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Língua japonesa

A língua japonesa é um idioma do leste asiático falado por cerca de 128 milhões de pessoas, principalmente no Japão, onde é a língua nacional. É membro da família das línguas japônicas e sua relação com outras línguas, como o coreano, é debatida. O japonês foi agrupado com famílias linguísticas como a Ainu, as Austro-asiáticas e a agora desacreditada Altaica, mas nenhuma dessas propostas ganhou ampla aceitação.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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História

Imagem: Associação Japonesa de Santos (AJS) · BY-NC · Openverse

Antes da chegada do sistema de escrita chinesa ao Japão, entre o século V e VII, a literatura japonesa baseava-se principalmente na sua tradição oral. Em várias sociedades sem sistemas de escrita, esta situação proporciona o surgimento de histórias e canções a partir de mitos, sagas, lendas, épicos e poemas. O Japão possuía três tipos de sociedades diferentes: Ainu, Ryūku e Yamato. Os Ainus habitavam as ilhas do norte do arquipélago, no caso, Hokkaido, Sacalina e Curilas, enquanto os Ryūku e Yamato ocupavam as restantes ilhas. Os Ainu eram uma sociedade recoletora e a sua língua era bastante diferente dos outros dois grupos. Os Ryūku apresentavam algumas semelhanças com os Yamato, podendo afirmar-se ser a mesma língua, apenas um dialeto diferente. “O sistema de som da língua japonesa do período Nara (na região Yamato) tinha oitos sons distintos de vogais e consonantes, que, nalguns aspetos, diferem dos sons de hoje”. A língua dos Yamato veio a tornar-se ao que se chama hoje de japonês, mas não sem a influência chinesa.

Da escrita chinesa (kanbun) à escrita japonesa (kana)

A escrita chinesa chegou ao Japão entre o século V e VII. No entanto, a escrita foi adaptada à já existente língua japonesa, através da adaptação do som ou significado. Mas para lerem os textos escritos em chinês, os japoneses desenvolveram um método que se aproximava gramaticalmente da sua língua, e desta forma tornava os textos mais compreensivos: .mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}

Kokugo (língua nacional do Japão)

Através de uma modernização da língua japonesa criou-se o que se chama de kokugo (国語) – língua nacional do Japão. Esta criação foi feita por educadores e linguistas ocidentais. B.H. Chamberlain, um filologista britânico, foi um dos responsáveis por esta evolução, ao defender uma aproximação ao estilo coloquial da linguagem, em 1883. “Inicialmente, os pensadores japoneses achavam difícil conceber tal língua. No entanto, a união da língua japonesa precisava de ser assumida antes, para que a língua e a nação pudessem ser unidas.” Kokugo já era utilizado desde a época Edo, mas pretendia apenas referir-se à língua japonesa como forma de se diferenciar das línguas estrangeiras, e não detinha ainda um sentido nacionalista, como veio a ter a partir desta época.

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Classificação linguística

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O idioma japonês forma, em conjunto com outros dialetos minoritários do Japão, a família linguística das línguas japônicas ou grupo de línguas japônicas-ryukyuanas As línguas japônicas e o coreano (hangul) são classificadas dentro do grupo das línguas altaicas devido a um grande número de analogias. Não se sabe, contudo, se as semelhanças são ocasionadas por origem comum desses idiomas ou por convergência. A gramática da língua japonesa assemelha-se muito à da língua coreana com partículas idênticas como ga e ka. A semelhança de pronúncia também é um indício de possível parentesco longínquo. Entretanto, deve-se considerar que houve influências da língua coreana no passado devido à grande imigração coreana no período Yayoi e à fuga da família real de Baekje ao Japão quando da invasão do reino por Koguryo. Descobertas recentes apontam que a língua de Koguryo guarda muitos cognatos com a língua japonesa como a partícula no, os adjetivos terminados em i, os numerais e partícula locativa; por exemplo mil koguryo, midu no antigo japonês.

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Distribuição geográfica

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Embora o japonês seja falado quase exclusivamente no Japão, a língua japonesa tem sido e ainda é falada em outros países. Antes e durante a Segunda Guerra Mundial, através da anexação japonesa de Taiwan e da península da Coreia, bem como da ocupação parcial de algumas regiões da China (como a Manchúria), das Filipinas e de várias ilhas do Pacífico, seus habitantes foram forçados a aprender a língua japonesa sob a imposição de uma política de niponização desses países. Como resultado, muitos idosos nesses países ainda falam japonês, além dos idiomas desses locais. As comunidades de imigrantes japonesas (a maior delas no Brasil, com 1,4 milhão a 1,5 milhão de imigrantes e descendentes japoneses, segundo dados do IBGE, e mais de 1,2 milhão nos Estados Unidos) às vezes empregam o japonês como idioma principal. Aproximadamente 12% dos residentes do Havaí falam japonês, com uma estimativa de 12,6% da população de ascendência japonesa em 2008. Os emigrantes japoneses também podem ser encontrados no Peru, Argentina, Austrália (especialmente nos estados do leste e em cidades como Sydney, Gold Coast, Brisbane e Melbourne), Canadá (especialmente em Vancouver, onde 1,4% da população tem ascendência japonesa), os Estados Unidos (notavelmente o Havaí — onde 16,7% da população tem ascendência japonesa — e a Califórnia), e as Filipinas (particularmente em Davao e Laguna). Os descendentes dos emigrantes (conhecidos como nikkei, 日系, lit. "descendentes de japoneses"), porém, raramente falam a língua japonesa fluentemente. Estima-se que cerca de 3,84 milhões de não japoneses estejam estudando a língua.

Status oficial

O japonês não tem status oficial, mas é a língua nacional de facto do Japão. Existe uma forma da linguagem considerada padrão: hyōjungo (標準語), que significa "japonês padrão", ou kyōtsūgo (共通語), "linguagem comum". Os significados dos dois termos são quase os mesmos. Hyōjungo ou kyōtsūgo é uma concepção que forma a contraparte do dialeto. Esta linguagem normativa nasceu após a Restauração Meiji (明治維新 meiji ishin, 1868) da língua falada nas áreas de classe mais alta de Tóquio (ver Yamanote). Hyōjungo é ensinado nas escolas e usado na televisão e até mesmo nas comunicações oficiais. Anteriormente, o japonês padrão escrito (文語 bungo, "língua literária") era diferente da língua oral (口語 kōgo). Os dois sistemas têm regras diferentes de gramática e algumas variações no vocabulário. O bungo foi o principal método de escrever japonês até cerca de 1900; Desde então, o kōgo gradualmente estendeu sua influência e os dois métodos foram usados por escrito até a década de 1940. O bungo ainda tem alguma relevância para historiadores, estudiosos literários e advogados (muitas leis japonesas que sobreviveram à Segunda Guerra Mundial ainda estão escritas no bungo, embora haja esforços contínuos para modernizar sua linguagem). O kōgo é o método dominante de falar e escrever em japonês hoje, embora a gramática bungo e o vocabulário sejam ocasionalmente usados no japonês moderno para efeito poético.

Dialetos

Vários dialetos são falados no Japão. A profusão é devida ao terreno montanhoso do arquipélago e à longa história de isolamento interno e externo do país. Os dialetos, em geral, diferem em termos de acento tonal, morfologia inflexional, vocabulário, uso das partículas e pronúncia. Alguns dialetos, mais raramente, variam até no repertório de vogais. Dialetos de regiões menos centrais, como os dialetos de Tōhoku ou Tsushima, podem ser ininteligíveis para pessoas de outras partes do país. O dialeto usado em Kagoshima, na ilha Kyūshū, ao sul, é famoso por ser ininteligível não só para falantes do japonês padrão mas também a pessoas que vivem em regiões de Kyūshū vizinhas à Kagoshima. Kansai-ben, um grupo de dialetos da região centro-oeste do Japão, é falado por muitos japoneses; o dialeto de Osaka, em particular, é associado ao humor e, por isso, usado com frequência por muitos comediantes para efeito humorístico.

No Brasil

Como resultado da imigração japonesa no Brasil, o idioma japonês é ainda bastante difundido entre a comunidade de origem nipônica. Atualmente, a maioria dos nipo-brasileiros falam principalmente o português. A primeira geração fala com frequência dialetos japoneses, muitos deles somente o japonês. A segunda geração é geralmente bilíngue em japonês e português. Numa pesquisa, 53% da segunda geração declarou somente ter falado japonês na infância. Hoje, 13,3% fala apenas japonês, 18,1% apenas português e 68,8% ambas as línguas. A terceira geração é mais lusofalante, com 39,3% apenas falando português, 58,9% ambas as línguas e 1,8% apenas japonês.

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Sistemas de pronúncia e escrita japonesas

O japonês faz uso de três sistemas de escrita diferentes, além dos algarismo indo-arábicos, e uma forma de romanização (rōmaji): hiragana, katakana, e os kanji. Veja um exemplo de uma manchete veiculada no jornal Asahi Shimbun de 19 de abril de 2004 que compreende todas as modalidades da escrita japonesa (katakana, hiragana, kanji, rōmaji (caracteres latinos) e números indo-arábicos: A mesma manchete, transliterada totalmente para o alfabeto latino (rōmaji): A mesma sentença, traduzida para o português: Ao contrário de muitas línguas orientais, a língua japonesa não é uma língua tonal. Existem vários métodos de "romanização" da língua japonesa. Destes, podemos citar a romanização Hepburn, que é baseada na fonologia inglesa, dentre outras. As palavras do japonês são compostas por sílabas curtas (moras) formadas por consoantes seguidas de vogais, como por exemplo as palavras Hiroshima (hi-ro-shi-ma) e Nagasaki (na-ga-sa-ki). Esta regra geral acontece frequentemente, exceto:

Silabário japonês

A tabela a seguir mostra as formas hiragana e katakana de escrita junto com o sistema Hepburn, também conhecido como o principal sistema de Roomaji.

Entonação

A entonação no japonês manifesta-se pela mudança na altura do som de uma ou outra mora. Ela tem um papel secundário, existindo em alguns poucos casos em que a mudança na melodia da palavra produz mudança de sentido (ex:雨.あめ.àme, "chuva"; 飴.あめ.amé, "bala, doce"). Os dialetos japoneses apresentam várias diferenças quanto ao tipo, posição e amplitude da entonação.

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Gramática

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A gramática da língua japonesa, embora bastante diferente da gramática da língua portuguesa, é relativamente simples e regular (fora algumas exceções), que permite seu aprendizado de forma até bastante rápida. Por este mesmo motivo, falantes nativos do japonês precisam de um esforço suplementar para o aprendizado de línguas estrangeiras. Eis abaixo algumas das características da gramática da língua japonesa. A ordem básica das palavras em uma proposição é sujeito-objeto-verbo (SOV). Além disso, em geral, o objeto se põe na ordem tempo-modo-lugar. A estrutura básica de uma frase é tema-rema. O tema é um termo com significado amplo; pode coincidir ou não com o sujeito da frase e compreende outras informações já conhecidas, ou que já não necessitam ser explicadas. O rema é a parte da frase que traz informações novas ao diálogo. Tome-se por exemplo a frase こちらは田中さんです。Kochira wa Tanaka-san desu, "Este é o(a) Sr(a). Tanaka". A palavra kochira, lit. "este lado", é seguida da partícula wa, um marcador de tópico que indica o sujeito da frase; de forma que o significado de kochira wa é "Quanto a (esta pessoa d) este lado". Tanaka-san, "Sr(a). Tanaka", é a informação nova. No final aparece desu, que é equivalente ao português "é", um verbo de ligação, no caso.

Declinação

O idioma japonês conta com um sistema de casos representados por posposições. Os sintagmas têm a função sintática indicada pela partícula que os sucedem imediatamente. A maioria dos gramáticos japoneses considera tais partículas como palavras independentes — o que seria contraditório com o conceito de declinação; entretanto, de acordo com o gramático Arkadiusz Jabłoński (2012) estas partículas devem ser entendidas como desinências, sendo portanto parte integrante do substantivo que as precede. Não há uma lista fixa de casos. Jabłoński considera a existência de 15 casos, enquanto Kiyose (1995) enumera 12 casos. As principais partículas existentes são:

Verbos

Os verbos são conjugados em dois tempos, chamados tecnicamente de "passado" e "não passado", este último incluindo tanto o presente como o futuro. Não existem flexões de número e pessoa. Por exemplo, 行く iku, "ir", também pode significar "vou", "vais", "vai", "vamos" etc. Além do modo infinitivo, temos o modo indicativo, modo imperativo ríspido, modo imperativo coletivo, modo volitivo, modo causativo, forma -te e dois modos condicionais. Cada modo tem ambas as formas afirmativa e negativa. A chamada forma -te é aproximadamente o gerúndio da língua portuguesa, embora seja usada ainda para exprimir outros tempos. Há três categorias principais de adjetivos na língua japonesa que sintaticamente diferem entre si: adjetivos -i, adjetivos -na e adjetivos propriamente ditos (muito raros).

Pronomes

Embora a língua japonesa tenha uma coleção grande de pronomes pessoais (existem cerca de dez variações do pronome "eu"), frequentemente eles são omitidos. Muitas vezes são substituídos pelo nome da pessoa respectiva ou simplesmente omitidos quando pode ser subentendido. A frase 忙しい。isogashii contém apenas uma palavra, mas dependendo do contexto pode ser interpretada como "(Eu) estou ocupado". Especialmente na língua japonesa falada, usam-se "partículas finais", que são palavras curtas (geralmente de uma mora) e que mudam o propósito da frase.Como exemplo, face à frase "Chove", obtém-se diversas variações na tradução devidas simplesmente à tal partícula (os parênteses clarificam a situação respectiva pela extensão da frase):

Onomatopeias e expressões

A língua japonesa é rica em palavras e expressões onomatopeicas e expressões que representam estados físicos ou psicológicos. Tais expressões são divididas em giongo, lit. "onomatopeias", e gitaigo, lit. "expressões que imitam o estado físico ou psicológico". Onomatopeias existem em qualquer língua (o japonês wan-wan seria o au-au português), mas o gitaigo japonês é muito mais numeroso comparativamente a outras línguas. Exemplos de gitaigo: nuru-nuru (ser escorregadio), pika-pika (ser piscante ou cintilante), pera-pera (ser falante ou fluente em uma língua), shiin (silêncio absoluto), sukkiri (o sentimento de estar livre de problemas), hakkiri (direto, sem ambiguidades) etc.Embora geralmente as palavras de qualquer língua possam ser consideradas símbolos que representam algo a nível auditivo, nenhuma ideia normalmente possui ligação evidente entre som e conceito; as onomatopeias, porém, apresentam uma ligação clara entre pronúncia e conceito. Gatos, por exemplo, parecem fazer miau, de forma que o miado de gatos pode ser aproximado à pronúncia da onomatopeia "miau". Neste ponto de vista, o gitaigo é uma construção intermediária, na medida em que o conceito exprimido não é nem evidente, nem ausente. Depois do aprendizado de um número apreciável desses termos, tanto uma criança japonesa como um estudante da língua japonesa poderá ser capaz de adivinhar, eventualmente auxiliado pelo contexto, o significado de um novo gitaigo. Deve-se frisar que ambos, giongo e gitaigo, são usados indiscriminadamente e com muita frequência por japoneses de todas as faixas etárias, seja na forma escrita, seja na conversação.

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Polidez

De uma forma muito diferente de outras línguas, a língua japonesa tem um sistema gramatical e léxico de exprimir diferentes graus de cortesia. Pode-se dizer que existem basicamente três níveis de polidez, embora seja impossível teorizá-lo, já que a delimitação dos níveis de cortesia é difícil por causa da interdependência entre cada um dos níveis. As crianças aprendem nos primeiros anos de vida uma forma simples de se exprimir, familiar. Este modo de se exprimir é usado por todo falante nativo quando pensa consigo mesmo, quando fala consigo mesmo, quando fala com pessoas de nível social e profissional igual ou inferior ao seu, ou em ambiente familiar, independente da idade. A gramática está na sua forma mais simples e abreviada, embora esteticamente seja a forma mais direta. Mesmo falando perante o imperador, se um mosquito picar um japonês, ele dirá 痛い! itai! (equivalente a "Ai!"), o que não contém nenhum elemento de cortesia. Se desejássemos ver a forma polida de 痛い, como é um adjetivo "-i", poderiamos nesse caso adicionar です resultando em 痛いです! だ é a forma impolida de です, contudo é impossível que haja uma frase : 「痛いだ!」 pois nunca adiciona-se だ a um adjetivo "-i". A forma informal então seria como visto acima: 「痛い!」.

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Fonologia

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Consoantes

Para informações sobre mudança na pronúncia de algumas palavras quando utilizadas para formar palavras compostas, veja artigo sobre rendaku.

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Números

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O número quatro (四) é pronunciado preferencialmente como "yon", devido ao outro significado também concedido a sua outra pronúncia "shi", que significa "morte". Este número é bastante evitado na língua japonesa, levando a sua omissão em números de casas, hospitais, carros, códigos postais etc. Para mais detalhes, veja artigo sobre Numerais Japoneses.

Influência na língua portuguesa

A língua japonesa levou várias palavras para a língua portuguesa, como: judô, jiu-jítsu, quimono, gueixa, samisém, samurai, xogum, cabúqui, nô, catana, caratê, sumô etc.

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Vocabulário

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Existem três fontes principais de palavras na língua japonesa, o yamato kotoba (大和言葉) ou wago (和語), kango (漢語) e gairaigo (外来語). A língua original do Japão, ou pelo menos a língua original de uma determinada população que foi ancestral de uma parcela significativa da histórica e atual nação japonesa, foi o chamado yamato kotoba (大和言葉 ou raramente 大和詞, ou seja, "palavras dos Yamato"), que em contextos acadêmicos é às vezes referido como wago (和語 ou raramente 倭語, ou seja, a "língua de Wa"). Ou seja, palavras nativas do japonês, significando aquelas palavras em japonês que foram herdadas do japonês antigo, em vez de serem emprestadas em algum momento. Além das palavras desta língua original, o japonês atual inclui uma série de palavras que foram emprestadas do chinês ou construídas a partir de raízes chinesas seguindo os padrões chineses. Essas palavras, conhecidas como kango (漢語), entraram na língua a partir do século V através do contato com a cultura chinesa. A enorme influência política e económica da China Antiga na região teve um efeito profundo sobre o japonês e outras línguas asiáticas ao longo da história. Este vocabulário sino-japonês ainda é um componente importante da língua japonesa e pode ser comparado a palavras eruditas de origem greco-latina em português.

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Demonstração de fala

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Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo 1º:

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