e de 50 (níquel) centesimi passaram a ser produzidas, seguidas por peças de uma e duas liras, em 1922 e 1923, respectivamente. Em 1926, as moedas de prata de 5 e 10 liras foram introduzidas, iguais em tamanho e composição às moedas de 1 e 2 liras anteriores. Moedas de 20 liras de prata foram adicionadas em 1927.

República, 1946-2002

Em 1946, a produção de moedas foi retomada, embora somente dois anos mais tarde o número de moedas cunhadas tenha ultrapassado 1 milhão. Quatro valores foram feitos inicialmente, em alumínio: 1, 2, 5 e 10 liras. Em 1951 o tamanho destas moedas foi reduzido, e, em 1954-1955, moedas de 50 e 100 liras feitas de acmonital (aço inoxidável) foram introduzidas, seguidas por moedas de 20 liras, de alumínio, em 1957 e de 500 liras, de prata, em 1958. O aumento no preço da prata fez com que as moedas de 500 liras passassem a ser produzidas apenas em números reduzidos a partir de 1967. Em 1977, moedas de 200 liras feitas de alumínio-bronze foram introduzidas, seguidas, em 1982, pela moeda de 500 liras, bimetálica. Foi a primeira moeda bimetálica a ser colocada em circulação, cunhada através de um sistema patenteado pelo Istituto Poligrafico e Zecca dello Stato (IPZS). Foi também a primeira a apresentar o seu valor escrito em braille.

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Fontes consultadas

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