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Lauren Southern

Lauren Cherie Southern é uma ativista política, vlogueira e jornalista canadense associada à direita alternativa e ao libertarismo. Em 2015, foi candidata nas Eleições Federais do Canadá. Escreveu artigos para diversos sites e jornais, como The Rebel Media, Spiked, International Business Times e The Libertarian Republic. Atualmente, ela continua a trabalhar de forma independente e possui um canal no YouTube.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Educação e vida pessoal

Imagem: Meaghan Gipps · BY-SA · Openverse

Southern nasceu na cidade de Surrey, na Colúmbia Britânica. Ela estudou ciências políticas na Universidade do Fraser Valley, porém só completou dois anos do curso e não se formou.

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Carreira política

Imagem: Winnipeg Alternative Media (youtube) · BY · Openverse

Em 2015, ela foi candidata nas Eleições Federais do Canadá, representando o Partido Libertário no distrito eleitoral de Langley-Aldergrove da Colúmbia Britânica. Por um breve período, o partido cancelou sua candidatura, mas depois a restaurou pois havia apoio do Breitbart News e do The Rebel Media. A eleição foi vencida pelo candidato Mark Warawa do Partido Conservador. Southern foi a última colocada, com 535 votos ou 0,9% do total.

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Ativismo

Imagem: Lauren Southern · BY-SA · Openverse

Em junho de 2015, enquanto fazia uma reportagem para o The Rebel Media sobre a Marcha das Vadias em Vancouver, seu cameraman foi empurrado e seu cartaz dizendo "Não há cultura do estupro no Ocidente" foi rasgado. Em março de 2016, um manifestante em Vancouver derramou um recipiente com urina na cabeça de Southern enquanto ela conversava com manifestantes LGBTQ e afirmava que "há apenas dois gêneros". Southern foi temporariamente suspensa no Facebook, aparentemente, por criticar a prática do site de bloquear conservadores. No entanto, ela mais tarde recebeu um e-mail de desculpas da equipe do Facebook dizendo que a suspensão foi um "erro". Em outubro de 2016, Southern mudou seu gênero legalmente para masculino para demonstrar, em um vídeo do The Rebel Media, como uma mudança nas leis de Ontário a respeito de identidade de gênero facilitava tal ação. Em 2016, Southern escreveu e autopublicou o livro Barbarians: How Baby Boomers, Immigrants, and Islam Screwed My Generation (em tradução livre: "Bárbaros: Como Baby Boomers, Imigrantes e o Islã Arruinaram Minha Geração").

Oposição às ONGs de busca e salvamento

Em maio de 2017, Southern participou de uma tentativa, organizada pelo grupo nacionalista branco Les Identitaires, de barrar a passagem do navio Aquarius (propriedade das ONGs SOS Mediterranée e Médicos sem Fronteiras), que estava desembarcando da Sicília para uma missão de busca e salvamento de migrantes naufragados do norte da África. Southern afirmou que o objetivo dos ativistas era "impedir um navio vazio de ir à Líbia e se encher de migrantes ilegais" e foi brevemente detida pela Guarda Costeira Italiana. Navios como aquele costumam resgatar migrantes e refugiados, que desembarcam na costa líbia com jangadas improvisadas, e levá-los à Sicília. Quanto às suas ações, Southern afirmou que "se os políticos não pararem os navios, nós o faremos".

Entrada no Reino Unido

Em fevereiro de 2018, Southern, junto a Brittany Pettibone e Caolan Robertson, distribuiu panfletos que diziam "Alá é um deus gay" pela cidade inglesa de Luton. Em março de 2018, Southern, Pettibone e o namorado de Pettibone, Martin Sellner, foram todos barrados de entrar no Reino Unido sob a Prerrogativa 7 do Ato de Terrorismo 2000. Um representante do Ministério do Interior afirmou que "O Controle da Fronteira tem o poder de rejeitar a entrada de um indivíduo se a sua presença no Reino Unido não é considerada conducente ao bem público".

Tentativa de viagem para a Nova Zelândia

Em 2018, Southern e Stefan Molyneux, outro vlogueiro e ativista político canadense, que haviam planejado palestrar em Auckland no início de agosto, tiveram sua visita cancelada após o prefeito de Auckland, Phil Goff, anunciar que o Conselho de Auckland não permitiria o uso dos locais da cidade para "fomentar tensões éticas ou religiosas". Southern negou as afirmações de que suas visões eram "discurso de ódio" e disse que a Nova Zelândia havia sido infectada pelo "vírus do progressismo". Winston Peters, vice-primeiro-ministro da Nova Zelândia e Ministro das Relações Exteriores e Simon Brigdes, líder do Partido Nacional, apoiariam o direito de Southern de palestrar, enquanto a co-líder do Partido Verde, Marama Davidson, foi a favor da proibição. Craig Tuck, advogado de Direitos Humanos, criticou a decisão do prefeito Goff, considerando-a "violação da liberdade de expressão", enquanto o grupo ativista Auckland Peace Action e a Federação de Associações Islâmicas da Nova Zelândia foram a favor da decisão. O grupo Liga da Liberdade de Expressão solicitou uma revisão judicial do cancelamento e arrecadou 50 mil dólares neozelandeses em menos de 24 horas. Os seguintes neozelandeses apoiaram o grupo:

Viagem pela Austrália em 2018

Uma viagem planejada para a Austrália em julho de 2018 foi quase cancelada após seu visto ter sido rejeitado. No entanto, o governo australiano mais tarde confirmou que o visto de Southern foi aprovado e que ela poderia entrar no país. Ao chegar no aeroporto australiano, ela foi vista com uma camiseta com a frase "It's OK to be white" ("Tudo bem ser branco").

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Visões

Imagem: Meaghan Gipps · BY-SA · Openverse

Southern foi descrita por comentaristas do mundo inteiro como pertencente à direita política,[a] particularmente à direita alternativa[b] e extrema direita.[c] Southern é contra países europeus aceitarem refugiados e outros imigrantes da África e da Ásia. Ela promove a teoria de Renaud Camus de que a imigração levará ao "genocídio branco". A organização Southern Poverty Law Center (SPLC) descreveu os vídeos de Southern como antifeministas, xenofóbicos, islamofóbicos e quase nacionalistas brancos. Em janeiro de 2018, Southern produzia um documentário chamado Farmlands ("Fazendas"), que investiga a violência sofrida por agricultores sul-africanos após o Apartheid. A frase de efeito no trailer do documentário dizia "Crise. Opressão. Genocídio?" e refletia uma campanha contra uma suposta violência racista contra fazendeiros brancos.

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Fontes consultadas

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